O fascismo avança, disfarçado de democracia

Comentário do Vinicius B. Vicenzi, sobre o texto de Duvivier (Nossa fraternidade seletiva):

Realmente não havia amor nas manifestações, somente ódio. Essa fraternidade no ódio é o que há de mais perigoso em termos de política. Quando brasileiros pedem a exterminação do outro, do diferente, quando comungam apenas da vontade de ter exterminado toda esquerda em 64 realmente há alguma coisa muito errada acontecendo. O ovo do fascismo já foi chocado. E o pior, ninguém se choca! Os manifestantes acham conveniente levar as crianças para ver esse espetáculo de horror e ensiná-las a xingar, a querer ver pessoas mortas sob tortura, etc. A mídia louva as manifestações “populares” e democráticas. Até o governo, na sua tática de “não-confronto” mantém o relativismo de que todas as manifestações são iguais, todas igualmente “democráticas”. Se ninguém se indigna, a não ser nos blogs, nas redes sociais, as manifestações fascistas avançam, diretórios de um partido político podem sofrer continuamente intimidações e agressões e assim por diante. Não, não é pelo PT, nem contra ele. É pelo país! Por um mínimo de civilidade que exige a vida em comum. É pelo mínimo de democracia e respeito às diferenças que se pode esperar na convivência com o outro. Quem não consegue se indignar com as imagens de domingo, perdão, mas perdeu qualquer sensibilidade que nos faz humanos, isto é, diferentes.

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