Poesia: Reverso do tempo (por Pedro César Batista/via redes sociais)

Reverso do tempo
Pedro César Batista

Quem fuzilou Lorca
Atirando nele pelas costas?
Quem puxou o gatilho?

– Munição que segue matando.
– Ordens que seguem sendo dadas.

São os mesmos que assassinaram Che Guevara?
Os mesmos mandantes de milhões de massacres e mortes?
Que ainda guilotinou Babeaf, que insistia em falar de justiça?

Quem genocidiou os povos indígenas de todas as Américas?
Sequestrou homens e mulheres da África?
Quem comandou dezenas de massacres contra aqueles que ousaram combater por dignidade?

Ainda estão impunes?

Quem torce fatos e mente a cada novo amanhecer,
Com a desfaçatez de quem aperta gatilhos
Secularmente em nome da propriedade?

Quem rouba o sol,
Saqueia os frutos do suor
Que transformam a natureza?

São os mesmos que deixam a herança de morte,
Perpassam séculos espalhando deuses
Que propagam rancor, dores e culpas,
para saquear o trabalho?

Quem roubou a lua,
Que Lorca cantou em Granada?

São os que para roubar o petróleo,
Invadem países e matam milhões
Em nome de uma democracia
Que serve apenas a quem mente?

Quem levou a chuva,
Deixando somente a aridez nos olhares?
Quem acordará o fogo adormecido?

Quem libertará as labaredas
E incendiará a história?

Quem abrirá as veredas da verdade?
Quem?

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Quarta revolução industrial (por Udo Gollub/via redes sociais)

Por Udo Gollub, em Messe, Berlim – Conferência na Universidade da Singularidade.

Em 1998, a Kodak tinha 170.000 funcionários e vendeu 85% de todo o papel fotográfico vendido no mundo. No curso de poucos anos, o modelo de negócios dela desapareceu e a empresa abriu falência. O que aconteceu com a Kodak vai acontecer com um monte de indústrias nos próximos 10 anos – e a maioria das pessoas não enxerga isso chegando. Você poderia imaginar em 1998 que três anos mais tarde você nunca mais iria registar fotos em filme de papel? No entanto, as câmaras digitais foram inventadas em 1975. As primeiras tinham 10.000 pixels mas seguiram a Lei de Moore. Tal como acontece com todas as tecnologias exponenciais, foram decepcionantes por longo tempo até serem muito superiores e dominantes em poucos anos.

O mesmo sucederá agora com a inteligência artificial, saúde, veículos autônomos e elétricos, a educação, a impressão em 3D, a agricultura e o emprego. Bem-vindo à Quarta Revolução Industrial! O software destroçará a maioria das atividades tradicionais nos próximos cinco a dez anos.

O UBER é apenas uma ferramenta de software, seus usuários não são proprietários de carros e são agora a maior companhia de táxis do mundo. A AIRBNB é a maior companhia hoteleira do mundo embora eles não sejam proprietários.

Inteligência Artificial: os computadores estão se tornando exponencialmente melhores a entender o mundo. Este ano um computador derrotou o melhor jogador de GO do mundo, 10 anos antes do previsto. Nos Estados Unidos advogados jovens já não conseguem empregos. Com o WATSON da IBM você pode conseguir aconselhamento legal (por enquanto em assuntos mais ou menos básicos) dentro de segundos com 90% de exatidão se comparado com os 70% de exatidão quando feito por humanos. Por isso, se você. está estudando Direito, PARE imediatamente. Haverá 90% menos advogados no futuro e só especialistas permanecerão.

O WATSON já está ajudando enfermeiras a diagnosticar câncer com quatro vezes mais precisão. O FACEBOOK incorpora agora um software de reconhecimento de padrões que reconhece faces melhor que os humanos. Em 2030 os computadores serão mais inteligentes que os humanos.

Veículos autônomos: em 2018 os primeiros veículos dirigidos automaticamente estarão à venda. Ao redor de 2020 a indústria automobilística começará a ser demolida. Ninguém desejará possuir um automóvel. Nossos filhos não precisarão de carta de condução ou serão donos de um carro. Isto mudará as cidades pois necessitaremos de 90% a 95% menos de carros para isso. Transformaremos áreas de estacionamento em parques. Cerca de 1.200.000 pessoas morrem cada ano em acidentes automobilísticos no mundo. Há um acidente a cada 100.000 quilômetros mas com os veículos autodirigidos isto cairá para um acidente a cada 10.000.000 de quilômetros salvando-se um milhão de vidas.

A maioria das empresas de automóveis poderão falir. Companhias de carros adotam a tática evolucionária e constroem carros melhores enquanto as companhias tecnológicas (Tesla, Apple, Google) adotarão a tática revolucionária e construirão um computador sobre rodas. Falei com um monte de engenheiros da Volkswagen e da Audi: estão completamente aterrorizados com a TESLA. As companhias seguradores terão problemas enormes porque, sem acidentes, o seguro se tornará 100 vezes mais barato. O negócio do seguro automóvel desaparecerá.

Os negócios imobiliários mudarão. Pelo fato de poderem trabalhar enquanto se deslocam, as pessoas vão se mudar para mais longe para viver em uma vizinhança mais bonita.

Carros elétricos se tornarão dominantes até 2020. As cidades serão menos ruidosas porque os carros rodarão eletricamente. A eletricidade se tornará incrivelmente barata e limpa: a energia solar tem estado numa curva exponencial há 30 anos mas somente agora você pode sentir o impacto. No ano passado foram montadas mais instalações solares que fósseis. O preço da energia solar vai cair de tal forma que todas as mineradoras de carvão cessarão a atividade ao redor de 2025.

Com eletricidade barata teremos água abundante e barata. A dessalinização agora consome apenas dois quilowatts/hora por metro cúbico. Não temos escassez de água na maioria dos locais, temos apenas escassez de água potável. Imagine ter tanta água limpa quanta desejar quase sem custo.

Saúde: O preço do Tricorder X será anunciado este ano. Teremos companhias que irão construir um aparelho médico (chamado Tricorder na série Star Trek) que trabalha com o seu telefone. Faz o escaneamento da retina, testa a sua amostra de sangue e analisa a sua respiração (bafômetro). Analisa 54 biomarcadores que identificarão qualquer doença. Vai ser barato de tal forma que em poucos anos cada pessoa do planeta terá acesso à medicina de padrão mundial praticamente de graça.

Impressão 3D: o preço da impressora 3D mais barata caiu de US$ 18.000 para US$ 400 em 10 anos. Neste mesmo intervalo tornou-se 100 vezes mais rápida. Todas as maiores fábricas de sapatos começaram a imprimir sapatos em 3D. Peças de reposição para aviões já são impressas em 3D em aeroportos remotos.

A Estação Espacial tem agora uma impressora 3D que elimina a necessidade de ter um monte de peças de reposição como era necessário anteriormente. No final deste ano os novos smartphones terão capacidade de escanear em 3D. Você poderá então escanear o seu pé e imprimir sapatos perfeitos em sua casa. Na China já imprimiram em 3D todo um edifício completo de seis andares, incluindo os escritórios. Lá por volta de 2027, 10% de tudo que for produzido será impresso em 3D.

Oportunidades de negócios: Se você pensa num nicho no qual gostaria de entrar, pergunte a si mesmo: “SERÁ QUE TEREMOS ISSO NO FUTURO?” Se a resposta for SIM, como você poderá fazer isso acontecer mais cedo? Se não funcionar com o seu telefone, ESQUEÇA a ideia. E qualquer ideia com sucesso no século 20 estará fadada a falhar no século 21.

Trabalho: 70% a 80% dos empregos desaparecerão nos próximos 20 anos. Haverá uma porção de novos empregos mas não está claro se haverá empregos suficientes em tempo tão exíguo.

Agricultura: haverá um robô agricultor de US$ 100,00 no futuro. Agricultores poderão tornar-se gerentes das suas terras ao invés de trabalhar nelas todos os dias. A AEROPONIA necessitará de bem menos água. A primeira vitela produzida “in vitro” já está disponível e vai se tornar mais barata que a vitela natural da vaca ao redor de 2018.

Atualmente, cerca de 30% de todos as superfícies agriculturáveis são ocupados por bovinos. Imagine se tais espaços deixarem se ser usados dessa forma. Há muitas iniciativas atuais para fazer proteína de insetos para o mercado. Eles fornecem mais proteína do que a carne. Deverá ser rotulada de FONTE ALTERNATIVA DE PROTEÍNA porque muitas pessoas ainda rejeitam a ideia de comer insetos.

Existe um aplicativo chamado “moodies” (estados de humor) que já é capaz de dizer em que estado de humor você está. Até 2020 haverá aplicativos que podem saber se você está mentindo ao analisar suas expressões faciais. Imagine um debate político em que se mostre quando as pessoas não estão dizendo a verdade.

O BITCOIN (dinheiro virtual) pode se tornar dominante este ano e poderá até mesmo tornar-se em moeda-reserva padrão.

Longevidade: atualmente, a expectativa de vida aumenta cerca de três meses por ano. Há quatro anos, a expectativa de vida costumava ser de 79 anos e agora é de 80 anos. Por volta de 2036 haverá um aumento de mais de um ano por ano. Assim poderemos viver vidas longas, possivelmente bem mais do que 100 anos.

Educação: os smartphones mais baratos já estão custando US$ 10,00 na África e na Ásia. Até 2020, 70% de todos os humanos terão um smartphone. Isso significa que cada um terá o mesmo acesso à educação de qualidade mundial. Cada criança poderá usar a academia KHAN com os mesmos conteúdos de escolas de países do chamado Primeiro Mundo.

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Retratos da Família Brasileira (por Fernando Rabelo/via FB)

Por Fernando Rabelo – 23/8/2016 – via FB.
Imagem que compõe a mostra “Retratos da Família Brasileira”.“Essa é uma fotografia vernacular típica, do que às vezes chamamos de fotografia de lona, feita nas cidades de romaria e veraneio no interior do Brasil. Os clientes se posicionam atrás de uma lona e se retratam com objetos de seus sonhos, na época, um automóvel, às vezes um aviãozinho”. Assim José Inacio Parente, curador da mostra “Retratos da Família Brasileira” me definiu esta bela fotografia. A exposição, que está em cartaz até o dia 9 de setembro na Galeria do BNDES, no Rio, reúne uma seleção de 800 fotografias originais da coleção de José Inácio Parente, psicanalista e fotógrafo, curador do evento. Apresenta um panorama histórico da família brasileira no período de 1850 a 1960 e, simultaneamente, da evolução da fotografia em nosso país. A coleção possui cerca de 10.000 fotografias catalogadas e foi constituída ao longo dos últimos 12 anos, com doações de amigos e instituições, permutas e compras em feiras populares e antiquários.

 

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Uma ideia perigosa

Neymar 100 por cento Jesus

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Por Celso Vicenzi – 22/8/2016.

A ideia de povo escolhido é, talvez, a mais perigosa da história da humanidade. As piores barbáries já foram cometidas em nome de um Deus “que é nosso”, não é “deles”. E portanto, em nome dessa causa, todos os pecados são redimidos. Massacres de povos nativos, guerras “santas”, civilização contra barbárie, tudo pode ser nomeado para legitimar a força contra nações, subjugar povos e até mesmo exterminar quem ouse “estar contra Deus” ou apenas contra a ideia de um único Deus para toda a humanidade. Ao olharmos para trás, na história, veremos que a cruz e a espada sempre andaram juntas.  Hoje não é muito diferente, pois bombas continuam a ser despejadas por civilizações monoteístas – judaicas, cristãs e islâmicas. Se só um Deus pode ser verdadeiro, imagine o que seus adoradores não são capazes de fazer para impô-lo a todos os povos.

Somos os escolhidos, somos os eleitos. É assim também que muitos jogadores de futebol  posam para as câmeras depois de importantes conquistas esportivas. Não foi diferente no Maracanã que comemorou a medalha de ouro de nossa seleção olímpica. Neymar, o capitão, o  craque, o mais bem pago jogador brasileiro, fez questão de aparecer nas fotos e nas transmissões de TV com uma faixa e a mensagem “100% Jesus”.

Outro destaque dessa conquista, o goleiro Weverton, disse que Deus o abençoou: “Pátria amada, o ouro é nosso, mas a glória é de Deus” e acrescentou que “muita gente tentou, mas Deus botou essa geração para fazer história e a gente fez”. Eleitos, portanto, pessoas especiais.

Para essas pessoas, Deus, certamente sem muito o que fazer em meio a um universo de infinitas estrelas e galáxias, olha para o planeta Terra e decide: hoje é dia de empoderar Neymar, Weverton e seus companheiros. Por que os alemães e outros povos que cruzaram o caminho do ouro olímpico brasileiro no futebol masculino não mereciam essa glória é, certamente, questão para intrincadas explicações teológicas. Não importa que do outro lado tenha outros seres humanos. Talvez, até, iguais em crença ou valores. Mas Deus tem suas razões. E se diferentes, o que os torna menos especiais entre o conjunto de seres humanos? A resposta para quem crê e pouco se importa com tudo que aconteça ou venha a acontecer, é sempre a mesma: Deus assim quis. Foi assim no holocausto dos judeus, ciganos, negros, gays e todos que não pertenciam à raça ariana. Um Deus cruel, certamente, mas que não deve jamais ser abandonado, aconteça o que acontecer.

Neymar, que é seguidor da Igreja Pentecostal de São Vicente (SP), já havia usado a mesma faixa na cabeça depois da vitória por 3 a 1 contra o Juventus, na final da Champions League, no estádio Olímpico de Berlim, em 2015. Na ocasião, recebeu críticas do jornal francês Le Figaro, que o acusou de fazer proselitismo religioso. Também foi muito criticado por brasileiros nas redes sociais. A Fifa apagou o texto da faixa no vídeo oficial.

Apesar da entidade proibir manifestações políticas e religiosas em campo, tem permanecido omissa sobre o que acontece após o fim da competição, mesmo que o atleta ainda esteja no gramado, palco de sua conquista ou derrota. Desconfio que toda essa brandura tenha muito a ver com o tipo de mensagem, cristã ocidental. Certamente o comportamento da Fifa seria outro, mais rigoroso, se a mensagem fosse, por exemplo, para Alá ou para os orixás.

Também a Confederação Brasileira de Futebol não tem se manifestado sobre essas ações e declarações de seus jogadores. Em 2002, Kaká exibiu uma camiseta com os dizeres “Eu pertenço a Jesus”, ainda no gramado, depois da conquista do pentacampeonato contra a Alemanha. Fica a dúvida se um jogador brasileiro resolvesse exibir uma faixa “100% umbanda”, “100% islã” ou “100% candomblé”, por exemplo, se haveria a mesma condescendência.

Da mesma forma, não parece aconselhável erguer bandeiras de estados da federação no pódio da Olimpíada. Por uma razão muito simples, por mais que se entenda o sentimento de orgulho de alguns atletas: naquele momento os jogadores representam toda uma nação, todos os estados da federação, o Distrito Federal e, portanto, também não cabem atitudes bairristas. Já imaginaram um pódio de uma seleção brasileira de futebol em que cada jogador resolvesse  levar a bandeira do estado onde nasceu? Não é a hora.

Nenhum atleta deve ser impedido de manifestar-se politicamente, mas é recomendável fazê-lo fora do local de disputa, sob pena de transformar as arenas esportivas em arenas políticas. O mesmo não se aplica aos torcedores que, ao contrário de um atleta, não estão, naquele momento, representando uma nação (embora a uma pertençam), mas apenas a sua opinião pessoal. Atletas representam muitas pessoas, seja uma agremiação, uma torcida, um estado ou um país, conforme a competição. Torcedores, mesmo quando juntos, no mesmo espaço de uma arquibancada, estão ali de maneira independente. Podem erguer um “Fora, Temer” ou um “Fica, Temer”. Vaiar ou aplaudir.

Mas é desaconselhável que atletas brasileiros façam gestos de continência à bandeira quando no pódio. Vale a mesma premissa: embora sejam atletas oriundos das Forças Armadas, não estão ali para exaltar especificidades, mas sim a totalidade do povo brasileiro, composto por militares e civis, religiosos e agnósticos, de perfil ideológico à direita e à esquerda, hetero ou homossexuais, todas as nuances de padrões.

Diante de injustiças e preconceitos, como o racismo de boa parte da sociedade norte-americana, nossa tendência é ver com bons olhos protestos como os de atletas negros que ergueram os braços, mãos fechadas, em apoio aos Panteras Negras, na Olimpíada de 1968, no México. Mas se é livre a manifestação política e ideológica, abre-se espaço também para atitudes reacionárias. Já imaginaram uma faixa “100% Bolsonaro?”

Melhor deixar a política para outros cenários e outros momentos. Fora da arena esportiva, os atletas têm total liberdade para dizer e fazer o que bem entenderem (ou não entenderem!), desde que não incorram em apologias e atos tipificados como crimes. De qualquer forma, sintoma de um momento que toma conta do país, com ideias que já causaram tantos problemas no passado, o Brasil olímpico de 2016 se refletiu em pódiuns com atletas que fizeram continência à bandeira e se disseram “100% Jesus”.

Em seu devido contexto, esse amálgama de crenças de nítida ideologia autoritária, também está presente no atual golpe contra a democracia.

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Jornais estrangeiros vieram à Olimpíada para confirmar teses prontas (por Evandro de Assis/via objETHOS)

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Por Evandro de Assis/via objETHOS – 22/8/2016.

Evandro De Assis critica a cobertura feita por publicações estrangeiras dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro: pesquisa da Furb mostra que El País, The Guardian e The New York Times publicaram, principalmente antes do início das competições, matérias negativas e preconceituosas sobre Zika vírus, poluição, violência e crise.”

Leia mais:

https://objethos.wordpress.com/2016/08/22/comentario-da-semana-jornais-estrangeiros-vieram-a-olimpiada-para-confirmar-teses-prontas

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Por que as pessoas que não vestem verde e amarelo parecem mais brasileiras? (por Dodô Azevedo/via G1)

 

Por Dodô Azevedo – 20/8/2016 – via G1 (título original: Diário Olímpico – Dia Quinze).

“Entre assistir ao vivo jogo semifinal de vôlei masculino e um convite para jantar com torcedores do Azerbaijão, fiquei com o programa que apenas uma edição dos Jogos Olímpicos em minha própria cidade me proporcionaria.”

Leia mais:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/blog/dodo-azevedo/post/diario-olimpico-dia-quinze.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

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