Juristas Catarinenses pela Legalidade, Democracia e Justiça: Manifesto de repúdio ao apoio da OAB ao pedido de impeachment da presidenta da República

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Empório do Direito – Por Redação – 30/03/2016

Em 17 de março de 2016, o Conselho Estadual da Seccional da OAB/SC, instado por seu presidente para a discussão do “cenário político nacional”, aprovou, por maioria, o encaminhamento ao Conselho Federal da OAB de pedido para abertura de pedido de impeachment da atual titular da Presidência da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, eleita de forma direta e democrática por mais de 54 milhões de votos, além de outros requerimentos.

O presente manifesto de repúdio visa explicitar o inconformismo por parte de advogadas e advogados integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil catarinense, demais profissionais da área do Direito e membros da sociedade civil em geral, ao posicionamento oficialmente adotado pela OAB/SC e pelo Conselho Federal da OAB, pelos fundamentos a seguir apresentados.

É imperioso afirmar que as regras do processo democrático estão estabelecidas na Constituição Federal de 1988 e legislação aplicável. No caso específico do impeachment, somente é possível seu processamento com a caracterização de crime de responsabilidade. Um governo impopular, uma crise política ou mesmo uma crise econômica não estão previstos como fundamento para o impeachment. Logo, a prudência recomenda que, antes de manifestar apoio a um pedido de impeachment, a OAB pudesse demonstrar a existência de crime de responsabilidade, fundamento necessário para o pedido. Não foi o que aconteceu. A mera indicação de possibilidade de existência de crime é pouco para iniciar um processo tão grave e excepcional.

Tratando-se do exercício do Poder Executivo, nos termos do artigo 77 da Constituição Federal, a condição para a sua titularidade é a participação no processo eleitoral majoritário e a regra é o seu exercício pelo tempo do mandato, sendo a exceção a possibilidade de sua interrupção pelo processo de impeachment. Para isso, não pode haver qualquer dúvida sobre a existência de crime de responsabilidade. Não é o que parece e, por isso, o mínimo que se pode dizer do posicionamento da OAB é que foi “apressado”, mais ainda levando em consideração que a OAB sequer estimulou o debate entre os seus representados, encaminhando uma decisão tomada sem a legitimidade da participação dos milhares de advogadas e advogados espalhados pelo país. A posição tomada, portanto, é do Conselho Federal da OAB e não de toda a advocacia.

Alguns termos presentes na mídia comercial, e aparentemente incorporados pelo discurso jurídico de alguns, são de difícil aferição idônea. Expressões como “interesse da sociedade”, “clamor popular” e outros podem ser facilmente pronunciados em discursos políticos, mas não podem ser utilizadas para o afastamento das regras estabelecidas na Constituição Federal de 1988. O impeachment não é um julgamento exclusivamente político. Não havendo crime de responsabilidade devidamente comprovado, não há que se falar em impeachment.

Como representante da advocacia, a OAB deve zelar pela sua independência a pressões políticas momentâneas, respeitando também a independência dos seus membros que não reconhecem a existência de elementos para a abertura do processo de impeachment.

E se o princípio democrático ainda é um elemento de unidade entre os membros da advocacia, não é demais lembrar que não existe eleição direta para a Presidência do Conselho Federal da OAB, e que a apressada consulta feita às Seccionais não parece ter sido a forma mais eficaz de desenvolver um amplo e necessário debate sobre o tema entre as advogadas e advogados. Disso tudo, resulta inquestionável a fragilidade do argumento de que a posição da Presidência do Conselho Federal da OAB representa a todos(as), como demonstram as inúmeras manifestações de repúdio ocorridas nas últimas semanas pelo Brasil.

Nunca é demais lembrar, que entre as finalidades da OAB estão listadas a defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado democrático de direito, dos direitos humanos e da justiça social, além de pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas, nos termos do artigo 44, da Lei n. 8906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB). É isso que se espera da OAB, coragem de tomar posição em defesa da Constituição, ainda que possa ser taxada de impopular. É o que, da mesma forma, esperamos na defesa de nossas prerrogativas.

Nós, advogadas e advogados, lutamos diariamente para que direitos sejam reconhecidos, muitas vezes contra acusações desprovidas de fundamento. E um pedido de impeachment, elaborado pela OAB, sem a constatação inequívoca de crime de responsabilidade, assusta a advocacia.

Impeachment sem caracterização de crime de responsabilidade é absurdo, ilegal e antidemocrático. Nenhuma pessoa eleita pelo voto popular, em eleições livres e democráticas, pode ser vítima de pedido de impeachment sem que contundentes provas de crime de responsabilidade sejam apresentadas. E hoje não há provas sobre isso.

As operações investigatórias que estranhamente fazem sucesso na mídia comercial brasileira violam de forma explícita postulados básicos da defesa da intimidade dos cidadãos. Advogadas e advogados têm telefones “grampeados”, bem representando o absurdo dos procedimentos adotados por parte da polícia, judiciário e ministério público brasileiros. Tais ilegalidades trarão irreparáveis danos ao exercício da advocacia neste país nós próximos anos. E a lamentável postura do atual Presidente do Conselho Federal da OAB, ao requerer o impeachment da Presidenta da República sem fundamento jurídico relevante, infelizmente corrobora tais atitudes, ainda que indiretamente.

A corrupção deve ser combatida sistematicamente, com os rigores da lei, e com o mesmo rigor cabe a defesa dos direitos fundamentais pelas advogadas e advogados. É a nossa função. Não podemos admitir julgamentos públicos pela mídia comercial nacional, que vem mostrando sua habitual parcialidade, sem que os acusados possam exercer amplamente o seu direito de defesa. O combate à corrupção demanda um esforço institucional severo, sobretudo quando claras as demonstrações da urgente necessidade de reforma do sistema político brasileiro. Ainda assim, não se combate a corrupção rasgando a Constituição Federal.

A interrupção de mandatos deferidos pela soberania popular sem a observância estrita do devido processo legal, do direito ao contraditório e do direito à ampla defesa, não pode receber outro nome senão uma tentativa ilegítima de subversão do poder e a indicação clara da sua condição golpista. Logo, impeachment sem crime de responsabilidade tem outro nome: Golpe. E isso, nós advogadas e advogados não podemos admitir.

O momento político e econômico no país é grave. A Ordem dos Advogados do Brasil, a nossa Ordem, esteve nas últimas décadas representando de forma digna os anseios daqueles que lutam pelo pleno desenvolvimento do Estado democrático de direito (CF, art. 1o., cabeça). Apesar disso, é sempre importante lembrar que erramos miseravelmente em 1964, quando o Conselho Federal da OAB apoiou o golpe civil-militar. De lá pra cá, e talvez mesmo por conta disso, a OAB sempre esteve presente na luta pela ampliação de direitos e pela defesa intransigente da ordem constitucional, sem ceder ao populismo fácil ou oportunismo irresponsável.

Disso resulta o inconformismo das advogadas, advogados, juristas e membros da sociedade civil signatários deste documento, além de muitos outros. Se a defesa intransigente da ordem constitucional é o nosso lema, não podemos calar diante da grave ameaça ao Estado democrático de direito, nem com o apressado apoio da OAB a um pedido de impeachment da Presidenta da República, sem fundamento jurídico consistente.

E assim nos posicionamos, deixando para a história, sempre ela, o julgamento pelos atos praticados nesse momento de incertezas.

Em nome dos fundamentos democráticos, constitucionais e legais dispostos, é a presente para requerer:

a) Recebimento da presente Nota/Manifesto, acompanhada da lista de assinaturas anexa, mediante audiência pública designada pela Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Santa Catarina;
b) A publicação da presente Nota/Manifesto no site da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Santa Catarina;

Florianópolis, 27 de março de 2016

Assinam:

Andreza Prado de Oliveira, Advogada trabalhista do DECLATRA, OAB/SC 19.531B
Cariny Pereira, Advogada OAB/SC 41.089
Claudio Ladeira de Oliveira – professor de direiro constitucional/UFSC
Daniel Coelho Silveira Mello, Advogado OAB/SC 34.879
Daniela Cristina Rabaioli, Advogada OAB/SC 32.836
Daniela Felix, Advogada OAB/SC 19.094, Professora UFSC e CESUSC, Mestre em Direito UFSC, Membro do Coletivo Catarina de Advocacia Popular e Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares – RENAP
Elle Cristina Weissheimer, Advogada OAB/SC 11.293B
Fernanda Mambrini Rudolfo, Defensora Pública do Estado de Santa Catarina e Professora UFSC
Fernanda Martins, Advogada OAB/SC 31.093, professora da UNIVALI e UFSC
Geyson Gonçalves, Advogado OAB/SC 13.829
Gustavo de Carvalho Rocha, Advogado OAB/SC 35.981
Herlon Teixeira, Advogado OAB/SC 15.247
Jonas Machado Ramos, Advogado OAB/SC 24.625-B
Julia Moreira Schwantes Zavarize, Advogada OAB/SC 25.659
Larissa Tenfen Silva, Advogada OAB/SC 44.205-B
Leonardo Rossana Martins Chaves. Professor de direito constitucional do CESUSC/SC
Luzia Maria Cabreira, Advogada OAB/SC 11.258
Marcos Rogério Palmeira, OAB/SC 8.095
Marcelo Leão, Advogado OAB/SC 22.678
Matheus Felipe de Castro, professor de Direito Constitucional da UFSC e do mestrado em direitos findamentais da Unoesc, Advogado OAB/ SC 39.928
Prudente José Silveira Mello. Advogado do Declatra OAB/SC 4.673. Doutor em Direitos Humanos e Desenvolvimento pela Universidad Pablo de Olavide – Espanha. Professor da Faculdade Cesusc e Conselheiro da Comissão de Anistia.
Retijane Popelier, Advogada OAB/SC 5093, Conselheira Federal suplente
Roberto da Rocha Rodrigues, Advogado OAB/SC 23.611, Professor de Direito Penal do CESUSC
Roberto Ramos Schmidt, Advogado OAB/SC 7.449
Robson Dagrava, Advogado OAB/SC 32607-A
Rodrigo Mioto dos Santos, Advogado OAB/SC 25781
Rodrigo Sartoti, Advogado OAB/SC 38.349
Rogerio Duarte da Silva, Mestre em direito pela Ufsc, advogado OAB/SC 29954, professor de direito constitucional e direito eleitoral
Rossela Eliza Ceni, Advogada OAB/SC 14.331
Ruben Rockenbach Manente, Advogado OAB/SC 23.508-B
Samuel Martins dos Santos, Advogado OAB/SC 26.336
Sandro Sell, Advogado OAB/SC
Sergio Graziano, Advogado OAB/SC 8.042
Susan Mara Zilli, Advogada OAB/SC 5.517
Tarso Zilli Wahlheim, Advogado OAB/SC 32.888
Vinicius Guilherme Bion, Advogado OAB/SC 31.131
William Farias Rodrigues – Advogado OAB/SC
Aderbal Lacerda da Rosa, Advogado OAB/SC 10.399
Adriana Rosa, Advogada OAB/SC 15.759
Aldo Marcolin, Bacharel em Direito, RG 5007735458 SSI/RS, Itá/SC
Alexandre Santana, Advogada OAB/SC 14313
Ana Elsa Munarini, Advogada OAB/SC 35.507
Ana Martina Baron Engerroff, Advogada OAB/SC 25236
Analize Potrich Paggi, Advogada OAB/SC 27.314
André Ivan Tortato, advogado (licenciado), OAB/SC 14.812
Andreia Indalencio Rochi, Advogada OAB/PR 29.345 e OAB/SC 43.945A
António Alves Elias, Advogado OAB/SC 9083, assessor do Sindicato Dos Mineiros de Lauro Müller
Betania Pires Cassol, Advogada OAB/SC 39.004
Caroline Schwarz de Almeida, Advogada OAB/SC 31.444-B
Clarissa Sucupira Ferreira, Advogada OAB SC 42118
Cristina Lanzini, Advogada OAB/SC 16.474
Daniel Thiago Oterbach, Advogado OAB/SC 20.801
Daniela de Lima, Advogada OAB/SC 25.139
Danielle Maria Espezim dos Santos – Professora Direito Constitucional UNISUL e DISCENTE/PPGD/UFSC – 932690219-68
Dilvanio de Souza, Advogado OAB/SC 8.797
Emerson Henrique Morotti, Bacharel em Direito, CPF 065.426.639-59
Emiko Liz Pessoa Ferreira, Advogado OAB/SC 9.179
Evelyn Scapin, Advogada OAB/SC 35.924
Fernando Coelho Correia, Advogado OAB/SC 24.777
Fernando David Perazzoli, Professor Universitário e Advogado OAB/SC 34.712
Guilherme Rodrigues, Advogado OAB/SC 38.526
Gustavo Garbelini Wischneski, Advogado OAB/SC 30.206
Heloísa Gomes Medeiros, Advogada OAB/SC 27.265
Ig Henrique Queiroz Gonçalves, Advogado OAB/SC 22.423
Jairo Sidney da Cunha, Advogado OAB/SC 8.986
José Lucas Mussi, Advogado OAB/SC 42.936
Katiuska Raquieli Martins de Quadros, Advogada OAB/SC 19.521
Keline Renata Martins de Quadros, Advogada OAB/SC 39.481
Luziana Roesener, Advogada OAB/SC 28451
Matusalém dos Santos, Advogado OAB/SC 12.064
Rennan Cesar Scarpati, Advogado OAB/SC 33.645
Roberta Espindola Miranda, Advogada OAB/SC 26.422
Roberto Carvalho Fernandes, Advogado OAB /SC 20.080
Rodney do Rosário, Advogado OAB/SC 34.849
Gabriela Jacinto, Advogada OAB/SC 32.864
Rodrigo Machado Cardoso, Servidor Público Estadual, CPF 00537494995
Silvana de Paula Simas, Advogada OAB/SC 41.514, Pós-Graduanda em Processo Civil
Sindomar Ferreira Marques, Advogado OAB/SC 24.854
Vidal Vanhoni Filho, Advogado OAB/SC 13.725

A presente NOTA está disponível para assinaturas no endereço:

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR89556

Se puderem aderir e divulgar para alcançarmos o maior número de pessoas, agradecemos muito.


Imagem Ilustrativa do Post: The fist // Foto de: Pabak Sarkar // Sem alterações

Disponível em: https://www.flickr.com/photos/pabak/14496866427

Licença de uso: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/legalcode

Ciro: Temer é anão moral, sócio de Cunha (via Brasil 247)

http://www.brasil247.com/pt/247/ceara247/223128/Ciro-Temer-%C3%A9-an%C3%A3o-moral-s%C3%B3cio-de-Cunha.htm

29/3/2016.
Pré-candidato a presidente da República pelo PDT e ex-ministro, Ciro Gomes não poupou críticas ao vice-presidente Michel Temer por ter liderado o PMDB no desembarque do governo Dilma Rousseff; “Acabo de assistir a uma das cenas mais repugnantes de minha já longa vida política. Em apenas três minutos o PMDB anunciou o abandono do governo da presidente Dilma após 5 anos de fisiologia e roubalheira. Trata-se de capítulo que deve encher de vergonha todo e qualquer cidadão ou cidadã deste sofrido País!”, disse; ele classificou Temer como “anão moral, traidor e parceiro intimo de tudo que não presta, à frente deste capítulo do golpe de estado em marcha no Brasil”. leia mais →

Só acontece em Cordisburgo – Carta de Guimarães Rosa contendo palavras que começam com a letra C (por Cordis Notícias)

http://www.cordisnoticias.com.br/2016/02/so-acontece-em-cordisburgo-carta-de.html

27/2/2016

Encontramos na loja do “Seu Brasinha” cópia de uma carta escrita por Guimarães Rosa, endereçada ao cônsul Cabral, seu colega, publicada no dia 25/11/1967, no Jornal da Tarde, poucos dias após a sua morte:
Célebre carta composta completamente com C comprida, contém cantada, crítica conta cônsules.

 

Consul caro colega Cabral,
.
Compareço, confirmando chegada cordial carta.

Contestando, concordo, contente, com cambiamento comunicações conjunto colegas, conforme citada consolidação confraria camaradagem consular.
Conte comigo: comprometo-me cumprir cabalmente, cabralmente condições compendiadas cláusulas contexto clássico código. (Contristado, cumpre-me consolidação coligar cordialmente conjuntocolegas?…crês?…crédulo!…considera:…”cobra come cobra!…” coletividade cônsules compatrícios contém, corroendo cerne, contubérnios cubiçosos, clãs, críticos, camarilhas colitigantes… contrastando, contam-se, claro, corretos contratipos, capazes, camaradas completos.) Concluindo: contentemo-nos com correspondermo-nos, caro Cabral, como coirmãos compreensivos, colaborando com colegas camaradas, combatendo corja contumaz!…

Contudo, com comedida cólera, coloco-me contra certos conceitos contidos carta caro colega, cujas conclusões, crassamente cominatórias, combato, classificando-as como corolários cavilosos, causados conturbação critério, comparável consequências copiosa congestão cerebral. Caso concordes cancelá-los , confraternizaremos completamente, com compreenção calorosa, cuja comemoração celebrarei consumindo cinco chopes (cerveja composta, contendo coisas capiciosas: corantes complicados, copiando cevada, causando cólicas cruéis…)

Céus! Convém cobrar compostura. Cesso contumélias, começando contar coisas cabíveis, crônica comtemporânea:
Como comprovo, continuo coexistindo concerto conviventes coevos, contradizendo crença conterrâneos cariocas, certamente contando com completa combustão, cremação, calcinação corpos cônsules caipiras cisatlânticos…

Calma completa? Contrário! Cessado crepúsculo, céu continuamente crepitante. Convergem cimo curvos clarões catanúvens, cobrindo campinas celestes, crivadas constelações.

Convidados comparecem, como corujas corajosas, contra cidade camuflada. Coruscam célebres coriscos coloridos. Côncavo celeste converte-se cintilante caverna caótica, como casa comadre camarada. Crebro, cavernoso, colérico, clama colossal canhonêio. Canhões cospem cometas com cauda carmesim. Caem coisas cilindro-cônicas, calibrosas, compactas, com carga centrífuga, conteúdo capaz converter casas cascalho, corpos compota, crâneos canjica. Cavam-se ciclópicas crateras (cultura couve-colosso…). Cacos cápsulas contraaéreas completam carnificina. Correndo, (canta, canta calcanhar!…) conjurando Churchil, conjeturando Coventry, campeio competente cobertura, convidativo cantinho, coso-me com chão, cautelosamente. Credo! (como conseguir colocar-me chão carioca Confeitaria Colombo, C.C., Copacabana, Catumbi???)
Cubiço, como creme capitoso, consulados Calcutá, Cobija!… Calma, calma; conseguiremos conservar carcaças.

Contestando, comunico cá conseguimos comboiar cobre captado (colheita consular comum), creditando-o cofres consignatário competente, calculo consegui-lo-ás, contanto caves corajosamente.

Conforme contas, consideras cós curtos como cômoda conjuntura, configuradora cinematográficoa contornos carnes cubicáveis. Curioso! Caso curtificação continue, conseguiremos conhecer coxas, calças?…Cáspite
Continuarei contando. Com comoção consentânea com cogitações contemporâneas, costumo compor canções. Convém conhêças:

CANTADA

Caso contigo, Carmela
Caso cumpras condição
Cobrarei casa, comida,
Cama, cavalo, canção
Carinho, cobres, cachaça,
Carnaval camaradão
Cassino (com conta certa)
Cerveja, coleira e cão,
Chevrole cinco cilindros
Canja e consideração,
Calista, cabelereiro
Cinema, calefação,
Chá, café, confeitaria,
Chocolate, chimarrão
Casemira – cinco cortes
Cada compra, comissão,
Conforto, comodidades,
Cachimbo, calma,… caixão,
Convem-te, cara Carmela?
Cherubim!…Consolação!…
(caso contrário, cabaças!
Casarei com Conceição.)
Caso contigo, Carmela,
Correndo com coração!…

Chega. Caceteei? Consola-te: concluí.

Com cordial, comovido: colega constante camarada,

a) J. Guimarães Rosa
Consul, capitão, clínico conceituado.

Confirme chegada carta, comunicando-me com cartão.Confirme chegada carta, comunicando-me com cartão.

Por Adriano Bossi
Com o historiador José Osvaldo “Brasinha”

Guia rápido para explicar a seus amigo(a)s por que o impeachment de Dilma seria um golpe (Por Vinicius Wu/via Revista Fórum)

http://www.revistaforum.com.br/2016/03/28/guia-rapido-para-explicar-a-seus-amigosas-por-que-o-impeachment-de-dilma-seria-um-golpe/

28/3/2016

De fato, impeachment não é, necessariamente, golpe. Mas, o fato do estatuto do Impeachment ser previsto pela Constituição Federal não quer dizer que ele possa ser aplicado de qualquer jeito. O Impeachment de Dilma, tal como está sendo encaminhado, seria golpe por uma série de motivos. Confira um passo a passo didático de quais são eles

Por Vinicius Wu – 28/3/2016.

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

O debate está posto. Os esforços de alguns dos maiores apoiadores do impeachment e de setores da grande mídia para sustentar que o impeachment é um dispositivo constitucional legítimo e não fere a legalidade democrática não deixam dúvidas: a narrativa a respeito do impeachment está em disputa. Ninguém discute com fantasmas. A pecha de golpista incomoda e a questão está colocada. Foi golpe ou não? Eis o debate que vai organizar a disputa política no país após um eventual impedimento da Presidente Dilma.

De fato, impeachment não é, necessariamente, golpe. Mas, o fato do estatuto do Impeachment ser previsto pela Constituição Federal não quer dizer que ele possa ser aplicado de qualquer jeito. O Impeachment de Dilma, tal como está sendo encaminhado, seria golpe pelos seguintes motivos:

  1. POR QUE o Brasil não possui um sistema parlamentarista: não vivemos numa republica parlamentarista, na qual o Congresso poderia votar uma moção de desconfiança e levar o chefe de governo a convocar novas eleições. Num sistema presidencialista, para haver impeachment é preciso a existência de um fato determinado, ou seja, que o Presidente esteja diretamente envolvido em ato ilícito, o que não é o caso de Dilma. Impopularidade, crise econômica, discordância com o estilo de governar não são suficientes para afastar um Presidente eleito democraticamente pela maioria da população. Se a simples existência de uma crise política ou econômica bastassem para afastar um Presidente, então, nenhum dos últimos Presidentes brasileiros teria completado seus mandatos. Todos enfrentaram crises econômicas ou políticas ao longo de seus governos;
  2. POR QUE pedaladas fiscais não são suficientes para fundamentar o pedido de Impeachment: o pedido de afastamento da Presidente Dilma, que será votado nas próximas semanas pela Câmara dos Deputados, apresenta como motivação de um eventual crime de responsabilidade da Presidente a aplicação das chamadas pedaladas fiscais. Esse nada mais é do que um expediente contábil que, inclusive, vem sendo utilizado por vários governadores. Todos eles deveriam, então, ser impedidos caso a Câmara aprove o Impeachment de Dilma o que, obviamente, não ocorrerá. Portanto, o processo que Dilma enfrenta no Congresso não está acusando a Presidente de nenhum esquema de corrupção e nada tem a ver com a operação Lava Jato. Um artificio foi utilizado para a abertura do processo na Câmara e, caso seja aprovado o Impeachment, ele não terá nenhuma relação com os casos de corrupção na Petrobrás.
  3. POR QUE a oposição jamais aceitou o resultado das urnas e sabota o país desde 2014:a oposição passou, desde o dia posterior à vitória de Dilma, a construir um ambiente de crise permanente e em momento algum aceitou o resultado das urnas. Adotou uma postura claramente golpista ao questionar, de todas as formas, a vitória da presidente eleita. Chegaram até mesmo à ridícula situação de questionar a lisura das urnas eletrônicas – as mesmas que são usadas para eleger governadores tucanos há vinte anos em São Paulo e que já estavam presentes nas eleições de FHC à presidência da República. Nenhum país democrático sério pode conviver com esse tipo de postura de uma oposição obcecada por retomar o poder a todo custo, prejudicando o funcionamento das instituições e trabalhando, incansavelmente, para paralisar o governo e o país;
  4. POR QUE o atual processo de impeachment começou como um ato de retaliação do Presidente da Câmara: ou seja, um parlamentar investigado e denunciado por corrupção, utilizando-se do terceiro posto mais importante da República, abre um processo de impeachment, logo após o partido do governo votar a favor de investigações a respeito de suas atividades ilícitas. O fato do Presidente da Câmara possuir a prerrogativa de aceitar o pedido de Impeachment não anula o fato de que todo o processo passou a ter sua legitimidade abalada por esse episódio. Para se livrar de uma eventual cassação, o Presidente da Câmara resolveu “jogar no ventilador”, para sair do foco das investigações e da cobertura da grande mídia. E conseguiu.
  5. POR QUE estamos diante um evidente aparelhamento de algumas instâncias do Ministério Público e do Judiciário – com apoio da grande mídia – comprometendo a isenção da justiça: em articulação com a grande mídia, agentes públicos – que deviam ter uma postura de neutralidade e isenção – tem demonstrado clara predileção por evidenciar apenas denúncias que envolvem o PT e apoiadores do governo. Sempre que as denúncias atingem setores da oposição são arrefecidas, relativizadas ou, simplesmente, omitidas. Isso fere preceitos constitucionais básicos, ilude a população e fere, profundamente, a legitimidade da própria operação Lava Jato.

Por esses e outros motivos que um número cada vez maior de juristas, intelectuais, artistas e representantes da sociedade civil estão denunciando a falta de legitimidade e a ilegalidade do processo de Impeachment contra a presidente Dilma. Da forma como está colocado, o Impeachment é, sim, um golpe contra a democracia.

As denúncias de corrupção devem ser apuradas, independente da filiação partidária dos envolvidos e os responsáveis punidos. A lei deve valer para todos sem distinção. Operações policiais devem ter isenção e respeitar a Constituição Federal. O Brasil precisa rever, por inteiro, seu sistema político, que favorece a corrupção ao permitir o financiamento de campanhas eleitorais por empresas.

E, acima de tudo, independente do juízo que façamos do atual governo, precisamos defender a democracia, conquistada com o sacrifício de milhares de brasileiros e brasileiras nas últimas décadas.

Golpes não constroem sociedades melhores, não resolvem os problemas enfrentados por um país e o que é pior: podem gerar uma situação de descontrole, aumento do conflito social e desrespeito sistemático às regras do jogo democrático. A democracia brasileira é um patrimônio do povo brasileiro e é hora de defende-la para além de diferenças conjunturais.

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Pimenta desmoraliza delegado da PF (por Viomundo/via Conversa Afiada)

http://www.conversaafiada.com.br/politica/pimenta-desmoraliza-delegado-da-pf

No Viomundo;

Paulo Pimenta deixa delegado da PF em saia justa: Por que você chamou Lula para depor sobre MP editada por FHC e não o autor?

Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=CtTJkKA19sE

Em CPI do Carf, delegado da PF não sabe explicar por que chamou Lula para falar sobre MP editada por FHC.

 da Assessoria de Imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT-RS)

O delegado da Polícia Federal, Marlon Cajado, não soube explicar por que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, autor de uma Medida Provisória para o setor automotivo sob suspeita, não foi chamado para prestar esclarecimentos no âmbito da operação Zelotes. O questionamento foi feito pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) em audiência da CPI do Carf, nesta terça-feira (29).

Pimenta fez uma série de perguntas que ficaram sem resposta. “Você chamou o ex-presidente Fernando Henrique, como autoridade da época, para explicar porque foi editada e a importância dessa Medida Provisória? Você não entendeu que era importante chamar o presidente que editou a MP original, só quem reeditou?

Sem respostas, o delegado se limitou a ficar em silêncio e a responder “não”, seguidas vezes, aos questionamentos feitos pelo deputado Paulo Pimenta.

Zelotes perde o foco das investigações, “um ano e até agora nada“

A investigação original da Zelotes surgiu para investigar 74 julgamentos suspeitos no Carf, o Conselho de Recursos Fiscais Administrativos, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. A operação apurava sonegação fiscal, corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro em que grandes empresas, por meio de escritórios de advocacia, pagavam propina para os conselheiros do Carf anularem multas dessas empresas com o Fisco. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 20 bilhões.

Segundo Pimenta, houve uma mudança de rumo no meio do caminho da Zelotes. “Não se escuta mais falar nas investigações das empresas. Não se ouve mais falar na máfia do Carf. E as investigações passaram, agora, a se deter na venda de Medida Provisória?”, questionou.

Para Pimenta, “houve um corte ideológico” no episódio em que o delegado Marlon Cajado chamou o ex-Presidente Lula para prestar esclarecimentos. “Se era para as autoridades falarem sobre a Medida Provisória, todas elas deveriam ter sido chamadas. Se o presidente que reeditou tem com o que contribuir, imagina o presidente que editou a Medida Provisória, esse tem muito mais”.

Ao final da audiência, Pimenta reforçou que a Zelotes abandonou a linha de investigação contra as grandes empresas suspeitas de sonegação. Já o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) criticou o trabalho de investigação da operação Zelotes. “Um ano e até agora nada”, disparou contra o delegado da Polícia Federal.

Periferia é contra o golpe (via Frente Brasil Popular e CUT)

http://frentebrasilpopular.org.br/noticias/periferia-e-contra-o-golpe-81a4

Escrito por: CUT – 28/3/2016

120 coletivos periféricos de São Paulo divulgam manifesto em defesa da democracia. “Nós, que conquistamos só uma parte do que sonhamos e temos direito, não admitimos retrocesso”, afirma o documento

Crédito: Reprodução

120 movimentos das periferias de São Paulo assinam um manifesto contra o golpe articulado pela direita contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). O documento foi divulgado nessa terça-feira (22) no perfil oficial do coletivo.

“Nós, que conquistamos só uma parte do que sonhamos e temos direito, não admitimos retrocesso. Reivindicamos o respeito à soberania das urnas e a manutenção do Estado Democrático de Direito”, afirma o documento.

Confira a íntegra do Manifesto abaixo:

“Periferias, vielas, cortiços… Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso”

Nós, moradoras e moradoras das periferias, que nunca dormimos enquanto o gigante acordava, estamos aqui pra mandar um salve bem sonoro aos fascistas: somos contra mais um golpe que está em curso e que nos atinge diretamente!

Nós, que não defendemos e continuamos apontando as contradições do governo petista, que nos concedeu apenas migalhas enquanto se aliou com quem nos explora. Nós, que também nos negamos a caminhar lado a lado de quem representa a Casa Grande.

Nós, periféricas e periféricos, que estamos na luta não é de hoje. Nós, que somos descendentes de Dandara e Zumbi, sobreviventes do massacre de nossos antepassados negros e indígenas, filhas e filhos do Nordeste, das mãos que construíram as grandes metrópoles e criaram os filhos dos senhores.

Nós, que estamos à margem da margem dos direitos sociais: educação, moradia, cultura, saúde.

Nós, que integramos movimentos sociais antes mesmo do nascimento de qualquer partido político na luta pelo básico: luz instalada, água encanada, rua asfaltada e criança matriculada na escola.

Nós, que enchemos laje em mutirão pra garantir nosso teto e conquistar um pedaço de chão, sem acesso à terra tomada por latifundiários e especuladores, que impedem nosso direito à moradia e destroem o meio ambiente e recursos naturais com objetivo de lucro.

Nós, que sacolejamos por três, quatro horas por dia, espremidos no vagão, busão, lotação, enfrentando grandes distâncias entre nossas casas aos centros econômicos, aos centros de lazer, aos centros do mundo.

Nós, que resistimos a cada dia com a arte da gambiarra – criatividade e solidariedade. Nós, que fazemos teatro na represa, cinema na garagem e poesia no ponto de ônibus.

Nós, que adoecemos e padecemos nos prontos-socorros e hospitais sem maca, médico, nem remédio.

Nós, que fortalecemos nossa fé em dias melhores com os irmãos na missa, no culto, no terreiro, com ou sem deus no coração, coerentes na nossa caminhança.

Nós, domésticas, agora com carteira assinada. Nós, camelôs e marreteiros, que trabalhamos sol a sol para tirar nosso sustento. Nós, trabalhadoras e trabalhadores, que continuamos com os mais baixos salários e sentimos na pele a crise econômica, o desemprego e a inflação.

Nós, que entramos nas universidades nos últimos anos, com pé na porta, cabeça erguida, orgulho no peito e perspectivas no horizonte.

Nós, que ocupamos nossas escolas sem merenda nem estrutura para ensinar e aprender. Nós, professoras e professores, que acreditamos na educação pública e não nos calamos e falamos sim de gênero, sexualidade, história africana e história indígena – ainda que tentem nos impedir.

Nós, que somos apontados como problema da sociedade, presas e presos aos 18, 16, 12 anos, como querem os deputados.

Nós, cujos direitos continuam sendo violados pelo Estado, levamos tapa do bandeirante fardado, condenados sem ser julgados, encarcerados, esquecidos, quando não assassinados – e ainda dizem: “menos um bandido”.

Nós, mulheres pretas da mais barata carne do mercado, que sofremos a violência doméstica, trabalhista, obstétrica e judicial, e choramos por filhos e filhas tombados pelo agente do Estado.

Nós, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, homens e mulheres trans, que enfrentamos a a violência e invisibilidade, e não aceitamos que nos coloquem de volta no armário.

Nós, que não aceitamos nossa história contada por uma mídia que não nos representa e lutamos pelo direito à comunicação. Nós, que estamos construindo, com nossa voz, as próprias narrativas: poesia falada, cantada, escrita.

Nós, que sempre estivemos nas ruas, nas redes, nas Câmaras, na cola dos politiqueiros de plantão e que agora somos taxados de terroristas por causa de nossas lutas. Nós, que aprendemos a fazer até leis para continuar lutando por nossos direitos. Nós, que garantimos a duras penas o mínimo de escuta em espaços de poder, não aceitamos dar nem um passo atrás.

Nós, que somos de várias periferias, nos manifestamos contra o golpe contra o atual governo federal promovido por políticos conservadores, empresários sem compromisso com o povo e uma mídia manipuladora.

Não compactuamos com quem vai às ruas de camisa amarela com um discurso de ódio, fascista, argumentando o justo “combate à corrupção” mas motivado por interesses privados. Não compactuamos com quem defende a quebra da legalidade para beneficiar a parcela abonada da população, em troca do enfraquecimento do Estado Democrático de Direito pelo qual nós dos movimentos sociais periféricos lutamos ontem, hoje e continuaremos lutando amanhã.

Nós, que sabemos que a democracia real será efetiva apenas com a ampliação de direitos e conquistas de nosso povo preto, periférico e pobre, a partir da esquerda e de baixo pra cima.

Nós, que conquistamos só uma parte do que sonhamos e temos direito, não admitimos retrocesso. Reivindicar o respeito à soberania das urnas e a manutenção do Estado Democrático de Direito. Reivindicamos as ruas enquanto espaço de diálogo, debate e fazer político, mas nunca como território do ódio. Reivindicamos nossa liberdade de expressão, seja ela ideológica, política ou religiosa. Reivindicamos a desmilitarização das polícias, da política e da vida social. Reivindicamos o avanço das políticas públicas, dos direitos civis e sociais.

Não vai ter golpe. Não vai ter luto. Haverá luta!

Assinam este manifesto os grupos, coletivos, organizações e movimentos da sociedade civil, além de cidadãos em geral que subscreveram individualmente:

Abayomi Ateliê
Ação Educativa
Agência Mural de Jornalismo das Periferias
Agencia Popular Solano Trindade Banco Comunitario Uniao Sampaio Observatorio Popular de Direitos
Agenda Preta
Aláfia
Algodão de Fogo
Ninguém Lê
Sessão de Fatos
Aliança Negra Posse
Anomia Coletivo
Associação cultural História em Construção
Associação Cultural Literatura no Brasil
Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível
Associação de povos e comunidades Tradicionais de matrizes africanas e Afro brasileira Katina da Silva
Associação dos Moradores do Caranguejo –
Associação Franciscana DDFP
Audácia – Q.I. Alforria
Baobá Arte e Educação
Bloco do Beco
Blog Combate Racismo Ambiental
Blog Inspiração Sustentável
Blog NegroBelchior
Bocada Forte
Brechoteca Biblioteca Popular
Casa do Menor Trabalhador-RJ
Casa Popular de Cultura de M’Boi Mirim
Cia Humbalada de Teatro
Cia Janela do Coletivo
CicloZN
CineBecos
Claudias,Eu?Negra!
Comitê Juventude e Resistência Z/S – SP
Coletivo Brincantes Urbanos
Coletivo Candeia
Coletivo Cultural Marginaliaria
Coletivo Cultural Pic Favela
Coletivo Cultural Sankofa
Coletivo de fotógrafos Lente Quente/Jornalismo UEPG
Coletivo de Negras e Negros EACH
Coletivo Eletro Tintas
Coletivo em Silêncio, Reage Artista
Coletivo Encontro de Utopias
Coletivo FABCINE
Coletivo Juventude Ativa
Coletivo literario Sarau Elo da Corrente
Coletivo Mjiba
Coletivo Muros que Gritam…
Coletivo Perifatividade
Coletivo Pretas Peri
Coletivo R.U.A.
Coletivo Tenda Literária
Coletivo Verde América
Coletivo Voz da Leste
ColetivoFilhas da Luta
Comitê Juventude e Resistência Z/S – SP
Comitê Popular de Santos pela Verdade, Memória e Justiça
Companhia Teatral Sama Elyon
Comunidade Cidadã
Correspondência Poética
DCE Novo Mané – Diretório Central dos Estudante da UTFPR – Campus Londrina
EITA AÇÃO CULTURAL
Expansão CT
Favela, uma foto por dia
FECEB RN
Fome Noise
Fórum Municipal de Trabalhadores do SUAS – Belo Horizonte
Grupo Clarianas
Grupo Clariô de Teatro
Grupo de Coco Semente Crioula
Grupo Pés Esquerdos de Teatro Feminista
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Guardiões Griô
Imargem
Jornal Vozes da Vila Prudente
jornalistas livres
Juventude Politizada Parelheiros
Kilombagem
labExperimental.org
Levante Popular da Juventude
MAP (Movimento Aliança da Praça)
MASSAPEARTS
Movimento Cultural Ermelino Matarazzo
Movimento Cultural Grajau
Movimento Hip-Hop Organizado (MH2O)
Movimento Independente Mães de Maio
MQG
Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
Núcleo de ensino, pesquisa e extensão Conexões de Saberes na UFMG
Núcleo Mulheres Negras
Nuraaj – núcleo de referência em atenção à adolescência e à juventude – Instituto Sedes Sapientiae
Observatório da Juventude – Zona Norte
Parceiros em Luta
Periferia em Movimento
Piratas Urbanos
Praçarau
Projeto Tipo Ubuntu
Quilombacão
Quilombação
Raiz criola
Rede Liberdade
Rede Pipa
Rede Popular de Cultura Mboi Campo Limpo
Rodas de leitura
Samantha
SAMBAQUI
São Mateus em Movimento
Sarau do Grajaú
Sarau do Pira
Sarau O que dizem os Umbigos?!
Sarau Preto
Sarauzim Mesquiteiros
Shabazz Empire
TRÓPIS iniciativas socioculturais
Uneafro Brasil

Religiosos contra o golpe (do Brasil 247/via Luis Nassif)

http://jornalggn.com.br/noticia/religiosos-contra-o-golpe

Do Brasil 247

Religiosos de diferentes credos unidos contra o golpe

Uns vão à missa, outros ao terreiro, outros ao culto e a outros ritos. Em comum, a defesa de valores que dignificam o homem, e entre eles a democracia.  Contrários à utilização do impeachment para legitimar o afastamento da presidente Dilma, violando a vontade popular, religiosos de diferentes credos realizam um ato amanhã, quarta-feira, às 18h, no Auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, em defesa da democracia. Dele vão participar povos indígenas, povos de terreiros, budistas, espíritas, cristãos católicos e protestantes, evangélicos pentecostais, entre outros.
A iniciativa é do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC, Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB e Comitê pró-democracia no Congresso Nacional.

Segue o manifesto.

Manifesto de Religiosas e Religiosos em Defesa da Democracia

“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”. Artigo 1ª da Declaração Universal de Direitos Humanos.

Pertencemos a várias tradições religiosas. Queremos, com o nosso testemunho, contribuir para o diálogo e para a superação da crise pela qual passam o Brasil e diversos países da América Latina. Em nossas tradições a justiça é sagrada e sustenta a vida em igualdade. Os princípios que nos orientam não admitem que a avaliação de um grupo social se sobreponha ao outro, determinando, a partir de seus critérios e interesses, se um governo é bom ou ruim. Todos somos filhas e filhos do Criador. Por isso, todas as pessoas são portadoras dos mesmos direitos de avaliação e as mesmas obrigações com o bem comum e o bem viver, buscando o fortalecimento para irmãs e irmãos, companheiras e companheiros que vivem o seu testemunho em coerência com o projeto de igualdade e justiça.

Colocamo-nos em comunhão com todas as pessoas perseguidas por causa do seu compromisso pela paz, pela justiça social e por um novo mundo possível.  Por isso, afirmamos ser como dores de parto, portadora de uma vida nova. Que essa experiência de dor nos ajude a rever os erros cometidos pelas instituições e poderes constituídos e por nós mesmos. Como pessoas de diferentes tradições religiosas, nem sempre cumprimos a missão de permanecer vigilantes para cuidar do exercício da Política e de seu papel de garantir direitos e promover o bem comum.

Que esse tempo nos encoraje para as autocríticas necessárias. Não nos deixemos tomar pelo desânimo e pessimismo. Repudiamos as manifestações de ódio, violência e intolerância que os meios de comunicação e a elite desse país têm insuflado a população. Não concordamos com a judicialização da política, com a partidarização da justiça e com a espetacularização de ações judiciais. Essas são práticas que  contribuem para o descrédito das instituições e o acirramento de posições polarizadas, o que leva a população brasileira a desacreditar na justiça. Optamos por manter o respeito a quem pensa diferente. Defendemos o direito ao pluralismo democrático e ao contraditório. Sejamos fiéis ao diálogo sincero, mesmo com quem tem posições políticas contrárias às nossas.

Lembramos que a corrupção, infelizmente, é antiga. Ela é inerente ao espírito do capitalismo, competitivo e individualista.espírito do capitalismo, competitivo e individualista. Devemos nos empenhar para a superação dessa prática, nas esferas pública, empresarial e pessoal. Mas o combate à corrupção não pode ser um pretexto, como em diversas vezes na história do Brasil, para legitimar golpes de Estado que acarretaram perseguições e sofrimento para o povo.

Reconhecemos que, além das causas decorrentes de situações que são da realidade nacional, há sinais claros de interferências e patrocínios, oriundos de interesses internacionais. Esses interesses visam desestabilizar nossos países, quando nossas nações buscam independência política e econômica. Portanto, o que está acontecendo no Brasil não pode ser desvinculado das intervenções golpistas como as que aconteceram em Honduras e no Paraguai. Na Argentina, decisões judiciais a serviço  dos interesses de corporações internacionais acarretaram prejuízos graves para aquele país. Vemos também a realidade brasileira ligada às tentativas de desestabilizar os governos da Bolívia, Venezuela, Equador e outros do continente.

Expressamos  o  nosso  compromisso  com  as  pessoas em situações de vulnerabilidade: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, negras e negros, povos indígenas, mulheres,  juventude da periferia, trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo,  LGBTTs, população idosa, pessoas com deficiência, entre outros que poderão ser  profundamente impactados com os ajustes econômicos e com a ruptura da ordem democrática e do Estado de Direito.

A democracia é essencial para a convivência e a coexistência  entre diferentes religiões, grupos e pessoas não religiosos. Por isso, permaneceremos vigilantes. É com a democracia que aprendemos a ser tolerantes com o outro. No entanto, nossas experiências de fé nos desafiam a irmos para além. Devemos caminhar em direção ao reconhecimento do direito do outro à existência .

Vamos fortalecer o diálogo e anunciar a paz!

24 de março de 2016. Dia Internacional para o Direito à Verdade e 36° ano do martírio de  Oscar Romero.

1. Adriana Alves Lara – Católica;

2. Adecir Pozzer – sem religião;

3. Dom Adriano Ciocca Vasino – Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT- Igreja Católica;

4. Aida Marise Cruz – Monja Kakuzen – discípula da Monja Coen Roshi – Comunidade Zen Budista filiada à Comunidade Zen do Brasil;

5. Ir. Aidete Vicensi – Irmãs Missionárias da Congregação de São Carlos Borromeu – Scalabrinianas/ ICAR;

6. Ir. Albina Bosio. Coordenadora de comunidade/ICAR;

7. Amanda Cristina Souto Pereira- Catequista – ICAR;

8. Amelia Ecco – ICAR;

9. Ana Isa dos Reis – Ministra religiosa – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil;

10. Irmã Ana Helena Andreão – religiosas do Sagrado Coração de Maria;

11. Ir. Ariete D’Agostini – Irmãs Missionárias da Congregação de São Carlos Borromeu – Scalabrinianas/ ICAR;

12. Reverendo Arthur Cavalcante, clérigo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil;

13. Ir. Albino Trevisan – Marista – Igreja Católica Apostólica Romana;

14. Alexandre L’OmiL’Odò – sacerdote da Jurema Sagrada e coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho;

15. Alexandre Pupo Quintino, leigo, Igreja Metodista do Brasil;

16. Ana Maria Demo;

17. Antônio Adriano Almeida – Igreja Batista;

18. Alzira Munhoz – Grupo Francisclariano de Timóteo, Coronel Fabriciano e Ipatinga – MG vinculado à Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas;

19. Anderson Ferreira Teixeira Nunes – Sacerdote Umbandista;

20. André Sidnei Musskopf, Teólogo, Cristão Luterano – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB);

21. Articulação Brasileira de Gays;

22. Aurenice Lins das Neves – Sacerdotisa – Tradição religiosa: Jurema;

23. Aydee Valério de Souza Albino – Assembleiana;

24. Irmã Béatrice Kruch – Divina Providência de Ribeauvillé – França;

25. Baba Diba de Iyemonja – Batuque do Rio Grande do Sul;

26. Beatriz Monteiro – Igreja Católica Apostólica Romana- ICAR;

27. Benedito Ferraro, Padre da Igreja Católica, católico;

28. Bernadete de Oxum, Ekedji da Nação Efon;

29. Dom Bernardo Johannes Bahlmann – Frei/OFM/ICAR;

30. Carlos André Cavalcanti – Líder do Grupo Videlicet Religiões da UFPB;

31. Carlo Bianchi –  Vigário Paroquial – Igreja Católica Apostólica Romana;

32. Reverenda Carmen Etel Alves Gomes – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil;

33. Centro de Estudos Bíblicos – CEBI;

34. Caroline Santos Teixeira, CEBs, católica;

35. Cecília Sá Miranda – ICAR- Companhia das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo;

36. Célia Gonçalves Souza – Makota Celinha–Candomblé – Coordenadora Nacional;

do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro Brasileiro+ CENARAB;

37. Cibele Kuss, Pastora luterana da IECLB;

38. Ir. Clarice Teresinha Heck – Irmã Franciscana da Penitência e Caridade Cristã Igreja Católica Apostólica Romana;

39. Claudete BeiseUlrich – Pastora/IECLB;

40. Rev. Cláudio das Chagas Soares – Pastor da Igreja Presbiteriana Unida (IPU);

41. Cláudio Giovani Becker- Ministério Catequético – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil;

42. Cláudio Márcio Águeda Pinto – Igreja Católica Apostólica Romana- ICAR;

43. Cláudio de Oliveira Ribeiro – Pastor Metodista;

44. Clementina Paulina Schneider – CRB/ICAR;

45. Cristina Scherer, pastora, IECLB – Igreja Evangélica de confissão Luterana no Brasil;

46. Dagmar Henz – Espírita;

47. Delir Brunelli – Teóloga – Tradição Religiosa: Católica Apostólica Romana;

48. Delize Sfredo – ICAR;

49. Daniela Yabeta – Equede de Aira do Ilê Axé Onixegun;

50. Daniel Souza, leigo na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil;

51. Padre Dário Bossi – Missionário Comboniano – Igreja Católica Apostólica Romana;

52. Irmã Dazir da Rocha Campos – Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência;

53. Dom Demétrio Valentini – Bispo Emérito da Diocese de Jales – Igreja Católica Apostólica Romana;

54. Edenir Biancato Alberton –  Irmã Católica;

55. Edilene Machado Pereira – Igreja Batista;

56. Edith Jeanne Chevalier Irmãzinha de Jesus – ICAR;

57. Eduardo Alves de Oliveira – Pastoral da Juventude – Igreja Católica Apostólica Romana;

58. Frei Eduardo Augusto Schiehl- OFM – Religioso Franciscano da Ordem dos Frades Menores;

59. Eduardo Brasileiro – leigo – Igreja Católica Apostólica Romana;

60. Elias de Yansan, Babalorixá do Ilê AshéEfon, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro;

61. Elianildo da Silva Nascimento – Iniciativa das Religiões Unidas;

62. Elide Lucinda Sfredo – ICAR;

63. Elioenai de Souza Ferreira, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte (IEADERN), filiada à CGADB;

64. Elvira Lurdes Cella – ICAR;

65. Emanoel de Xangô, Ogan do Ilê AshéEfon, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro;

66. Emilia Altini – Irmã Catequista Franciscana – Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas/ICAR;

67. Enedir Rosa Correa;

68. Erelides Scariot – ICAR;

69. Irmã Eugênia Maria do Nascimento/ICAR;

70. Irmã Eurides Alves de Oliveira – Religiosa da Congregação das irmãs do Imaculado Coração de Maria – Católica;

71. Fábio Py. Leigo, luterano-batista;

72. Fátima Míriam Brucznitski – Católica Apostólica Romana;

73. Dr. Felipe Gustavo Koch Buttelli, teólogo luterano;

74. Diác. Francisco Adilson da Silva – Diácono do Clero Diocesano – Assessor do Vicariato Episcopal para as Pastorais Sociais da Arquidiocese de Natal-RN;

75. Ir Francislaine Regina de Paula- rscj- Igreja Católica;

76. Dom Francisco de Assis da Silva – Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – Diocesano em Santa Maria;

77. Frei Felipe Marcelino S. Sousa, frade franciscano, Igreja Católica Romana;

78. Flávio Augusto Águeda Pinto – Igreja Católica Apostólica Romana- ICAR;

79. Francesco Lenzi – Sacerdote Religioso dos Missionários Combonianos;

80. Francisco Orofino    Biblista     Leigo da Igreja Católica Apostólica Romana;

81. Irmã Geralda Ferreira da Silva – ICAR;

82. Gertrudes Ecco – ICAR;

83. Gilberto Vieira dos Santos – Giba Wataramy – ICAR;

84. Gilvander Luís Moreira, Carmelita, da CPT;

85. Gema Talita Padova – ICAR;

86. Genilma Boehler- Reverenda – Igreja Metodista;

87. Gentilina Zamberlan – ICAR;

88. Gioconda Boreli – Dominicana da Beata Imelda;

89. Graciela Chamorro – Pastora e Teóloga – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil;

90. Haidi Jarschel, pastora licenciada IECLB;

91. Irmã Heloisa Maria Rodrigues da Cunyha -rscj- provincial;

92. Irmã Guida Ludovico – Missionária Dominicana de Monteils;

93. Ida Possap – ICAR;

94. Idelsa Ignes Reginatti, Ir. Franciscana de Nossa Senhora Aparecida,Cristã católica;

95. Ignez Bruneto – ICAR;

96. Irmã Ires de Costa – Missionária Scalabriniana – Católica;

97. Ir. Irio Luiz Conti msf – Professor de Ensino Superior e assessor de pastorais sociais e movimentos sociais, Católica Apostólica Romana;

98. Itacir Antonio Gasparin – Igreja Católica Romana;

99.  Italvina Bavaresco – Congregação das Irmãs de São José;

100. Itamires Amorim dos Santos (Irmã Itamires) Religiosa Católica;

101.  Iuri Andréas Reblin – IECLB;

102. Ivonete Gardini – Irmã Catequista Franciscana – Católica;

103. Ivonete Maria da Silva – CEBI/ES – Leiga/ICAR;

104. Ivo Lesbaupin, sociólogo, professor da UFRJ, membro da ONG Iser Assessoria, católico;

105. Ivo Pedro Oro, padre da ICAR- Diocese de Chapecó;

106. Jandira Keppi- Pastora Luterana ( IECLB)- JI-Paraná-RO;

107. Joana Batista S. Souza- Leiga – catequista e coordenadora de pastoral da Arquidiocese de Porto Velho;

108. Joanildo Burity – Leigo – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil;

109. João Francisco dos Santos Esvael – Músico e Compositor – IEAB – Junta Diretiva do CLAI (Conselho Latino Americano de Igrejas);

110. Prof. João José Barbosa Sana – membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória – ES;

111. Frei João Xerri, op  – Dominicano, sacerdote Católico;

112. Pe. Jorge Boran – Igreja Católica Apostólica Romana;

113. Jorge Geraldo – Frei Franciscano Menor Conventual (OFMConv) – coordenador do CAAPA – Coordenação Arquidiocesana da Pastoral Afro (CAAPA);

114. Frei José Alamiro Andrade Silva, ICAR;

115. Josélia Mocellin – ICAR;

116. José André da Costa – Padre missionário da Sagrada Família – MSF – Doutor em Filosofia Política;

117. José Carlos Soares Pinto – Igreja Católica Apostólica Romana- ICAR;

118. Frei José Fernandes Alves, frade dominicano, vice coordenador da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil, membro da CBJP-CNBB e da JPIC-CRB;

119. Josemar Silva – Padre da Igreja Católica;

120. José Mário Gonçalves –Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil;

121. Pe. José Rogério Rigo – ICAR/Diocese de Santo Ângelo;

122. Julio Cesar Pagotto – Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória – ES; Coordenação da Pastoral do Povo da Rua/ICAR;

123.  Kassiane Schwingel – IECLB;

124. Laura Puntel – ICAR;

125. Leila Gomes Apolinário – Leiga/ICAR;

126. Lorrama Machado- Coordenadora do Centro de Promoção a Liberdade Religiosa e Direitos Humanos;

127. Lucia de Fátima Batista de Oliveira (Omidewa)-Iyalorixá – Matriz Africana;

128. Lúcia Maria da Silva, Católica Apostólica Romana;

129. Lucia Ribeiro, Igreja Católica Romana;

130. Frei Luciano Bernardi, coordenador da Comissão Pastoral da Terra da Bahia (CPT BA) e presidente da Comissão de Justiça e Paz, Salvaguarda da Criação (JPSC) dos Franciscanos Conventuais da Província São Francisco de Santo André – SP;

131. Rev. Lucio Mendonça da Fonseca – Igreja Metodista – Coordenador dos Direitos Humanos da Igreja Metodista no Estado de Minas Gerais e Espírito Santo;

132. Ir. Lúcia Natalina Boff – Irmãs Missionárias da Congregação de São Carlos Borromeu – Scalabrinianas/ ICAR;

133. Pe. Luis Sartorel, sacerdote, católico;

134. Lusmarina Campos Garcia, pastora, Igreja Evangélica de Confissão Luterana/IECLB;

135. Luiz Carlos Gabas – Reverendo – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil;

136. Frei Luiz Carlos Susin, teólogo – Trad. Católica;

137. Frei Luiz Favaron, religioso da OFMConv.

138. Luiz Henrique Ferfoglia Honório – Vice-Presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil – Regional Sul 1 da CNBB- Católico;

139. Luiz Alberto Gómez de Souza, leigo, Igreja Católica Romana;

140. Lupercio Romulo Soares da Silva, babalorixá de Tradição Nagô –  Pernambuco;

141. Ir Magda Izabel dos Reis – ICAR;

142. Magda Guedes Pereira – Reverenda da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil;

143. Magali do Nascimento Cunha – Comunicadora Social – Igreja Metodista;

144. Mametu Nangetu – Terreiro Mansu Nangetu, Belém/PA;

145. Mardes P. Silva – Pastor-Presidente da Convenção Betesda do Ceará;

146. Maria Benincá- ICAR;

147. Maria Diva Schiochet – Irmã Catequista Franciscana/ICAR;

148. Maria Conceição dos Santos – Igreja Católica – Movimento Fé e Política da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda/RJ;

149. Maria Eugenia Chaloult, Católica, Brasília;

150. Maria Gomes da Costa – Filha do Amor Divino/ICAR;

151. Maria do Socorro Medeiros Dantas – Filha do Amor Divino/ICAR;

152. Irmã Maria Raimunda Ribeiro da Costa/ICAR;

153. Marie Ann WangenKrahn, membro leiga da equipe pastoral da Faculdades EST, Luterana – IECLB;

154. Marcelo Barros – monge beneditino e teólogo católico;

155. Pe. Marco Passerini – Missionário Comboniano- Pastoral Carcerária da Igreja católica- Fortaleza Ceará;

156. Marga Janete Ströher – Teóloga – IECLB;

157. Irmã Margarida Ma.Andrade de Almeida – RSCj – Brasil;

158. Margarida Momo – ICAR;

159. Maria Julia dos Santos – ICAR;

160. Marivete Brun – Congregação de Nossa Senhora/ICAR;

161. Ir. Marlene Rodrigues de Oliveria – ICAR;

162. Marli Horosteki – ICAR;

163. Irmã Marlise Hendges- Diretora Geral da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria/ICAR;

164. Dom Manoel João Francisco – Bispo católico, da Diocese de Cornélio Procópio;

165.  Padre Manoel José de Godoy – Sacerdote/ICAR;

166.  Manoel Pereira – Padre Católico/ICAR;

167. Dr. Manoel Ribeiro de Moraes Junior – Docente do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião na Universidade do Estado do Pará – Pastor Batista – Convenção Batista Brasileira;

168. Pe. Marco Bassani, Padre – Católico;

169. Maria do Carmo Libório Cavalcante – leiga – Católica Apostólica Romana;

170. Maria Gabriela de Sousa Sencades- Tradição religiosa: Budismo;

171.  Maria de Fátima Castelan – CEBI-ES – Tradição religiosa – ICAR;

172. Maria Tosati – ICAR;

173. Irmã Marie Madeleine Hausser – Divina Providência de Ribeauvillé – França;

174. Marilia Alves Schüller, Assessora de Projetos, KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço;

175. Maria José Meira, irmã provincial de VedrunAmérica, da Congregação Religiosa Carmelitas da Caridade Vedruna, da Igreja Católica;

176. Maria Luiza Pires Ventura – Católica Apostólica Romana;

177. Maria Valéria Rezende – religiosa -Congregação de Nossa Senhora/ Cônegas de Santo Agostinho;

178. Monika Ottermann – Mestra em Teologia – Doutora em Ciências da Religião, Leiga da ICAR;

179. Padre Nadir Luiz Zanchet – vigário geral da Diocese de Balsas/ICAR;

180. Província Santa Clara de Assis – Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas;

181. Nancy Cardoso Pereira – Pastora Metodista, CPT;

182. Pe Nelito Nonato Dornelas – Pároco da Paróquia São João XXIII – Diocese de Governador Valadares – MG;

183. Padre  Nello Ruffaldi   – Sacerdote Missionário do Pontifício Instituto das Missões;

184. Neurimar Pereira da Silva – leiga – Católica Apostólica Romana;

185. Nilva Benincá – Católica Apostólica Romana;

186.  Nilva Rosin – Irmã da Congregação das Irmãs de São José de Chambéry do Brasil;

187. Ogã Jaçanã Gonçalves – Presidente do Centro Espírita Caridade Eterna;

188. Frei Olavio José Dotto, ofm – sacerdote franciscano – católico;

189. Oneide Bobsin, pastor da IECLB/Professor de Ciências da Religião – Faculdades EST;

190. Frei Oretes Alexandre Serra, ofm –  Professor de Direito Cânonico/ICAR;

191. Osvaldo Luiz Ribeiro, Doutor em Teologia;

192. Pe. Dr. Ottorino Bonvini – Missionário Comboniano – Igreja Católica Romana;

193. Padre Paulo Bezerra – Igreja Católica Apostólica Romana;

194. Paulo Roberto Rodrigues, padre na Igreja Católica Apostólica Romana, atuando na Arquidiocese de Campinas;

195. Patricia Crepaldi – Educadora – Membro da Igreja Betesda Zona Leste;

196. Rafael Soares de Oliveira – Ogan d’Oxossi do Candomblé;

197. Raimundo Rocha – Missionários Combonianos – Juba, Sudão do Sul, África;

198. Reginaldo Veloso – presbítero católico das CEBs no Morro da Conceição e Adjacências – Recife PE;

199. Pe. Raimundo Nonato B. Costa – sacerdote diocesano – Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR);

200. Renate Gierus – Pastora – Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB);

201. Pastor Renato Küntzer – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil;

202. Renato Thiel – Cristão – Católico (ICAR);

203. Roberta Lee Spires  Irmã de Notre  Dame de Namur/ICAR;

204. Frei Rodrigo de Castro AmédéePéret, ofm (franciscano) Igreja Católica;

205. Rolf Malungo de Souza, antropólogo – Professor Adjunto do INFES/UFF – Diácono da Igreja Metodista de Vila Isabel;

206. Ronnie Peterson Rodrigues Sares – Igreja Católica Apostólica Romana- ICAR;

207. Romi Márcia Bencke – Pastora/IECLB;

208. Ronildo Oliveira – Pastoral da AIDs – Católica Apostólica Romana;

209. Padre Saverio Paolillo, Missionário Comboniano – Igreja Católica Apostólica Romana;

210. Pastoral Popular Luterana (PPL);

211. Sandra Aparecida Leoni – Irmã Catequista Franciscana;

212. Pe. Sidnei Marco Dornelas, CS – Congregação dos Missionários de São Carlos – Scalabrinianos – Presbítero religioso católico romano;

213. Silvia Rejane Águeda – Igreja Católica Apostólica Romana- ICAR;

214. Sebastião Carlos Moreira – ICAR;

215.  Sonia Cleide Ferreira da silva – Umbanda;

216. Revda. Sônia Gomes Mota- Pastora da Igreja Presbiteriana Unida;

217. Stefan Ruy Krambeck – Pastor – IECLB;

218. Suzana M. Rodrigues Ribeiro – leiga da Igreja Metodista;

219. Tania Maria Riberio Cavalcante – Dirigente da Casa de Caridade Flor de Liz – Tradição religiosa de matriz africana;

220. Tata Matamoride – Sacerdote Angola Bantu -Presidente de honra do FOESP;

221. Tata Kinamboji – Terreiro Mansu Nangetu, Belém/ PA;

222. Tata Ngunz’tala – Candomblé;

223. Tatiana Tannús Grama – Umbanda;

224. Tea Frigerio, biblista, ICAR;

225. Tecendo Cidadania – ONG Católica;

226.  Thereza Cortelini – Religiosa Católica;

227. Irmã Terezinha Luiza da Silva–Missionária de Jesus Crucificado;

228. Terezinha Maria Foppa;

229. Therezina Bordignon- ICAR;

230. Thiesco Crisóstomo, leigo, coordenador de Pastoral da Diocese de Marabá. ICAR;

231. Tony Welliton da Silva Vilhena – Comunidade Metodista Confessante;

232. Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva – Pastora Wall Moraes – Assembleia de Deus Liberdade e Vida, Brasília, DF;

234. Waldir José Bohn Gass – da articulação das Pastorais Sociais e CEBs-RS/ICAR;

235. Walter Borghesi – Bacharelato em Teologia Moral – Missionário Cambonano;

236. Valdira Giordani da Igreja Católica Apostólica Romana;

237. Vanessa gomes ferreira, religiosa Filhas de Maria Missionaria/ICAR;

238. Vilma Gama da Silva Castro, leiga, Igreja Católica Apostólica Romana;

239. Yves Chaloult, católico/budhhista, Brasília

10 coisas que o Brasil inteiro precisa saber

http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2F10-coisas-que-o-Brasil-inteiro-precisa-saber%0A%2F4%2F35808

O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não tem NADA A VER com a Operação Lava Jato, nem com qualquer outra iniciativa de combate à corrupção.

Igor Fuser *

 28/3/2016
Lula Marques

É preciso avisar tod@s @s brasileir@s, informar de um modo tão claro e objetivo que até as carrancas do Rio São Francisco tenham conhecimento de que:

1.O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não tem NADA A VER com a Operação Lava Jato, nem com qualquer outra iniciativa de combate à corrupção. Dilma não é acusada de roubar um único centavo. O pretexto usado pelos políticos da oposição para tentar afastá-la do governo, a chamada “pedalada fiscal”, é um procedimento de gestão do orçamento público de rotina em todos os níveis de governo, federal, estadual e municipal, e foi adotado nos mandatos de Fernando Henrique e de Lula sem qualquer problema. Ela, simplesmente, colocou dinheiro da Caixa Econômica Federal em programas sociais, para conseguir fechar as contas e, no ano seguinte, devolveu esse dinheiro à Caixa. Não obteve nenhum benefício pessoal e nem os seus piores inimigos conseguem acusá-la de qualquer ato de corrupção.

2.O impeachment é um golpe justamente por isso, porque a presidente só pode ser afastada se estiver comprovado que ela cometeu um crime – e esse crime não aconteceu, tanto que, até agora, o nome de Dilma tem ficado de fora de todas as investigações de corrupção, pois não existe, contra ela, nem mesma a mínima suspeita.

3.Ao contrário da presidenta Dilma, os políticos que pedem o afastamento estão mais sujos que pau de galinheiro. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que como presidente da Câmara é o responsável pelo processo do impeachment, recebeu mais de R$ 52 milhões só da corrupção na Petrobrás e é dono de depósitos milionários em contas secretas na Suíça e em outros paraísos fiscais. Na comissão de deputados que analisará o pedido de impeachment, com 65 integrantes, 37 (mais da metade!) estão na mira da Justiça, investigados por corrupção. Se eles conseguirem depor a presidenta, esperam receber, em troca, a impunidade pelas falcatruas cometidas.

4.Quem lidera a campanha pelo impeachment é o PSDB, partido oposicionista DERROTADO nas eleições presidenciais de 2014. Seu candidato, Aecio Neves, alcançar no tapetão o mesmo resultado político que não foi capaz de obter nas urnas, desrespeitando o voto de 54.499.901 brasileiros e brasileiras que votaram em Dilma (3,4% mais do que os eleitores de Aecio no segundo turno).

5.Se o golpe se consumar, a oposição colocará em prática todas as propostas elitistas e autoritárias que Aecio planejava implementar se tivesse ganho a eleição. O presidente golpista irá, com toda certeza, mudar as leis trabalhistas, em prejuízo dos assalariados; revogar a política de valorização do salário mínimo; implantar a terceirização irrestrita da mão-de-obra; entregar as reservas de petróleo do pré-sal às empresas transnacionais (como defende o senador José Serra); privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal; introduzir o ensino pago nas universidades federais, como primeiro passo para a sua privatização; reprimir os movimentos sociais e a liberdade de expressão na internet; expulsar os cubanos que trabalham no Programa Mais Médicos; dar sinal verde ao agronegócio para se apropriar das terras indígenas; eliminar a política externa independente, rebaixando o Brasil ao papel de serviçal dos Estados Unidos. É isso, muito mais do que o mandato da presidenta Dilma ou o futuro político de Lula, o que está em jogo na batalha do impeachment.

6.É um engano supor que a economia irá melhorar depois de uma eventual mudança na presidência da república. Todos os fatores que conduziram o país à atual crise continuarão presentes, com vários agravantes. A instabilidade política será a regra. Os líderes da atual campanha golpista passarão a se digladiar pelo poder, como piranhas ao redor de um pedaço de carne. E Dilma será substituída por um sujeito fraco, Michel Temer, mais interessado em garantir seu futuro (certamente uma cadeira no Supremo Tribunal Federal) e em se proteger das denúncias de corrupção do que em governar efetivamente. A inflação continuará aumentando, e o desemprego também.

7.No plano político, o Brasil mergulhará num período caótico, de forte instabilidade. A derrubada de uma presidenta eleita, sacramentada pelo voto, levará o país em que, pela primeira vez desde o fim do regime militar, estará à frente do Executivo um mandatário ilegítimo, contestado por uma enorme parcela da sociedade.

8.O conflito dará a tônica da vida social. As tendências fascistas, assanhadas com o golpe, vão se sentir liberadas para pôr em prática seus impulsos violentos, expressos, simbolicamente, nas imagens de bonecos enforcados exibindo o boné do MST ou a estrela do PT e, de uma forma mais concreta, nas invasões e atentados contra sindicatos e partidos políticos, nos ataques selvagens a pessoas cujo único crime é o de vestir uma camisa vermelha. O líder dessa corrente de extrema-direita, o deputado Jair Bolsonaro, já defendeu abertamente, num dos comícios pró-impeachment, que cada fazendeiro carregue consigo um fuzil para matar militantes do MST.

9.Os sindicatos e os movimentos sociais não ficarão de braços cruzados diante da truculência da direita e da ofensiva governista e patronal contra os direitos sociais durante conquistados nas últimas duas décadas. Vão resistir por todos os meios – greves, ocupações de terras, bloqueio de estradas, tomada de imóveis, e muito mais. O Brasil se tornará um país conflagrado, por culpa da irresponsabilidade e da ambição desmedida de meia dúzia de políticos incapazes de chegar ao poder pelo voto popular. Isso é o que nos espera se o golpe contra a presidenta Dilma vingar.

10.Mas isso não acontecerá. A mobilização da cidadania em defesa da legalidade e da democracia está crescendo, com a adesão de mais e mais pessoas e movimentos, independentemente de filiação partidária, de crença religiosa e de apoiar ou não as políticas oficiais. A opinião de cada um de nós a respeito do PT ou do governo Dilma já não é o que importa. Está em jogo a democracia, o respeito ao resultado das urnas e à norma constitucional que proíbe a aplicação de impeachment sem a existência de um crime que justifique essa medida extrema. Mais e mais brasileiros estão percebendo isso e saindo às ruas contra os golpistas. Neste dia 31 de março, a resistência democrática travará mais uma batalha decisiva.

É essencial a participação de todos, em cada canto do Brasil, Todos precisamos sair às ruas, em defesa da legalidade, da Constituição e dos direitos sociais. Todos juntos! O fascismo não passará! Não vai ter golpe!

(*) O texto incorpora trechos de artigos de Jeferson Miola e de Fabio Garrido. Igor Fuser é professor de relações internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC).

Créditos da foto: Lula Marques

A esquerda que fica em silêncio não representa ninguém (Por Stephanie Ribeiro/via Huffpost Brasil)

http://www.brasilpost.com.br/stephanie-ribeiro/esquerda-silencio_b_9472362.html

Por Stephanie Ribeiro – 16/3/2016.

Vamos lembrar que a esquerda brasileira é bem plural e divergente.

Porém, esse texto é para uma parcela dessa esquerda, composta por pessoas que gozam de alguns privilégios de classe e raça.

Aquele pessoal que teve acesso aos estudos e que hoje se diz “confuso” e em silêncio perante a ascensão dos discursos de extrema direita.

Eu poderia dizer que vejo toda uma população indo contra o governo do PT, ou fazer um texto falacioso usando a frase tão comum pós-manifestações verdes e amarelas:“não existem só brancos de classe média nas manifestações”.

Porém, eu não faço parte dessa esquerda afoita e ignorante sobre a realidade nacional. Eu venho da realidade, mesmo, que é, em sua maioria, composta por pessoas pobres e negras, que teve algum tipo de ascensão nos últimos anos: que usa ônibus e metrô para se locomover, que estudou em escolas públicas e é fruto de uma mãe solteira que ganha menos de dois salários mínimos.

Esse texto, portanto, é para a esquerda que realmente acredita que é muito fácil, por exemplo, para pessoas que residem na periferia de São Paulo ir protestar na Paulista, quando, na verdade, esse contingente passa diariamente de 4 a 6 horas na ida e volta do trabalho para casa.

Eu não acredito que essas pessoas possam se dar ao luxo de pagar R$ 3,80 para ir até a Paulista gritar “Fora PT!”, e mais R$ 3,80 para voltar sem nada nas mãos. Não é só uma questão de pegar um metrô e ir. São diferentes modais, um percurso desfavorável e horas perdidas para quem já se vê sem tempo para o descanso.

Por isso, eu quero pedir: parem!

Parem com essas atitudes quase infantis e sempre constantes de uma esquerda que pós-manifestações da direita brasileira, se mostra preocupada com a ausência de pobres, ou que lembra que eles existem e fazem inúmeras matérias sobre isso.

Apenas pare e pense: nos outros dias, qual seu interesse nessas pessoas?

Eu vejo uma sucessão de textos, artigos e informações sobre essas pessoas sendo divulgado, sendo que quase nunca os veículos de imprensa em questão dão espaços a elas. E me soa estranha a preocupação repentina e também a constatação óbvia de que a população com esse perfil são as que mais sofrem.

A esquerda brasileira que vocês representam se mostra totalmente distante do que é a realidade do verdadeiro “povão” no Brasil, e acredita que farão algum tipo de revolução sem dialogar com essas pessoas, já que reafirmam o local deles comoobjeto de estudos e não portadores de opinião pública. Novamente viram objeto de teses e devaneios da esquerda afastada da realidade.

É muito fácil se colocar como a “esquerda pensante e política que faria diferente”. Inclusive se distanciando das ações que o governo tomou nos últimos anos e sem ter a mínima noção de raça, classe e gênero. E foco aqui mais em raça e classe, pois até mulheres brancas que se dizem feministas e fazem parte dessa esquerda dizem: “não sei o que pensar e fazer.” Notem que nesse “não sei” existe uma carga enorme de privilégio e de falta de conhecimento sobre como funciona a máquina brasileira.

Estamos falando de um País que teve quase 400 anos de escravidão, ou seja, um País que cresceu em cima da exploração indígena e negra, que rendeu recursos que atualmente ainda mantém a realidade de alguns poucos no poder. Um poder que não foi quebrado nos governos petistas, pois foi construído há séculos e não anos. Não podemos ser ingênuos perante a isso.

A esquerda que fica fazendo “memes evidentes” sobre a pequena classe média se esqueceu que, por trás disso, está a constatação de que ainda não superamos o Brasil de séculos atrás. Está o fato que ainda não superamos as capitanias hereditárias, os “homens bons” do Brasil colônia e muito menos a corrupção, que é estrutural e não uma questão de caráter de alguns.

O quadro político nacional não reflete a pluralidade do Brasil e ele não muda mesmo que pequenos partidos tenham as mesmas condições que os grandes. Eu sinto que entre a direita e a esquerda que tem espaço, representatividade e voz, as diferenças são muito tênues. E não há um esforço da própria esquerda para mudar isso.

E ninguém realmente dialoga com o “povão”

Ninguém dialoga com o povo porque a maioria dessas pessoas que representam quadros políticos no País, não saíram do chamado “povo”. Elas são pessoas que gozaram de privilégios ao longo da sua vida. Independente da escolherem a esquerda ou a direita.

A questão é que o Partido dos Trabalhadores possibilitou algumas mudanças na estrutura social nacional, algo que não víamos há anos. Uma série de programas sociais e assistências que viabilizou um salto social.

Um exemplo disso: em quatro gerações da minha família (desde o meu bisavô escravo, meu avô pintor de paredes, minha mãe auxiliar hospitalar), só eu consegui me entrar e me formar em uma faculdade, mesmo que particular, com cinco anos intactos e com notas acima da média.

São esses pequenos impactos individuais que não são entendidos pela esquerda “tradicional”, pela direita, e nem por quem faz parte de ambas. Minha família se mostra totalmente contra o governo do PT, mesmo que nesses dez anos tenhamos sido gratificados com melhorias vísiveis na nossa geladeira, currículo e salários.

Mas estamos perdidos no que pensar: a mídia se mostra tendenciosa e, em contrapartida, a “suposta esquerda” se mostra em cima do muro, completamente perdida e sem tomar nenhum posicionamento.

O que eu sei é que o PT, para implementar o Bolsa Família, o Prouni, as Cotas, o Fies, e outros programas fez um pacto com o “diabo”, esse “ser” que na política tem nomes e recursos, mas não aparece. Com esse pacto o partido garantiu a ascensão, mesmo que mínima de alguns, e a melhoria na vida de muitos outros. Afinal, é realmente em números que vemos a diferença do governo PT no Brasil e não em achismos. A mudança que uma PEC das domésticas ou um Bolsa Família sendo direcionado para mulheres faz é impressionante.

Não é à toa que outros países estudam determinados fenômenos e políticas implementadas nesses últimos anos no Brasil. Só quando nos deparamos com matérias que mostram que o Bolsa Família garantiu a liberdade e empoderamento de mulheres das classes mais baixas e regiões mais afastados do dito “centro político” é que entendemos o poder de medidas desse tipo e como seu impacto está relacionado a três fatores: raça, classe e gênero.

E isso incomoda.

Incomoda desde os letrados de esquerda que nunca imaginaram que esse avanço viria de um partido que tem um operário sem ensino superior como símbolo, até a direita que não aceita ou valoriza as mudanças que o governo PT promoveu.

E talvez seja ingenuidade minha acreditar que tanto a direita, quanto a esquerda, querem dialogar. Afinal o que vemos é uma repetição desse padrão excludente político até em “pequenos poderes” como o centro acadêmico universitário, por exemplo.

Ninguém no Brasil quer dar para a mulher, o negro, e para o pobre o lugar que é de destaque dele por direito para falar e representar a si mesmo.

É inimaginável, até mesmo para mim, refletir sobre o que se passa na cabeça de quem sempre fez do pobre, do negro e do nordestino seu objeto de estudo. É difícil entender que esses “personagens” se vêem mais no ex-presidente torneiro mecânico, do que no intelectual que detêm todos os dados sobre o que é ser “pobre, negro e nordestino” e assina colunas em grandes jornais.

Esse é o fracasso da esquerda nacional e o motivo pelo qual ela se mostra extremamente estagnada, parada e sem ações efetivas perante a ascensão mesmo que pequena de alguns grupos marginalizados. E, do outro lado, está o discurso massivo de uma bancada evangélica que vem ganhando espaço e força.

A crítica ao governo é sempre pertinente e necessária

Em todo pacto com o diabo você será cobrado e o PT está sendo. Nunca houve garantia de que acabaríamos com um “final feliz”. Acredito realmente que é complicado buscar soluções e fazer política em um País que superou o terror da escravidão há pouco mais de 100 anos, que viveu uma ditadura muito recente e que ambas tragédias sociais e democráticas são mais romantizadas e pinceladas do que realmente debatidas.

Falta contextualização para a direita da dancinha de domingo, mas falta muito mais para a esquerda. Afinal, existe um erro enorme na forma como a nossa histórianão é contada. Não conseguimos ter um real panorama sobre onde o País está atualmente, porque não chegamos nem a entender o passado.

Ninguém sabe ainda lidar com esses impactos negativos na história recente do Brasil. Não foram só questões sobre direitos políticos. A escravidão e a ditadura tiveram muita influência na forma como se faz e pensa educação, distribuição territorial, saúde pública, economia, direitos e deveres por aqui.

O Brasil não suportaria um golpe, não porque é triste tirar o governo atual do poder. E sim porque ainda não superamos outros marcos na nossa história. E esse é o ponto chave do debate. Não existe justificativa plausível para a esquerda nacional que se silencia ou assume um discurso: “fora presidência, congresso e senado”.

O que vivemos é uma tragédia na esquerda nacional. A partir do momento que entendemos que a ascensão desse discurso fascista e de tomada de poder de qualquer forma, muitas vezes é cogitado como “bem-vindo” pela esquerda que diz: “precisamos de uma revolução e renovação”. Não existe nada de positivo e otimista nas ruas tomadas por pessoas que vão ao lado de quem pede intervenção militar, se diz contra cotas, direitos trabalhistas para domésticas e repressão de homossexuais.

Quem anda do lado de extremistas já tomou um posicionamento

Mas quem se mantém sem dizer nada, também já tomou uma posição. A esquerda que “se pudesse iria para as ruas com essas pessoas”, usa o discurso de que “nem todos são fascistas”.

Para eles, não basta os apontamentos de que são uma maioria branca e com rendimento acima de cinco salários mínimos que vai para as ruas. Eles usam faixas com discursos machistas, anti democráticos, elitistas e que clamam por alguns nomes que são claramente corruptos.

Então, o que é preciso?

A esquerda que por questões individuais assume o lado de quem entende essas pessoas, está tomando uma posição e inclusive dizendo com quem ela vai dialogar.

Alguns se impressionaram com o fato de mais de 3 milhões de pessoas irem para as ruas, mas esquecem que só a periferia de São Paulo tem um número muito maior de pessoas. No País, se fala em mais de 11 milhões morando em favelas.

A minha pergunta é: quando nós vamos dialogar com essas pessoas? As querealmente são afetadas por qualquer governo? As pessoas que a esquerda ainda olha de cima para baixo? As pessoas que a gente ainda questiona quando querem ter espaço e lugar de fala?

As pessoas que a partir do momento em que pisaram em espaços dominados pela elite se viram desamparadas e sem apoio? As que continuam ganhando os piores salários e ocupando as profissões com maior insalubridade? Essas que parecem mais a babá do a mãe?

Porque sim, existe uma parte da esquerda que teve babá, empregada, diarista e que continua tendo. E, mesmo assim, se julga superior à direita e próxima à nós, que viemos de uma outra realidade, contextos, classe e temos outra cor, inclusive.

Não vamos para frente enquanto esquerda se não fizermos a autocrítica

Estamos vendo até a parte de uma esquerda brasileira possibilitar o apoio, mesmo que silencioso, da democracia sendo colocada em cheque, sem entender que se isso acontecer a corda arrebentará para o lado mais fraco. E esse lado tem tem cor, gênero e território facilmente identificável.

Nossa existência só serve para dados estátisticos e textos bonitos nas redes sociais, afinal a esquerda privilegiada nunca comprou realmente nossas brigas e necessidades.

Enquanto uma parte da classe média se mostra totalmente indignada com o governo e uma outra parte da esquerda que em nenhum momento foi despreviligiada pelo governo Lula/Dilma, afinal não foram eles que acordaram um dia e viram o exército invadindo suas casas, ou seus direitos serem negociados com a Igreja, partidos de extrema direta, e qualquer um menos nós mulheres negras que somos as que realmente mais morrem nos abortos clandestinos.

Nós negros vimos os números do genocídio negro aumentando, a possibilidade de uma mulher negra morrer aumentar duas vezes mais e mesmo assim negros apoiam e não SE MANTÉM EM SILÊNCIO perante as atrocidades que a direita vem fazendo na política nacional. Isso é evidente quando grupos assinam cartas de apoio a Dilma da época das eleições, e novamente no começo desse mês.

Negros que poderiam se abster se colocam na linha de frente, e inclusive deveriamos ter a chance de poder fazer essa escolha, estamos falando e comprando uma briga que no final sempre vai evidenciar aquela máxima: que entre a esquerda e a direita, continuamos negros. Paralelo a isso pessoas brancas até mesmo de partidos que se julgam melhores do que tudo que já foi feito, conseguem ver fatores positivos.

“Aécio foi vaiado”. E dai?

“Por outro lado, as revoluções proletárias, como as do século XIX, se criticam constantemente a si próprias, interrompem continuamente seu curso, voltam ao que parece resolvido para recomeçá-lo outra vez, escarnecem com impiedosa consciência as dificiências, fraquezas e misérias de seus primeiros esforços, parecem derrubar seu adversário apenas para que este possa retirar da terra novas forças e erguer-se novamente, agigantando. Diante delas, recuam constantemente ante a magnitude infinita de seus próprios objetivos, até que se cria uma siatação que torna impossível qualquer retrocesso.”

O 18 Brumario de Luis Bonaparte, por Karl Marx.

As vaias que vão para um e que não vão para outros que representam, inclusive, a extrema direita, é que me fazem temer mais.

O que está em jogo é uma disputa de narrativas de um partido que se vendeu para o “diabo” para garantir as chamadas “pequenas revoluções” na vida de alguns. Que fez com que o pedreiro, a empregada, e seus filhos possam realizar o sonho de querer fazer uma faculdade, possam ter um computador, uma televisão e talvez até uma geladeira. As mudanças ficaram da porta para dentro, e isso é nítido.

A gente ainda morre, a gente ainda sofre e ainda somos os mais afetados por qualquer “crise”. E mesmo assim, ninguém vai para rua por esses motivos. O que foi feito nos últimos anos, é pouco. Mas fez a diferença. E é essa a revolução pequena que vem incomodando desde quem vai para as ruas fazer sua manifestação verde e amarela, até quem ainda não sabe qual lugar ocupar na disputa política.

O que está em jogo é o protagonismo de uma luta que antes vinha sendo feita por pessoas que não a representavam, e que hoje essas pessoas podem dizer: “Eu falo por mim. E talvez isso não seja positivo e dê medo”.

Medo esse que também está em uma parcela da esquerda brasileira. E fica evidente quando é só a esquerda branca de classe média média/alta que se mostra sem ação nesse momento; que não consegue ponderar as diferenças de mais de 10 anos no governo do PT.

É só essa esquerda que ocupa universidades com seus discursos que ainda não representam nada, nem a si mesmo, pois não é capaz de quebrar laços ou interferir nas decisões tomadas no próprio grupo familiar. É a esquerda que não consegue superar os muros do espaço universitário de fato no quesito político. É a esquerda que se diz falar por todos, mas, na verdade, fala por si.

Não é a esquerda caviar, é a esquerda nostálgica, presa no que era ser de esquerda a 40, 50 anos atrás, retomando sempre o jeito de se vestir, a barba, as músicas, mas não o conceito político e a análise de conjuntura.

“A ressurreição dos mortos nessas revoluções tinha, portanto, a finalidade de glorificar as novas lutas e não a de parodiar as passadas; de engrandecer na imaginação a tarefa a cumprir, e não de fungir de sua solução na realidade. De encontrar novamente o espírito da revolução e não de fazer o seu espectro caminhar outra vez.”
O 18 Brumario de Luis Bonaparte, por Karl Marx.

Estamos presos nos livros e a intelectuais de outros países, nas revoluções de outros contextos, numa luta que hoje não seria mais possível. É a esquerda que quer pegar em armas mas não sabe o que isso significa. É a esquerda que pensa numa grande revolução, mas desconsidera que agora a filha da empregada estuda na mesma sala de aula que ela. É a esquerda que desconsidera pensar fora do eixo rio-são paulo.

É a esquerda que “simboliza” e romantiza a pobreza. É a esquerda que nunca pegou ônibus e ficou mais de três horas dentro do transporte público tentando chegar em casa. É a esquerda que não sabe o que é abrir a geladeira e não ver comida. É a esquerda que não sentou no pé dos avós e escutou como era a vida do bisavó, tataravó escravo. É a esquerda que diz que vai “salvar” a periferia, mas nunca falou com alguém da periferia sem fazer dessa pessoa um símbolo.

É a esquerda que, inclusive, vive de fazer das minorias um símbolo enquanto, na verdade, a maioria dos eleitos pelo seu partido que julga fazer a diferença, não foge do padrão homem branco e de classe média média/alta.

É a esquerda que sempre teve acessos e continua tendo, e que sabe que se tudo piorar ela pode “fugir” com facilidade. É risonho que a mesma esquerda que quer a democratização dos meios de comunicação, se sente amedrontada quando as minorias usam redes sociais para dizer o que pensam.

É a esquerda que não acredita nem no que diz. Mas que sonha em entrar na história de alguma forma e não sabe como, então a possibilidade de um golpe não seria tão ruim, não é mesmo? É a esquerda que falhou.

E que continua falhando quando diz: “não sei o que falar sobre isso”. Quando ela poderia e deveria estar falando, pois o lugar que ela ocupa ainda não é ocupado por nós negros, nós de origem realmente pobre, nós que não temos nenhum dos pais com diploma universitário, e que sabemos o que é ser a base da pirâmide.

Que diz que faria diferente, mas não faria. Pois não saberia. Apenas fica repetindo as mesmas falhas quando venera símbolos sem contextualização histórica e análise crítica, achando que se copiarmos o que já foi feito se garante os mesmos resultados.

É a esquerda que tem coragem de dizer diante de tudo o que está havendo que “não vê problema”, afinal “está tudo tranquilo e favorável” para si. Isso não é uma quebra. Esse texto é só a resposta para quem disse: “é tempo da esquerda se renovar no país”.

As pequenas revoluções, muitas vezes individuais, tem impactos coletivos e não podem ser ignoradas por vocês. Vivemos sim mudanças que não foram na base doheroísmo, terror e guerra civil. Vivemos sim a época da revolução. E precisamos ainda de abertura para que o diálogo aconteça e isso está com vocês.

Essa renovação que tanto querem, está acontecendo ainda muito individualmente. Ela é nossa e precisa se alastrar e ser coletiva. É hora da esquerda ser realmenteplural e representativa.

A minha revolução é o primeiro diploma universitário da família sendo o meu. Talvez você não entenda. Porém não deixe que isso pare.

“A revolução social do século XIX não pode tirar sua poesia do passado, e sim do futuro. Não pode iniciar sua tarefa enquanto não se despojar de toda veneração supersticiosa do passado.”
O 18 Brumario de Luis Bonaparte, por Karl Marx.