Em defesa da Petrobras

Circula pelas redes sociais – julho/2016.

– Não são só mais de 82 mil empregos* diretos e de 300 mil indiretos (dados de 2014 do Sinaval), que já estão sentindo o efeito AGORA, do setor naval, no qual a Petrobrás responde por 70% a 80% das encomendas;
– Não são só os 500 mil empregos*, segundo o Clube de Engenharia, que estão no “entorno” da Petrobrás;
– Não é só a maior empresa do país, contando estatais, mistas e privadas;
– Não é só a alavanca direta de 10% do PIB, com o setor de petróleo e gás contribuindo em 13% do mesmo (dados de 2014);
– Não é só uma empresa que investe R$ 300 milhões por dia no País;
– Não é só a última grande empresa responsável pela produção de ciência e tecnologia autenticamente nacionais;
– Não é só a descobridora de 14 bilhões (pós-sal) e 60 bilhões (pré-sal) de barris, contando apenas os comprovados, em apenas 8 anos de descoberta da camada pré-sal, podendo chegar tranquilamente a 200 bilhões de barris (é cogitado de 100 a 300 bilhões);
– Não são só mais de 7 mil postos de combustíveis (o que representa 40% de distribuição e venda de combustíveis no País), mais de 7 mil quilômetros de oleodutos, mais de 7 mil quilômetros de gasodutos, 21 terminais terrestres, 28 terminais aquaviários, 3 terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), 21 termelétricas e uma frota própria de 53 navios;
– Não é só um setor estratégico como o de energia;
– Não são só petróleo e gás, que movem guerras pelo mundo há décadas;
– Não é só a última empresa indutora de industrialização, enquanto vemos crescente desindustrialização dos demais setores (13,1% do PIB de 2013 correspondia a atividades industriais);
– Não é só uma capacitadora de fornecedores da indústria de base, na qual a Petrobrás responde por metades das encomendas;
– Não é só a maior estatal que temos;
– É tudo isso, e muito mais, junto.

Privatizar ou mesmo esvaziar a Petrobrás e atividades que a cercam, processo que já se encontra em andamento, é condenar o País à condição de “Fazendão”: desindustrializado, agrário e tecnologicamente paleolítico.
Esse é o grande golpe em curso.

*empregos também entendidos por “postos de trabalho”, ou seja, uma vez perdidos, dificilmente serão recuperados

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