Livros da Cia. das Letras pela metade do preço de capa

Em comemoração ao Dia Mundial do Livro, 23 de abril, a Livraria Livros & Livros, no Centro de Eventos da UFSC, em Florianópolis, juntamente com a Companhia das Letras, promove um feirão de ótimos títulos com redução de 50% do preço normal de capa. Serão mais de 150 livros. A promoção terá início no dia 24 de abril e ficará até o dia 8 de maio.

Confiram alguns títulos, autores e preços:

47 contos de Juan Carlos Onetti – 26,00
Barba ensopada de sangue (Daniel Galera) – 18,95
A conquista social da terra (Edward O. Wilson) – 28,50
Um copo de cólera (Raduan Nassar) – 26,00
Crash (J.G. Ballard) – 21,00
Deus, um delírio (Richard Dawkins) – 32,00
Diários índios (Darcy Ribeiro) – 60,50
Os inimigos da democracia (Tzvetan Todorov) – 21,00
Leila Diniz (Joaquim Ferreira Santos) – 23,50
Leite derramado (Chico Buarque de Hollanda) – 19,75
Sobre as letras (2 volumes – Caetano Veloso) – 30,50
Linha d’água (Amyr Klink) – 27,00
Medo reverencia terror (Carlo Ginzburg) – 19,75
Nu de botas (Antonio Prata) – 15,50
Poesia total (Waly Salomão) – 24,50
Poética (Ana Cristina Cesar) – 24,00
Prosa (Elizabeth Bishop) – 23,50
Sunset Park (Paul Auster) – 24,00
Todos os homens são mentirosos (Alberto Manguel) – 19,50
Os últimos soldados da guerra fria (Fernando Morais) – 22,50
Vida (Paulo Leminski) – 23,00
Vozes anoitecidas (Mia Couto) – 17,50.

Os silêncios do jornalismo

Vale por uma aula o texto que contextualiza a escolha do tema para o III Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo. Quantos profissionais, atualmente no mercado, se interrogam sobre isso?

O evento será de 12 a 15 de maio, na UFSC.

Tema do Colóquio
A pesquisa em jornalismo tem se interessado já há algum tempo pelas grandes proibições que são objeto consensual dos discursos profissionais, políticos, sociais: a mentira, a usurpação e a dissimulação da identidade do jornalista; a alteração dos fatos; a narrativa ficcional; a falta de solidariedade com os colegas de profissão; a aliança com o poder político ou com a polícia; a confusão entre a comunicação organizacional e o jornalismo; os conflitos de interesse; o segredo profissional; a censura; a apologia à violência e ao racismo.

A passagem do discurso normativo à prática cotidiana dos jornalistas sempre revelou uma grande quantidade de contradições – algumas fortes – que levam a debates no qual a reflexão deontológica possui um papel essencial. Tais debates permitem dar visibilidade e publicidade aos valores profissionais do jornalismo.

Partindo numa direção oposta a esse fenômeno de publicização da cultura profissional do jornalismo, o 3º Colóquio MEJOR sobre as mudanças estruturais do jornalismo quer se dedicar à compreensão do que não se diz, do que não se discute na prática jornalística. De fato, o jornalismo é marcado por não ditos. A lista pode ser longa: gostar de fazer a cobertura de fait-divers, de um conflito, de uma guerra; investigar aspectos sujos ou obscuros de um tema; estar a serviço das autoridades; decidir não citar as fontes para esconder algum aspecto da apuração; gostar de não ter um compromisso moral com uma fonte, de não ajudar uma fonte em situação de perigo; de amar os contextos de adrenalina, de violência ou, pelo contrário, detestar o lado aventureiro do jornalismo, não gostar de sair
da redação; buscar os holofotes, querer ser uma celebridade; trabalhar de forma superficial ou inculta; autocensurar-se por medo de represálias; não ser solidário com um colega; conhecer as dores, ferimentos e doenças advindas do exercício da profissão e não querer reconhecê-las para não demonstrar fragilidade.

Junto com o silêncio sobre certas práticas do cotidiano do jornalismo observamos um outro tipo de ocultação, a dos assuntos não mencionados, das informações que são parcialmente ou totalmente escondidas da cobertura midiática: o nome das pessoas envolvidas em um delito; o suicídio de certas pessoas; a vida privada dos políticos; as relações entre certas fontes de informação e os jornalistas, ou entre atores econômicos e os meios de comunicação; a introdução de produtos, marcas ou mesmo de ideias no conteúdo jornalístico. Esses silêncios variam de acordo com o país. Assim, no Brasil, fala-se pouco do suicídio; na França, prefere-se não mencionar o nome das pessoas que praticaram algum delito; e, durante muito tempo, a vida privada dos políticos era objeto de silêncio. Hoje isso é menos frequente.

Tais práticas e assuntos frequentemente evitados constituem arranjos, pequenos ou grandes, mas que destoam das representações e imaginários do jornalismo, o que explica a sua omissão nos discursos sobre a profissão. Mas o fato da haverem práticas e temas silenciados não tira a importância deles no estudo do jornalismo.

Este 3º Colóquio Mejor se propõe a ir além do simples debate sobre as distorções dos discursos e das práticas entre a moral profissional e os usos que os jornalistas fazem dela na produção jornalística. Ele não visa, portanto, refletir sobre a deontologia em si, mas pretende discutir sobre os silêncios e os seus efeitos, buscando responder a um conjunto de questões:

A – Quais silêncios? Quais são os silêncios do jornalismo? Do que estamos falando
quando abordamos esse assunto? Quais são as transgressões do jornalismo das quais não se fala, não se reconhece e que, contudo, são conhecidas? Como os não ditos variam de um país a outro, de uma época a outra?

B – Quem produz os silêncios? Como eles são construídos? Como são produzidos
pelos grupos profissionais e que tipo de cultura eles estabelecem? Eles são resultado das autoridades que regulam a autonomia do jornalismo? São enunciados pela instituição que organiza e orienta o trabalho dos jornalistas?

C – Como detectar os silêncios? Os discursos institucionais (profissão, lei, moral
profissional e as prescrições das empresas jornalísticas) apresentam algum tipo de
vestígio dessas omissões? Como encontrar os traços desses tabus? Como questionar ou observar os jornalistas a respeito desses não ditos?

D – Como é vivenciado o silêncio? Como se interiorizam os silêncios? Como eles são apreendidos? As figuras tutelares do jornalismo participam desse processo? Ou as prescrições são enunciadas e transmitidas? Como avaliar que uma prática ou atitude seja considerada um tabu? Como o jornalista vive essa situação? O que explica o fato dele não falar sobre isso? Como ele vivencia isso de acordo com os contextos nacionais, com as épocas e locais?

E – Qual o efeito de transgredir um silêncio? Como se apresenta a transgressão de
um silêncio? É uma iniciativa individual? É um processo coletivo? O que acontece
com aqueles que transgridem um silêncio? O que a comunidade profissional faz com eles? Em que nível é exercido o seu controle: profissão, autoridades, indivíduos?

F – Como os silêncios se relacionam às transformações e permanências do
jornalismo? É possível compreender as mudanças e continuidades do jornalismo por meio do estudo dos seus silêncios? De que forma eles são reveladores dessas
dinâmicas? Como os processos de emergência, de transformação, de
desaparecimento dessas omissões permitiriam revelar as transformações da prática jornalística e do mundo midiático?

Mais informações:
http://noticias.ufsc.br/files/2014/12/IIIMEJOR-chamadaemportugu%C3%AAs.pdf

Quem tem o poder?

Novas manifestações, dia 12, para tentar tirar o PT do poder. Mas que poder é esse, se quem preside o Senado é o Renan (PMDB), quem preside a Câmara é o Cunha (PMDB) e agora o articulador do governo Dilma é o vice Temer, também do PMDB? O Parlamento dominado pelo PMDB e oposição (que, às vezes, são a mesma coisa!). O Judiciário usando dois pesos, duas medidas, e procedendo conforme aquela máxima: aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei – que, em alguns casos, muda o quanto for necessário para enquadrar quem se deseja, enquanto outros continuam livres, leves e soltos.

A rua

Por Alcides Buss

Cada um com suas urgências,

suas dúvidas, suas dívidas;

seus segredos, seus medos;

seus tropeços, seus acertos;

suas lembranças, seus esquecimentos;

cada um com suas mortes, sua sorte,
seu jeito de acordar;

seu cheiro, suas unhas,
seu nome, suas datas;

sua rua, sua casa, sua cama,
sua fome;

cada um com seu silêncio,
sua crença, seu amanhã;

assim prossegue a vida.

O mito da imparcialidade jornalística

Publico também aqui, o comentário feito em um debate nas redes sociais, com amigos.

A imparcialidade, além de um mito, é o elogio da mediocridade. Pessoas que valem a pena ser lembradas na história da humanidade não se destacaram exatamente por sua “imparcialidade”. Pelo contrário: tiveram coragem de assumir uma causa. Jornalismo que se diz “isento” já começa por uma tentativa de enganar o leitor, ouvinte, telespectador, internauta.

Como a imparcialidade é uma impossibilidade humana, quanto mais transparência sobre “quem fala” e “de que lugar fala”, melhor para a sociedade e a democracia. Por mais que honestamente um jornalista ou uma empresa de comunicação tente construir um discurso universal, sua palavra e sua visão de mundo é sempre expressão de uma parte, de uma parcela do todo, de uma parcialidade.

Nisso não há diferenciação entre um blog, um jornal de sindicato, uma ONG ou a chamada “grande mídia”. Qualquer um deles pode fazer bom ou mau jornalismo, não porque é parcial, mas porque não constrói a sua narrativa com base nos alicerces que sustentam e dão legitimidade ao jornalismo.

A história da propina e as cruzadas moralistas. Por Motta Araújo.

http://jornalggn.com.br/noticia/a-historia-da-propina-e-as-cruzadas-moralistas-por-motta-araujo

SEG, 06/04/2015 – 19:09

Na história econômica a propina está presente em todos os grandes negócios, empreitadas e encomendas através dos séculos. Na história moderna há registros de propinas em larga escala nos EUA, Rússia, Império Otomano, na Ásia era e é a pratica corrente, no Oriente Médio nem sequer se considera crime. Na África a corrupção é profundamente arraigada desde que existem humanos no continente.

No Brasil a propina aparece na Alfândega de Dom João VI, no Segundo Império, vide as memórias do Embaixador Heitor Lira em dois volumes, Editora Universidade de Brasília. Os embaixadores brasileiros em Londres cobravam propina nos empréstimos que o Brasil contraía em Londres, e eram altas. Na República Velha, Nelson Werneck Sodré na HISTÓRIA MILITAR DO BRASIL fala nas “vastas algibeiras” de generais quando compravam alfafa para a Cavalaria. leia mais →

Medo: matéria-prima da indústria farmacêutica

150309-Doente

http://outraspalavras.net/destaques/medo-materia-prima-da-industria-farmaceutica

Como os laboratórios globais manipulam insegurança e desemparo quotidianos para multiplicar vendas — desrespeitando, se necessário, a saúde dos pacientes.

Por Martha Rosenberg, no Alternet.

Muito antes da internet e da publicidade direta ao consumidor, a profissão médica tentava tranquilizar as pessoas sobre suas preocupações de saúde. Claro, fadiga e dores de cabeça poderiam ser sintoma de um tumor cerebral; certo, tosse poderia ser um sintoma de câncer de pulmão. Mas a maioria dos médicos tentava atenuar o medo – ao invés de semeá-lo. Lembra do “tome duas aspirinas e me ligue pela manhã?”

Projetemos isso para os “guias de sintomas” online de hoje, testes para ver se você tem uma determinada doença e exortações para que vá a seu médico, mesmo que se sinta bem. Desde que a indústria farmacêutica descobriu que medo de doenças e até a hipocondria vendem drogas, as novas doenças, sintomas e riscos com que as pessoas precisam se preocupar parecem não ter fim.

Vender sintomas para pessoas sugestionáveis tem sido uma mina de ouro para as grandes transnacionais farmacêuticas desde que começaram a fazer propaganda diretamente ao consumidor, no final dos anos 1990. Graças a tal marketing, que na verdade “vende” doenças para construir a demanda, milhões de pessoas que já estiveram muito bem têm agora alergias de estação, Gerd (Doença do refluxo gastroesofágico), distúrbio de atenção, distúrbio de dor e outras “doenças”.

Não se trata de ignorar sofrimento legítimo. Mas para muita gente, a relação com os medicamentos prescritos é melhor expressa na camiseta que diz “Tomo aspirina para a dor de cabeça causada pelo Zyrtec, que uso contra a rinite alérgica que adquiri com oRelenza para a dor de estômago da Ritalina que eu tomo para o déficit de atenção causado pelo Scopoderm, que uso para o enjôo que me dá o Lomotil, que tomo para a diarréia causada pelo Xenical que tomo para perder o peso ganho com o Paxil que tomo para a ansiedade que me dá o Zocor, que uso para o colesterol alto, porque praticar exercício, boa dieta e tratamento quiroprático regularmente dão muito trabalho” (uma camiseta que nem pode ser vestida por gente que usa números pequenos…)

Eis algumas das estratégias que a indústria farmacêutica usa para manter o público comprando drogas.

 

1. Medo de envelhecer e perder o apetite sexual

As terapias de de reposição hormonal (TRH), que milhões de mulheres fizeram até cerca de dez anos atrás, eram oficialmente vendidas para acabar com as ondas de calor e manter os ossos fortes. Mas, extraoficialmente, era difundidas como um modo de manter-se jovem e sexy. Anúncios publicitários de terapia de reposição hormonal precoce diziam às mulheres que elas tinham “sobrevivido aos seus ovários” e não se mantinham à altura de seus maridos, que queriam mulheres com aparência mais jovem. Quando descobriu-se que TRH aumentava o risco de ataque do coração e câncer (“sentimos muito por isso”), as drogas para fortalecer os ossos assumiram o papel de portadoras mensagem da indústria farmacêutica (“não fique velha!”) para as mulheres. Agora a indústria está dizendo aos homens que eles também necessitam de terapia de reposição hormonal para sua “baixa testosterona” e para manter sua potência sexual. A TRH masculina não parece mais segura que a feminina.

 
2. Medo de sintomas que parecem benignos

Antigamente, pessoas com azia tomavam Eno, Alka Seltzer ou Sonrisal e juravam não comer muito. Não se preocupavam se tinham refluxo gastroesofágico (Gerd), estavam a caminho de um câncer do esôfago; nem tomavam inibidores de bomba de prótons para o resto de suas vidas. Da mesma forma, embora a depressão possa causar um sofrimento inimaginável, é também verdade que a tristeza ocasional – a dor causada por problemas no casamento, na família, no trabalho, pela situação financeira ou mesmo a perda de alguém amado – faz parte da vida. Mas o marketing das grandes farmacêuticas sugerem que você deveria ir correndo ao médico, no instante que sentir-se mal; e se pendurar em “pílulas da felicidade” por uma década ou mais. Claro que o grande sucesso da indústria ao produzir medo em torno de sintomas benignos está convencendo pais e professores de que crianças saudáveis e muito ativas estão sofrendo de ADHD (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade).

 
3. Medo de novas doenças

Quem se lembra da Síndrome do Atraso das Fases do Sono, ou da Síndrome das 24 Horas em dormir, diagnosticadas para pessoas que provavelmente não dormiam suficientemente? Doenças obscuras sobre as quais a indústria farmacêutica “aumenta o alerta” não são inventadas – mas elas são tão raras que não seriam jamais tratadas em publicidade, a menos que a indústria estivesse tentando criar “demanda” para medicamentos caros – inclusive porque não há exame de sangue ou de laboratório confirmando um diagnóstico. Há pouco, a AbbVie, uma empresa farmacêutica norte-americana, lançou duas campanhas, promovendo drogas de alto custo, para convencer pessoas com dor nas costas que eles tinham espondilite anquilosante; as pessoas com diarreia de que tinham insuficiência pancreática exócrina., replete de sites ajudando-as a discernir que têm a doença por seus sintomas. Será que as pessoas com sintomas ou doenças realmente precisam que a indústria farmacêutica lhes diga quando ir ao médico e o que elas têm?

 
4. Medo de que seus filhos não sejam normais

O ADHD (“transtorno do déficit de atenção com hiperatividade”) não é a única receita da indústria farmacêutica para medicalizar e monetizar a infância. As birras são agora chamadas “Transtornos de Humor”. Graças à “psicofarmacologia pediátrica”, as crianças estão cada vez mais diagnosticadas com transtorno desafiador opositivo (DDO), manias mistas, fobias sociais, distúrbios bipolares, transtornos de conduta, depressão e transtornos do “espectro”. Por que a indústria gosta de crianças? Crianças são pacientes submissos que farão o que seus pais, professores e médicos mandarem, diz o ex-promotor de vendas da indústria farmacêutica Gwen Olsen, autor deConfessions of an Rx Drug Pusher [“Confissões de um Vendedor de Drogas”]. Eles são os “tipos de paciente ideal porque representam prescrição contínua, obediente e longeva. “Em outras palavras, eles vão ser pacientes ao longo da vida e renovar o estoque de clientes para a indústria. Não é exagero. Além disso, além de consumirem drogas pesadas e desnecessárias, muita crianças apresentarão reações que exigirão mais drogas, para tratar dos efeitos colaterais.


5. Medo de que sua droga deixe de produzir efeitos

Desde que as grandes indústrias farmacêuticas descobriram que era fácil acrescentar mais drogas a uma droga original — seja para crianças ou pessoas com doenças mentais –, começou a era das drogas “agregadas” e das condições “resistentes a tratamento”. Seu remédio pode não funcionar, dizem novas campanhas do Alility ou Seroquel, porque você precisa de uma segunda droga para ativar a primeira e torná-la mais efetiva. A redefinição da depressão, para vender medicamentos, foi particularmente furtiva. Médicos financiados pela indústria reclassificaram a doença como uma condição para a vida toda, que requer uso permanente de drogas. E há mais! Quase sem evidência médica alguma, a depressão foi considerada “progressiva” — o que, é claro, ampliou seu potencial de produzir medo. “À medida em que o número de grandes episódios depressivos aumento, o risco de episódios subsequentes é previsível”, alertava um artigo denominado “Neurobiology of Depression: Major Depressive Disorder as a Progressive Illness” [“Neurobiologia da Depressão: o Grande Distúrbio Depressivo como Doença Progressiva”], publicado no site médico Medscape, e ladeado por anúncios do antidepressivo Pristiq.

 
6. Medo de doenças silenciosas

E se você não apresentar sintomas e estiver se sentindo bem? Isso não significa que você não sofre de condições silenciosas, que podem estar ameaçando sua saída sem que você saiba. Nenhuma pílula, na história, foi tão bem sucedida como a estatina Lipitor, com sua campanha de TV “Know Your Numbers” [“Conheça seus Números”] e o medo crescente de ataques cardíacos relacionados ao colesterol. Milhões de pessoas usam estatinas para proteger contra o medo de doenças cardíacas silenciosas, embora recentemente, em alguns estudos, o colesterol tenha sido excluído, como risco central de doença cardíaca (ainda bem que a patente do Lipitor expirou…). Também as campanhas da indústria farmacêutica que amedrontam as mulheres sobre perda silenciosa de ossos venderam drogas anti-oesteosporose como Fosamax, Boniva e Prolia, ao convencerem mulheres que algum dia, sem nenhum aviso, seus ossos em processo de enfraquecimento irão se partir. A previsão era verdadeira, com um pequeno detalhe: algumas das mulheres cujos ossos estalaram estavam usando drogas anti-osteosporose, cujos efeitos colaterais passaram a incluir fraturas!

Machismo e a regra da casa

http://apublica.org/2015/03/machismo-e-a-regra-da-casa

Publicitárias denunciam abusos de que são vítimas no trabalho e afirmam: os anúncios que indignam as mulheres nascem da cultura interna das próprias agências.

Por Andrea Dip – Agência Pública.