‘A diferença é que a operação ‘Mãos Limpas’ não visava um golpe de Estado’. Por Martín Granovsky, de Buenos Aires – Especial para Carta Maior

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Principios-Fundamentais/-A-diferenca-e-que-a-operacao-Maos-Limpas-nao-visava-um-golpe-de-Estado-/40/33407

Juristas brasileiros enviaram perguntas sobre a “lava-jato” a Raúl Zaffaroni, o maior penalista da América Latina, que criticou as delações premiadas.

Martín Granovsky, de Buenos Aires – Especial para Carta Maior. leia mais →

Mujica, Lula, a mídia e Noel Rosa: escrava dessa gente que cultiva a hipocrisia. Por Fernando Brito.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=26649

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Durante toda a tarde de hoje, antes de tomarem um desmentido-safanão dos jornalistas  Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, que escreveram o livro, escancararam manchetes sobre o que seria a confessada “culpa” de Lula  no caso do Mensalão, porque numa conversa com o ex-presidente brasileiro, Pepe Mujica, do Uruguai, teria ouvido dele que “neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens”.

Nada, a não ser ter 14 anos de idade ou um cinismo monumental, autoriza um jornalista a transformar em “escândalo” um desabafo que qualquer pessoa honrada que ocupou funções de governo ou mesmo em instituições privadas faria depois de viver uma década nesta posição.

Como os editores e chefes de redação da imprensa brasileira não têm 14 anos de idade, fica a segunda hipótese. leia mais →

A destruição do passado. Por Eric J. Hobsbawm – publicado por NPC.

 

http://nucleopiratininga.org.br/por-eric-j-hobsbawm

“A destruição do passado — ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas — é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século xx. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que outros esquecem, tomam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio. Por esse mesmo motivo, porém, eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores.”

(Em A Era dos Extremos).

Semler: “Não adianta fazer de conta que corrupção surgiu agora”. Por BBC Brasil/republicado por DCM.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/semler-se-voce-grita-contra-a-corrupcao-esta-declarando-todos-os-imoveis-e-nunca-deu-r-50-para-o-guarda

Publicado na BBC Brasil.

Sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ricardo Semler tornou-se um dos empresários brasileiros mais conhecidos no exterior nos anos 90 por aplicar em sua empresa princípios gerenciais que ficaram conhecidos como ‘democracia corporativa’.

Na Semco, os trabalhadores escolhem seus salários, horário e local de trabalho, além dos seus gerentes. A hierarquia rígida foi substituída por um regime em que todos podem opinar no planejamento da empresa.

Recentemente, Semler voltou a ganhar notoriedade no Brasil e no exterior por dois motivos. Primeiro, porque o desempenho extraordinário de algumas empresas criadas por jovens empreendedores (como Facebook e Google) aumentou o interesse por práticas gerenciais inovadoras.

Segundo, em função de um artigo polêmico publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, em que, ao comentar o caso de corrupção na Petrobras, Semler defendeu que “nunca se roubou tão pouco” no Brasil.

“Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80 e 90, até recentemente”, escreveu ele.

Semler é filiado ao PSDB, mas o artigo acabou sendo usado por quem defende o ponto de vista do governo e do PT no escândalo.

Ao comentar o episódio em entrevista à BBC Brasil, o empresário defendeu que a politização do debate sobre corrupção é contraproducente e que o escândalo da Petrobras e as repercussões do caso envolvendo a divulgação dos nomes de brasileiros com conta no HSBC da Suíça são sinais de que o país está mudando. “Pela primeira vez no Brasil temos gente rica assustada”, afirmou.

O empresário também defendeu um aumento do imposto sobre transmissão (herança) para os donos de grandes fortunas e disse que aceitaria pagar até 50%. “Isso não afetaria em nada a disposição do empresário em investir”, opinou. Confira a entrevista: leia mais →

A era do show midiático da justiça

Nos tribunais de exceção, em que a política substitui a justiça, nada precisa ser  provado. O que importa é gerar matéria-prima para a mídia fazer o seu papel, de condenações antecipadas, pouco importando se os acusados, mais tarde, venham a ser inocentados. Ou, entre tantas acusações, quais são, de fato, comprovadas e  qual a responsabilidade dos acusados. A justiça tem o direito de enlamear reputações e expô-las, publicamente, antes de obter plena certeza sobre o que  apura? Antes de uma sentença? Há um bom tempo, empresas de comunicação têm optado pela “espetacularização da informação” para obter audiência e resultados políticos, econômicos e sociais (são parte fundamental da engrenagem de poder). Estamos entrando, agora, no Brasil, na era do “show midiático da justiça”. (CV).

Algumas histórias de delação premiada. Por Miguel do Rosário.

Com artigo, também, de Sérgio Rodas, repórter da revista Consultor Jurídico.

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Os procuradores do Paraná deveriam assistir à série Black List, com James Spader fazendo o papel de um bandidão que resolve fazer delação premiada.

Brilhante e sedutor, Spader manipula acintosamente os investigadores do FBI. Transforma o aparelho do Estado um aliado na luta contra seus inimigos pessoais. leia mais →