As pessoas precisam mudar! (entrevista com Antonio Nobre/por Dal Marcondes/via Envolverde)

O representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência- SBPC, pesquisador Antônio Donato Nobre, com a palavra, à mesa, durante audiência pública. As Comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) debatem, em audiência pública, a reforma do Código Florestal. Foram convidados o ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli; o presidente da Embrapa, Pedro Antonio Arraes Pereira; e o presidente da Academia Brasileira de Ciências, Elíbio Leopoldo Rech Filho, e o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Marco Antonio Raupp. A revisão do Código Florestal  precisa ter embasamento científico e, por isso, não deveria ser aprovada rapidamente - são necessários ao menos dois anos para que sejam oferecidas importantes contribuições científicas e tecnológicas, afirma o pesquisador Antonio Donato Nobre. Ele diz que, da forma como está, a proposta que reformula o código "será um desastre". Nobre participa da reunião como representante do grupo de trabalho criado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciência (ABC) para oferecer subsídios à revisão do código.

Antonio Nobre – 30/5/2016 – Portal Envolverde.

O Portal Envolverde resgata entrevista realizada em 2011 com o cientista Antonio Nobre, onde temos como Amazônia, Clima e segurança hídrica de entrelaçam formando uma única equação planetária.

Seus estudos mostram que a Amazônia não é apenas uma mancha verde nos mapas da América do Sul, mas é responsável pela umidade que coloca as regiões Sul e Sudeste do Brasil entre as mais férteis do mundo. Nobre quantificou a água que a Amazônia bombeia para o Sul: são 20 bilhões de toneladas, mais do que os 17 bilhões de toneladas que o Rio Amazonas despeja no Atlântico diariamente. Por suas contas, esse rio voador é o maior do mundo, resvala nos Andes, preenche de vida o Pantanal e irriga as terras férteis do Brasil e de países vizinhos. Observador atento da realidade, vê riscos no avanço desordenado sobre a floresta e aponta como argumento o mapa-múndi, onde, na linha do Trópico de Capricórnio – que atravessa São Paulo – existem desertos na África, na Oceania e na margem oriental da América do Sul (o Atacama, no Chile, é uma das regiões- mais secas do mundo). Só a Amazônia explica por que o Sudeste brasileiro não é, também, uma das regiões mais áridas do planeta. Nesta entrevista a CartaVerde, Nobre fala sobre a importância de se compreender a relação entre os serviços prestados pela natureza e a economia humana. Para ele não há como a humanidade sobreviver, caso seja rompido o equilíbrio entre a o uso dos recursos naturais e a capacidade- de regeneração do ambiente.

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