Lourdes Barreto: 30 anos na luta por identidade das prostitutas e contra violências (por Paula Guimarães/via portal Catarinas)

Lourdes Barreto atua há mais de 30 anos no movimento das prostitutas/Foto: Paula Guimarães.

Por Paula Guimarães – 29/11/2016 – via Portal Catarinas.

Lourdes Barreto, 75 anos, assim como sua colega Gabriela Leite, não tem medo das palavras. Pelo contrário, sempre lutou pelo direito de afirmar-se como trabalhadora do sexo: “sou puta”. É por entender que o estigma da palavra “puta” só se fortalece no anonimato e silêncio que a prostituta aposentada milita há 35 anos por identidade, melhores condições de trabalho e contra violências sofridas pelas profissionais do sexo.

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http://catarinas.info/lourdes-barreto-30-anos-na-luta-por-identidade-das-prostitutas-e-contra-violencias

Poema de Rupi Kaur

você me diz para ficar quieta porque
minhas opiniões me deixam menos bonita
mas não fui feita com um incêndio na barriga
para que pudessem me apagar
não fui feita com leveza na língua
para que fosse fácil de engolir
fui feita pesada
metade lâmina metade seda
difícil de esquecer e não tão fácil
de entender

(Do livro “Outros jeitos de usar a boca”, de Rupi Kaur, editora Planeta).

De Darcy Ribeiro para a Diva da Flip (por Fernando Brito/via Tijolaço)

divaflip

Por Fernando Brito – 30/7/2017 – via Tijolaço.

Querida Diva,

As coisas demoram a chegar aqui, nesta aldeia cósmica onde eu vim passar a tal da curta eternidade, mas hoje cedo me trouxeram o vídeo onde você falou lá em Parati.

Pela primeira vez tive vontade de voltar praí, pra te dar um abraço bem apertado e te sapecar um beijo estalado.

(…) Todos nós, brasileiros, “somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados.Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria”.

Leia mais:

http://www.tijolaco.com.br/blog/de-darcy-ribeiro-para-diva-da-flip

Negras latino-americanas são mais sujeitas a violência doméstica (por Jéssica Lima/via Catraca Livre)

Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

Por Jéssica Lima – 20/7/2017 – via Catraca Livre.

Brasil é o país com maior incidência de feminicídios na América Latina, seguido de México, Honduras e Argentina.

Leia mais:

https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/negras-latino-americanas-sao-mais-sujeitas-violencia-domestica

A vida da mulher que substituiu o marido na Chape após a tragédia (por Thais Carvalho Diniz/via UOL)

Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo Pessoal.

Por  Thais Carvalho Diniz – 19/7/2017 – via UOL.

Cleberson Silva era o assessor de imprensa da Chapecoense. Aos 39 anos, ele morreu no acidente aéreo de novembro de 2016, que fez 71 vítimas. Desde então, quando o clube catarinense ficou sem presidente, comissão técnica e maioria dos jogadores, Sirli Freitas, 33, assumiu o posto que pertencia ao marido na Chape.

Leia mais:

https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/07/19/a-vida-da-mulher-que-substituiu-o-marido-apos-tragedia-da-chape.htm

Senhora não’: bar para adultos maduros quebra tabus sobre o envelhecimento (por Giovana Fleck/via Sul21)

Márcia Papaléo é a dona do Boteco Anexo, também conhecido como o “bar para adultos maduros”. Foto: Guilherme Santos/Sul21.

Por Giovana Fleck – 16/7/2017 – via Sul21.

“E hoje, tem samba? Tem que ter música agitada, senão…”.  Envolvida por um lenço de cetim e com o cabelo cuidadosamente preso em um coque baixo, Leo Nunes chega dançando ao Boteco Anexo. “A música tá tocando, né? Tem que dançar”, ela diz para as amigas. “Há dez anos ela veio se tratar comigo. Chegou muito mal, deprimida mesmo, com o marido doente”, conta Márcia Papaléo, psicóloga e dona do bar. Leo vivia um período de introversão. Hoje, aos 80 anos, ela participa de dois grupos de dança diferentes e frequenta “a noite” pelo menos duas vezes por semana. “Eu me divirto. Dançar e cantar para mim é o máximo. É bom pra cabeça da gente”, conta Leo.

Leia mais:

http://www.sul21.com.br/jornal/senhora-nao-bar-para-adultos-maduros-quebra-tabus-sobre-o-envelhecimento

Mais da metade das mulheres mortas pelas polícias entre 2005 e 2015 eram negras (por Brasil de Fato)

Assim como Cláudia Ferreira, morta pela polícia, em 2014, cerca de 52% de mulheres negras foram mortas pela polícia, apontam pesquisas - Créditos: Coletivo ñ

Assim como Cláudia Ferreira, morta pela polícia, em 2014, cerca de 52% de mulheres negras foram mortas pela polícia, apontam pesquisas.

Por Brasil de Fato – 7/7/2017.

A Agência Patrícia Galvão – vinculada ao Instituto de mesmo nome dedicado ao combate à violência contra a mulher –  compilou dados de pesquisas divulgadas até junho deste ano, que trazem números alarmantes e preocupantes a respeito da violência de gênero no Brasil, muitas vezes praticadas pelos agentes do Estado e que vitimam sobretudo mulheres negras, que representam 24,5% da população brasileira.

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https://www.brasildefato.com.br/2017/07/07/mais-da-metade-das-mulheres-mortas-pelas-policias-entre-2005-e-2015-eram-negras