Lourdes Barreto: 30 anos na luta por identidade das prostitutas e contra violências (por Paula Guimarães/via portal Catarinas)

Lourdes Barreto atua há mais de 30 anos no movimento das prostitutas/Foto: Paula Guimarães.

Por Paula Guimarães – 29/11/2016 – via Portal Catarinas.

Lourdes Barreto, 75 anos, assim como sua colega Gabriela Leite, não tem medo das palavras. Pelo contrário, sempre lutou pelo direito de afirmar-se como trabalhadora do sexo: “sou puta”. É por entender que o estigma da palavra “puta” só se fortalece no anonimato e silêncio que a prostituta aposentada milita há 35 anos por identidade, melhores condições de trabalho e contra violências sofridas pelas profissionais do sexo.

Leia mais:

http://catarinas.info/lourdes-barreto-30-anos-na-luta-por-identidade-das-prostitutas-e-contra-violencias

Brasil é líder em mortes por conflitos fundiários, destaca relatório da Global Witness

Brasil é líder em mortes por conflitos fundiários, destaca relatório da Global Witness

Imagem: Pixabay.

Por Ministério Público Federal/Procuradoria-Geral da República – 7/8/2017.

Em 2016, o país registrou 49 assassinatos de defensores do direito à terra. Documento traz recomendações para enfrentamento ao problema.

Leia mais:

http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/brasil-e-lider-em-mortes-por-conflitos-fundiarios-destaca-relatorio-da-global-witness

A ideologia racista como mito fundante da sociedade brasileira (por Juliana Borges/via blog da Boitempo)

Manifestante em vigília pela liberdade de Rafael Braga Vieira realizada na Avenida Paulista em São Paulo, abril de 2017. Hoje, dia 8 de agosto de 2017, seu habeas corpus foi negado e ele continua encarcerado. Foto: Jorge Ferreira / Mídia Ninja.

Por Juliana Borges – 8/8/2017 – via blog da Boitempo.

A “fundação” de nosso país acontece tendo a escravidão baseada na hierarquização racial como pilar. O racismo é uma das ideologias fundadoras da sociedade brasileira, assim como a violência. Um exemplo objetivo sobre isso é que diversos manuais e livros de história apontam que, no início da invasão portuguesa, estimava-se uma população de indígenas em torno de 2 milhões de pessoas nestas terras. Em 1819, a estimativa cai para cerca de 800.000 indígenas. O tráfico de africanos sequestrados teve início em 1549. Estima-se que, até a proibição do tráfico transatlântico, cerca de 5 milhões de africanos foram sequestrados e escravizados no Brasil. Algo tão fundamental no processo de formação do país, não some em um estalar de olhos pela simples destituição da monarquia, estabelecimento do republicanismo e por pretensões modernizantes.

Leia mais:

https://blogdaboitempo.com.br/2017/08/08/a-ideologia-racista-como-mito-fundante-da-sociedade-brasileira

De Darcy Ribeiro para a Diva da Flip (por Fernando Brito/via Tijolaço)

divaflip

Por Fernando Brito – 30/7/2017 – via Tijolaço.

Querida Diva,

As coisas demoram a chegar aqui, nesta aldeia cósmica onde eu vim passar a tal da curta eternidade, mas hoje cedo me trouxeram o vídeo onde você falou lá em Parati.

Pela primeira vez tive vontade de voltar praí, pra te dar um abraço bem apertado e te sapecar um beijo estalado.

(…) Todos nós, brasileiros, “somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados.Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria”.

Leia mais:

http://www.tijolaco.com.br/blog/de-darcy-ribeiro-para-diva-da-flip

Nove em cada 10 mortos pela polícia no Rio são negros ou pardos (por Paula Bianchi/via UOL)

Em abril, uma grupo de familiares de pessoas mortas pela polícia organizou um protesto em frente ao Ministério Público

Em abril, uma grupo de familiares de pessoas mortas pela polícia organizou um protesto em frente ao Ministério Público.

Por Paula Bianchi – 26/7/2017 – UOL.

Entre janeiro de 2016 e março de 2017, ao menos 1.227 pessoas foram mortas pela polícia no Estado do Rio de Janeiro. Dados obtidos pelo UOL através da Lei de Acesso à Informação mostram que a cada dez mortos, nove são negros ou pardos.

Leia mais:

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/07/26/rj-9-em-cada-10-mortos-pela-policia-no-rio-sao-negros-ou-pardos.htm

Negras latino-americanas são mais sujeitas a violência doméstica (por Jéssica Lima/via Catraca Livre)

Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

Por Jéssica Lima – 20/7/2017 – via Catraca Livre.

Brasil é o país com maior incidência de feminicídios na América Latina, seguido de México, Honduras e Argentina.

Leia mais:

https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/negras-latino-americanas-sao-mais-sujeitas-violencia-domestica

60% dos negros dizem ter sofrido racismo no trabalho, aponta pesquisa (por Luísa Melo/via G1)

Profissionais negros: mais da metade admite já ter alisado ou raspado o cabelo para ser aceito no trabalho (Foto: Divulgação/Etnus)

Profissionais negros: mais da metade admite já ter alisado ou raspado o cabelo para ser aceito no trabalho. Foto: Divulgação/Etnus.

Por Luísa Melo – 25/7/2017 – via G1.

Mais da metade dos profissionais negros admite já ter alisado ou raspado o cabelo para ser aceito no trabalho.

Leia mais:

http://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/60-dos-negros-dizem-ter-sofrido-racismo-no-trabalho-aponta-pesquisa.ghtml

Brasil vive bem com crianças pobres, mas não suporta ver um rico infeliz (por Leonardo Sakamoto/via blog do Sakamoto)

Indígena tenta impedir reintegração de posse no Amazonas. Foto vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, categoria Fotografia – Luiz Gonzaga Alves de Vasconcelos, Jornal A Crítica (2008). Segue mais atual do que nunca.

Por Leonardo Sakamoto – 25/7/2017 – via blog do Sakamoto.

Mais de 40% das crianças e adolescentes até 14 anos estão em situação de pobreza no Brasil, o que equivaleria a 17 milhões de pessoas, de acordo com levantamento da Fundação Abrinq baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. Neste caso, considera-se pobre uma família que vive com menos de meio salário mínimo por pessoa por mês.

Leia mais:

https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/07/25/brasil-vive-bem-com-criancas-pobres-mas-nao-suporta-ver-um-rico-infeliz

Mais da metade das mulheres mortas pelas polícias entre 2005 e 2015 eram negras (por Brasil de Fato)

Assim como Cláudia Ferreira, morta pela polícia, em 2014, cerca de 52% de mulheres negras foram mortas pela polícia, apontam pesquisas - Créditos: Coletivo ñ

Assim como Cláudia Ferreira, morta pela polícia, em 2014, cerca de 52% de mulheres negras foram mortas pela polícia, apontam pesquisas.

Por Brasil de Fato – 7/7/2017.

A Agência Patrícia Galvão – vinculada ao Instituto de mesmo nome dedicado ao combate à violência contra a mulher –  compilou dados de pesquisas divulgadas até junho deste ano, que trazem números alarmantes e preocupantes a respeito da violência de gênero no Brasil, muitas vezes praticadas pelos agentes do Estado e que vitimam sobretudo mulheres negras, que representam 24,5% da população brasileira.

Leia mais:

https://www.brasildefato.com.br/2017/07/07/mais-da-metade-das-mulheres-mortas-pelas-policias-entre-2005-e-2015-eram-negras