Viva a polarização (por Aldo Fornazieri/via Luis Nassif/GGN)

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Por Aldo Fornazieri – 13/3/2017 – via Luis Nassif/GGN.

Pessoas das mais variadas posições políticas, dos mais diferentes calibres intelectuais e das mais diversas posições sociais têm lamentado uma suposta excessiva polarização que estaria ocorrendo no Brasil. Leandro Karnal, após publicar  a foto de seu famoso jantar com o juiz Moro e ver-se tolhido por críticas de muitos e ungido pelos elogios de outros, lamenta a polarização, mais uma vez. Na verdade. ou melhor dizendo, a verdade efetiva das coisas mostra que a crítica à polarização no Brasil, em todos os tempos, sempre esteve a serviço da dominação de elites predatórias e sempre se configurou como o exercício da hipocrisia nacional.

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http://jornalggn.com.br/noticia/viva-a-polarizacao-por-aldo-fornazieri

Dia Internacional da Mulher: à luta por um mundo melhor

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas no palco, multidão e atividades ao ar livre

Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil.

Por Celso Vicenzi – 8 de Março – Dia Internacional da Mulher.

Minha homenagem a vocês, que são todas, são muitas, são únicas. Tudo que se possa dizer é insuficiente para descrevê-las em tantas especificidades e multiplicidades.

Meu reconhecimento às mulheres por tudo que fizeram e fazem para tornar o mundo um lugar melhor para se viver. O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta. Portanto, à luta por um mundo com direitos iguais, de combate ao machismo, à sociedade patriarcal, à exclusão, à exploração, à discriminação, ao preconceito e todas as formas de violência.

Sem abdicar da singularidade da luta feminista, a conscientização de mulheres e homens por uma sociedade mais justa e solidária, deve ser a luta de toda(o)s.

As novas castas sociais e a vertiginosa ascensão dos inclames (por Sebastião Nunes/via Luis Nassif/GGN)

Por Sebastião Nunes – 5/3/2017 – via Luis Nassif/GGN.

Classe média é um estado de espírito, ao contrário do que pensam sociólogos, economistas, publicitários, juristas, políticos e estatísticos.

As duas principais características da classe média são consumismo exacerbado e individualismo predador. A união dessas duas características cria o típico estado de espírito inclâmico, voltado para a destruição em massa de ambientes, bens e pessoas, gerando o individuo que denominei inclame.
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A história da filosofia em 40 filmes

A História da Filosofia em 40 Filmes foi um Curso ofertado pela Caixa Cultural do Rio de Janeiro com curadoria de Alexandre Costa e Patrick Pessoa. A mostra-curso pôs em pauta temas filosóficos fundamentais e promoveu o diálogo de cineastas, como Bergman, Fellini, Glauber, Wenders, Kurosawa, Kubrick, Visconti e Godard, com importantes pensadores, entre eles Platão, Descartes, Kant, Marx, Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Sartre e Foucault.

Organizado em dez módulos temáticos – “O que é a filosofia?”, “Questões estéticas”, “Mito e Tragédia”, “O Existencialismo”, ”O amor em fuga”, “Morte e Finitude”, “História e Violência”, “O Fascismo hoje”, “Cinema e Revolução” e “O cinema nacional e a interpretação do Brasil” –, a mostra/curso ‘A História da Filosofia em 40 Filmes’ faz refletir sobre diferentes disciplinas filosóficas, tais como a metafísica, a epistemologia, a ética, a política e a estética.

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Xadrez da sinuca de bico da mídia (por Luis Nassif/via GGN)

Por Luis Nassif – 3/3/2017 – via GGN.

Os jornais estão entrando em uma encrenca cada vez maior.

Diz-se que o jornalismo é o exercício do caráter. Especialmente no jornalismo opinativo e na linha editorial dos jornais, o caráter é ponto central. Constrói-se o caráter de cada publicação analisando seu apego aos fatos, sua generosidade ou dureza de julgamento, sua capacidade de mediação ou parcialidade gritante. E, principalmente, sua credibilidade, o respeito com que trata a informação. Houve um bom período em que mesmo os adversários mais ferrenhos do Estadão respeitavam a seriedade com que tratava os fatos.

Desde que a mídia brasileira caiu de cabeça no pós-verdade e no jornalismo de guerra, esse quadro mudou.

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Assim nasce o conservador – Um poema brechtiano de Mauro Iasi (via blog da Boitempo)

Mauro Iasi, colunista

Por Mauro Iasi – 13/8/2015 – via blog da Boitempo.

“Nada mais parecido com um fascista que um pequeno burguês assustado”
– Brecht

Assim nasce o conservador

De todos os invernos
De todas as noites sangrentas
De todos os infernos
De todos os céus desterrados de perdão.

De toda obediência burra
Ao oficial, burocrata,
À coroa, ao cetro,
Ao papa, ao cura.

De todo medo
“Agora não, ainda é cedo”,
de todo gesto invertido para dentro,
de toda palavra que morre na boca.

Do obscurantismo, de todo preconceito,
de tudo que te cega, de tudo que te cala,
de tudo que lhe tolhe, de tudo que recolhes,
de tudo que abdicas, de tudo que te falta.

Um beijo o assusta,
um abraço o enfurece,
a dúvida o enlouquece,
a razão se esvanece no vácuo.

Germina, assim, uma impotência tão grande,
que deforma as feições e torna tenso o corpo,
o dedo em riste, a veia que salta no pescoço,
a boca transformada em latrina.

Assim nasce o conservador.
Ele teme tudo que é novo e se move.
É um ser frágil, arrogante, assustado…
e violento.

Por Mauro Luis Iasi.

Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil e György Lukács e a emancipação humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.