Comparar orçamento público e orçamento doméstico é uma falácia (por Pedro Paulo Zahluth Bastos/via CartaCapital)

Família

Comparar o Estado a uma família feliz é mais um conto de fadas dos neoclássicos.

Por Pedro Paulo Zahluth Bastos – 19/6/2017 – via CartaCapital.

Até o FMI admite: as finanças do Estado não podem ser administradas como as contas de uma família, ao contrário do que pregam os economistas ortodoxos.

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https://www.cartacapital.com.br/economia/comparar-orcamento-publico-e-orcamento-domestico-e-uma-falacia

Nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas (por Elton Alisson/Agência Fapesp)

Nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas

País não possui estudo integrado da vulnerabilidade das cidades litorâneas ao fenômeno, aponta relatório especial do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. Imagem: Ponta da Praia, em Santos/Leandro Negro/Agência Fapesp.

Por Elton Alisson – 5/6/2017 – Agência Fapesp.

O nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas. No Brasil, contudo, onde mais de 60% da população vive em cidades costeiras, não há um estudo integrado da vulnerabilidade dos municípios litorâneos a este e a outros impactos decorrentes das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade de chuvas. Um estudo desse gênero possibilitaria estimar os danos sociais, econômicos e ambientais e elaborar um plano de ação com o intuito de implementar medidas adaptativas.

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http://agencia.fapesp.br/nivel_do_mar_na_costa_brasileira_tende_a_aumentar_nas_proximas_decadas/25414

É cedo para golpistas comemorarem

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Manifestação em São Paulo a favor do impeachment de Dilma (março 2016). Foto Rovena Rosa/Agência Brasil.

Por Celso Vicenzi – 2/6/2017.

Tem gente que ainda não entendeu que o golpe não foi só para derrubar Dilma, prender Lula e destruir o PT, mas para reorganizar a estrutura político-econômica do país, retirando direitos dos trabalhadores, criminalizando os movimentos sociais, fazendo retroagir direitos conquistados por grupos mais vulneráveis, abdicando de questões estratégicas para a  soberania e tornando o Brasil cada vez mais dependente aos interesses dos Estados Unidos e do capital internacional.

Por isso ainda apoiam – alguns ingenuamente, outros com boa dose de vilania – todas as ações que os golpistas engendram e executam, a toque de caixa, para não dar tempo à população para refletir e dimensionar sobre as consequências. Mal sabem os entusiastas do golpe que o feitiço vai virar contra o feiticeiro e atingir a vida de cada um dos brasileiros e brasileiras.

Nem mesmo a maioria dos empresários, hoje com indisfarçáveis sorrisos e esperançosos de uma “grande virada”, está imune ao que, parece, virá. E nisso haveria uma grande ironia.

Os pequenos e médios empresários, com certeza e, quem sabe, uma razoável parcela dos donos de boa parte do PIB nacional, ainda não calcularam o custo dessa aventura golpista na economia do país. O que era para ser um breve momento de turbulência pode se perpetuar por um tempo difícil de calcular.

Num primeiro momento quase todos exultaram porque seus negócios seriam amplamente beneficiados. “Sem Dilma, Lula e o PT, voltaremos a fazer do nosso jeito” – pensaram.

No entanto, talvez não tenham tanto a comemorar. Afinal, se grandes conglomerados econômicos internacionais estão prestes a ir às compras, na maior liquidação que pretendem fazer no país desde FHC, a começar pela Petrobras, há o risco de que, na cadeia de fornecedores de grandes empresas de vários setores, troquem de lugar com empresas estrangeiras. Ou, se o país afundar ainda mais, produzir para quem? O setor naval brasileiro, principal fornecedor da Petrobras, já sentiu isso imediatamente.

E, independente dessa variável, se as condições políticas não se estabilizarem – e pela força dificilmente isso acontecerá – é certo que o país corre o risco de ter que apagar incêndios não só nas florestas. Manifestações políticas não vão parar enquanto não se restabelecerem os direitos essenciais conquistados, num país que já vive as agruras de ser um dos 10 mais desiguais do planeta. Um clima assim, que pode degenerar para algo pior, vai empurrar o consumidor para a defensiva e, com isso, empresas também poderão passar por grandes dificuldades ou quebrar.

O custo dessa aventura política pode ser maior do que o calculado. É cedo para os golpistas e apoiadores do golpe comemorarem.

Dominação financeira, o caminho ao caos (por Ladislau Dowbor/via Outras Palavras)

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Por Ladislau Dowbor – 27/5/2017 – via Outras Palavras. Imagem: Pablo Picasso – Massacre na Coreia (1951).

A semanas de lançar novo livro, Ladislau Dowbor sustenta: foi o controle exercido pelos bancos sobre orçamento público e o das famílias que provocou crise do lulismo e espiral do golpe.

Leia mais:

http://outraspalavras.net/brasil/dominacao-financeira-o-caminho-que-nos-trouxe-ao-caos

A delação dos donos da JBS e o verdadeiro custo do golpe no Brasil (por José Álvaro Cardoso)

Por José Álvaro Cardoso – 23/5/2017.

Na recente delação feita pelos donos da JBS, um deles afirmou que a empresa desembolsou, entre 2010 e 2017, mais de 1 bilhão de reais em propinas. Segundo versão da turma que coordena a Lava Jato a quantidade de propina pagas alcança algo em torno de dois bilhões de dólares. É muito dinheiro. Porém, é fundamental levar em conta que todo este dinheiro é o da “cachaça”, o valor representa um nada em relação ao que os golpistas estão levando e pretendem ganhar com o golpe. Por exemplo, em abril o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu que o banco Itaú não precisará pagar impostos relativos à fusão Itaú/Unibanco realizada em 2008. O valor do benefício concedido ao Itaú, no meio de uma crise fiscal dramática, é de R$ 25 bilhões, o processo de maior valor que tramitava no Carf. Vinculado à Receita Federal, o Conselho julga os recursos recebidos pela Receita contra a cobrança de multas e tributos. Com base na legislação, os técnicos do Ministério da Fazenda pretendiam cobrar Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por ganhos de capital, decorrentes do processo de fusão.

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https://webmail.ole.net.br/service/home/~/?auth=co&loc=pt_BR&id=32100&part=2

A nova ilusão da classe média

Por Celso Vicenzi – 20/5/2017.

A nova ilusão que tentam vender à classe média é que é preciso tirar todos os políticos e pôr empresários para governar. Ué, mas não são justamente eles que mandam, desmandam, compram e subornam tudo nesse país? Basta conferir o que fizeram a Odebrecht e a JBS, duas entre muitas das empresas bilionárias do país. Ou alguém ainda cultiva a ingenuidade que as outras super poderosas não agem assim? E não é só no Executivo e no Legislativo, se é que me entendem.