Abre hoje exposição com imagens raras da Ilha de Santa Catarina

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Por Redação Daqui – 30/3/2017.

Uma centena de imagens raras – pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras, mapas e livros originais dos séculos XVI a XX – foram reunidas na mostra “ICONOGRAFIA 344″ que abre nesta quinta-feira (30/3) na Fundação Cultural Badesc.

Com curadoria de Ylmar Corrêa Neto, a mostra reúne acervos particulares e ficará aberta à visitação até o dia 1º de junho, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Uma seleção de obras de artistas conceituais contemporâneos fará o contraponto do olhar atual.

O título ” Iconografia 344″ é uma referência ao aniversário de Florianópolis, tendo com base o ano de 1673, chegada de Dias Velho para povoar a região.

Leia direto na fonte: http://daquinarede.com.br/2017/03/imagens-raras-e-ineditas-de-desterroflorianopolis

Cerca de 50% dos empregos vão desaparecer nos próximos 25 anos (por Philip Perry/via Rogério Cerqueira Leite)

Por Redação Unisinos – 28/3/2017.

A campanha de Trump prometeu trazer empregos de volta para a costa dos EUA, embora a mecanização tenha sido a maior razão para o desaparecimento de empregos na manufatura. Perdas semelhantes levaram a movimentos populistas em vários outros países. Mas em vez de um futuro de crescimento pró-emprego, economistas de todo o mundo preveem novas perdas com o advento da IA, da robótica e outras tecnologias. O que está em debate é a rapidez com que isto deve ocorrer.

A reportagem é de Philip Perry, publicada por Big Think, 27 -12- 2016 . A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

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Cerca de 50% dos empregos vão desaparecer nos próximos 25 anos

A crise política institucional no país: a palestra de Luis Nassif em Florianópolis

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Da UCG Florianópolis – 27/3/2017.

Após o golpe, que destituiu a presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff, o país mergulhou em uma crise institucional e financeira, que aponta não ter fim. Preocupados com o rumo que o processo democrático vem tomando, o grupo Unidos Contra o Golpe e o Instituto Paulo Stuart Wright convidaram o jornalista Luis Nassif para a Florianópolis no último dia 17 para falar sobre o assunto.
O evento foi realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no auditório Antonieta de Barros, com uma coletiva de imprensa (na sala de imprensa da Alesc), e com a palestra “Panorama da Crise Política Institucional do Brasil”, seguida de debate.
Nassif é um dos mais renomados jornalistas do país, atua como palestrante, além de moderador de eventos de Economia, Política e Inovação. Ele também conta com relevantes trabalhos pelo meio impresso e digital, sendo um dos poucos profissionais com conhecimentos sócio-históricos necessários para desvendar os cenários, as tendências e os panoramas do Brasil e do mundo.
Confira a palestra:

Quem tem medo de Gilmar Mendes? (por Felipe Pena/via Contra a Corrente/Luis Nassif/GGN)

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Por Felipe Pena – 17/3/2017 – no blog Contra Corrente/via Luis Nassif/GGN.

No blog Contra a Corrente, do jornal Extra, o jornalista Felipe Pena afirma que escreveria sobre um ministro do Supremo Tribunal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, mas que foi alertado por um colega de que ele sofreria um processo na Justiça.

O colunista, também avisado da ausência de críticas sobre a conduta do ministro na imprensa nacional, decidiu que não escreveria sobre um ministro que discute reforma política com delatados da Lava Jato, que relativiza o caixa 2, que comemorou o aniversário de um senador que pode ser réu no tribunal do qual faz parte, que participa de jantares na palácio do presidente que é réu no TSE, e que também não faria nenhuma linha um ministro que comenta casos que poderá julgar, antecipando votos e ferindo a lei da magistratura.

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http://jornalggn.com.br/noticia/quem-tem-medo-de-gilmar-mendes-por-felipe-pena

O golpe é contra um projeto de país (por José Álvaro Cardoso)

O golpe é contra um projeto de país

Por José Álvaro de Lima Cardoso – Economista – 27/3/2017.

Para os que têm dúvidas de que a operação da Lava-Jato é um Cavalo de Troia, que veio para acabar com o que restou de soberania no Brasil, e destruir o setor de engenharia nacional, recomenda-se atentar para a matéria divulgada pela imprensa neste sábado, dia 25. Segundo os jornais, a empresa Odebrecht passará a ter suas operações monitoradas, por profissionais indicados pelo MPF, do Brasil, e DoJ, dos EUA, que é o equivalente do governo americano, ao Ministério da Justiça, no Brasil. A Odebrecht Defesa era responsável pela construção do submarino nuclear, e sua controlada, a Mecatron, responsável pela fabricação dos mísseis nacionais. Coincidência ou não, a empresa foi uma das primeiras atingidas pela Operação Lava-Jato, com a prisão de seu presidente, Marcelo Odebrecht, condenado a 23 anos de prisão.

No ano passado, ainda antes do impeachment, já tínhamos a informação que Sérgio Moro, e o procurador-geral da República Rodrigo Janot, atuavam em parceria com órgãos dos Estados Unidos contra empresas brasileiras. E que Sergio Moro, em 2016, autorizou o compartilhamento da delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, com investigadores de Londres em processo contra a Petrobrás. Sergio Moro autorizou também conversas feitas diretamente com cada delator da Lava-Jato e o Departamento de Justiça dos EUA, sem passar pelo Estado brasileiro, como prevê a lei. Ou seja, os responsáveis pela operação Lava-Jato permitem o acesso a órgãos do Estado norte-americano, a informações sigilosas, que são utilizadas para atacar e processar judicialmente a Petrobrás e outras empresas brasileiras. Como podemos nominar esse tipo de atitude, senão de entreguista? Como podemos chamar também a prisão do Vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, principal responsável pela conquista da independência na tecnologia do ciclo de combustível, que colocou o Brasil em posição de destaque na matéria, no mundo?

O governo que assumiu com o golpe é o mais subserviente e entreguista da história, nesse quesito, a ditadura militar não chega aos seus pés. Em pouco tempo do desgoverno golpista a lista de atrocidades é imensa. Está muito claro que os EUA não apoiaram o golpe no Brasil por simpatia a Temer, mas pelo interesse em petróleo, água, recursos naturais em geral, pela biodiversidade da Amazônia, assim como pelo interesse de abortar um incipiente é limitado processo de construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

Somente um processo sofisticado de manipulação da população, poderia possibilitar o apoio a uma operação entreguista como a Lava-Jato, e aceitar com naturalidade o repasse ao Império do Norte, petróleo, água, minerais e território para instalação de bases militares. Soube-se que membros do Ministério Público envolvidos com a Lava-Jato estão explodindo de orgulho por estarem trabalhando em conjunto com os policiais do Departamento de Justiça do Estados Unidos, considerado muito eficientes. Ou seja, aquilo que poderia ser motivo de vergonha nacional, que é nutrir de informações uma potência estrangeira, que fornecerão elementos para prejudicar e processar a maior empresa nacional, motor da economia brasileira, é motivo de orgulho e deslumbramento para esse pessoal. Com polpudos salários pagos pelo povo brasileiro, atuam com órgãos dos Estados Unidos, sem qualquer constrangimento, contra empresas brasileiras, e achando isso bonito ainda. Atacando inclusive, a indústria Eletronuclear, com a prisão do seu mentor e líder maior.
As empresas estrangeiras, mesmo envolvidas em casos de corrupção, foram, o tempo todo, poupadas das investigações e pressões da Lava-Jato. Em 2015, a imprensa mostrava que 22 empresas internacionais com sedes na Itália, Holanda, EUA, Grécia e Cingapura foram citadas nas delações premiadas da Lava-Jato como envolvidas no esquema de corrupção da Petrobrás. Porém nada aconteceu com elas, as ações foram todas voltadas para as empresas brasileiras, especialmente, além da Petrobrás, a Odebrecht. As empresas estrangeiras continuaram a operar normalmente, inclusive expandindo seus investimentos no Brasil no período recente. Os responsáveis pela Operação não queriam nem que fosse aprovada, no começo de 2016, a lei de Leniência no Congresso. Um mecanismo que possibilita que, quando constatado o caso de corrupção, os responsáveis na empresa sejam punidos, porém a empresa (tecnologia, empregos, ativos), seja preservada. É difícil aceitar que a atitude se devia apenas à ignorância do que ocorre em outros países, ou por absoluto desconhecimento de princípios básicos de economia. Queriam mesmo quebrar as empresas.

Os governos, a partir de 2003, ousaram praticar políticas minimamente soberanas, como a rejeição da Alca, e a organização do BRICS, que ameaça, inclusive a hegemonia do dólar, comprou aviões da Suécia, ao invés das empresas norte-americanas. Adquiriram helicópteros da Rússia e montou o projeto de submarino nuclear em parceria com a França. Encaminharam a votação, em 2010, da lei de Partilha, contra o desejo das multinacionais do Petróleo. Além disso, se aproximou dos parceiros sul-americanos, fortaleceu o Mercosul e continuou o projeto de produção de enriquecimento de urânio, estratégico para o Brasil. Isto desagradou muita gente e a Lava-Jato veio para ajudar a interromper esse processo.

Desde o início da operação os indícios de que os objetivos centrais da Lava-Jato era quebrar a Petrobrás, abrindo caminho para mudar a lei de Partilha eram muito fortes: a) denúncias do Wikileaks de que os estadunidenses estavam preocupados com o crescimento da Odebrecht; b) grande contrariedade das multinacionais com a Lei de Partilha; c) financiamento, por parte dos bilionários do petróleo, Irmãos Kock, dos movimentos de direita no Brasil que tentavam desestabilizar o governo; d) visita do Procurador Geral da República aos EUA, com equipe de procuradores, para coletar informações que serviriam de munição para abrir processos contra a Petrobrás.
Temos que entender o contexto no seu todo. A atual ofensiva contra a indústria da carne, por exemplo, que vem dos mesmos setores que querem destruir a Petrobras e que liquidaram com o setor de engenharia nacional, não está ocorrendo em função da exploração dos trabalhadores ou porque as políticas de meio ambiente são desrespeitadas. Até porque, a solução desses problemas não seria a destruição da ampla cadeia de beneficiamento de alimentos (que inclui operários, produtores integrados, transportadores, distribuidores, vendedores, veterinários), e dos milhões de empregos gerados pelo setor. É que o objetivo é destruir o que o Brasil ainda dispõe de indústria, liquidar a frágil malha de direitos sociais numa escalada nunca vista, e destruir o pouco que sobrou da soberania nacional. A bola está em jogo.

“Se tudo mudou em 500 anos, porque não podemos mudar e continuar a ser índio?”

“Você pode raspar, cortar moicano e até descolorir o cabelo. Eu também”. Cena da campanha #menospreconceitomaisíndio. Imagem: Daniel Klajmic/Pródigo.

Por Instituto Socioambiental – 12/3/2017.

Em sua primeira campanha para tevê e cinema, o Instituto Socioambiental (ISA) convida os brasileiros a olhar os povos indígenas com respeito, generosidade e sem preconceito.