A ignorância política de quem não enxerga diferenças (por Jota Camelo/via FB)

Resultado de imagem para imagem é tudo farinha do mesmo saco

Imagem: Imgrum.

Por Jota Camelo – 21/6/2017 – via FB.

Imagine que um programa de TV convide um especialista em música para falar sobre o rock, e ele diga: “O rock é tudo igual. As bandas são todas as mesmas coisas. As músicas são todas iguais. Não há diferença”. Com esse tipo de comentário, é muito fácil perceber que esse “especialista em música” não é especialista em porcaria nenhuma. Achar que tudo é igual não é comentário de um conhecedor, é comentário de um ignorantão de carteirinha. Um especialista em rock jamais diria que Slayer e One Direction são a mesma coisa. Somente um perfeito imbecil diria isso.
Quanto menos você conhece sobre um assunto, mais igual tudo lhe parece. Quanto mais você conhece sobre um assunto, mais diferente tudo lhe parece. O especialista é aquele que sabe diferenciar coisas muito parecidas, que percebe diferenças em detalhes quase indistinguíveis.

Da mesma forma, dizer que “político é tudo igual, é tudo farinha do mesmo saco” é a maneira mais rápida e direta de confessar completa ignorância sobre política. As pessoas que dizem isso (coisa típica de coxinha) não têm ideia da gigantesca patetice que estão dizendo. É um comentário típico de gente politicamente confusa e perdida. É como achar que estão abafando, quando na verdade estão com a calça rasgada nos fundilhos.

A corrupção sem disfarces

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto

Por Celso Vicenzi – 21/6/2017.

A corrupção agora acontece na cara do freguês, mas como a freguesia é outra, os jornalistas acham tudo normal, os revoltados não batem mais panelas, a justiça fecha os olhos e os patos que foram às ruas abanar seus rabinhos indignados voltaram para seus quintais, onde pousam a bunda em confortáveis sofás, de onde assistem tudo com cara de paisagem.

A dissimulação de quem sempre apoia quem oprime o povo

Por Celso Vicenzi – 21/6/2017.

Tem internauta que por mais esforço que faça para parecer crítico em relação à corrupção e situação política grave instalada no Brasil, dá sempre um jeito de postar o que beneficia quem manda e desmanda no país. É muita coincidência!

Disfarça, mas nunca defende quem de fato apoia e tenta organizar os trabalhadores e a população mais pobre, sejam sindicatos, movimentos sociais, políticos, religiosos ou partidos mais vinculados à defesa da distribuição da renda e dos avanços das lutas da população negra, das mulheres, movimento LGBT e de direitos humanos – entre outros.

Quando não pode atacar diretamente, usa o discurso de que são todos iguais. Um discurso que esconde o poder do mais forte e tenta desestimular a reação dos explorados e oprimidos.

A união que disfarça a opressão

Por Celso Vicenzi – 21/6/2017.

Na hora em que as coisas não dão certo para a elite, chovem editoriais na imprensa do tipo “é hora de todos nos unirmos para sair da crise”. Não dizem, claro, quem criou a crise e, muito menos, o que têm a oferecer aos que menos tem. Vamos nos unir quem? A classe média? Que só bate panela contra corrupção em governos que ajudam os pobres? Que não quer a ascensão dos mais pobres? Unir em torno do quê? O de disfarçadamente continuar a levar vantagem em tudo? O de negar que o Brasil oferece privilégios a uma minoria que deles não quer abrir mãos? O discurso negado mas praticado do “tudo pela minha família” e danem-se os outros? Tenho pouquíssimas esperanças com a conscientização da classe média. Melhor investir na troca de saberes com a classe mais pobre, para que não seja ludibriada pela mídia e por quem quer que seja para votar em candidatos conservadores da elite que nunca farão nada para tirá-la da miséria. Se unir aos conservadores ou à direita mais fascista nunca será solução para os mais pobres.

As explicações de Dallagnol que não convencem (via clickpolitica.com.br)

Por Celso Vicenzi – 18/6/2017.

Ele pensa que todos os brasileiros são otários? Pego com a boca na botija vem com desculpinha escrota e esfarrapada? Ir com muita sede ao pote dá nisso.

Para alguns, basta dar tempo ao tempo para que mostrem a verdadeira cara. Este é também o sujeito moralista e combatente da corrupção que comprou imóveis do Minha Casa, Minha Vida para especular. O mesmo que junto com Moro e outros ídolos de pés de barro perseguem indícios criminosos num triplex e num sítio de pedalinhos que nunca pertenceram a Lula e não enxergam a festa da corrupção no Palácio do Planalto, comandada por Temer, Aécio e seus aliados golpistas. Só enganam analfabetos políticos que se deixam enganar por patos amarelos.

Leia o esclarecimento de Deltan Dallagnol, no Facebook (via www.clickpolitica.combr):

http://clickpolitica.com.br/geral/pra-rir-dallagnol-se-desespera-sobre-palestras-e-afirma-no-facebook-que-maior-parte-de-suas-palestras-e-de-graca

Promovem um golpe e querem que o povo não reaja?

Resultado de imagem para foto de um petista sendo xingado

Quem hoje se ofende com as agressões verbais esquece como elas começaram. 
Foto: jornalggn.com.br

Por Celso Vicenzi – 16/6/2017.

Primeiro, Fora Temer! Segundo, criar um clima de achincalhes, seja de esquerda ou de direita não é desejável, mas não dá para rodar os acontecimentos da história para trás. Portanto, aqui se faz, aqui se paga. Depois da violência do golpe vai ser difícil acalmar os ânimos. E é preciso ter noção do que é mais grave. A violência e a derrubada de direitos que estamos assistindo com o apoio desses comentaristas da Globo ou os protestos verbais por onde eles andam? O povo vai ter que aguentar, calado, toda a violência de que tem sido vítima desde o golpe?

Cada um vê o que quer e sabe de que lado deseja ficar. Há, por exemplo, quem fique ofendidíssimo e vai às redes protestar contra quem promove esses achincalhes (constrangedores, mas pacíficos) e, ao mesmo tempo, não diz nada e acha perfeitamente normal o que eles fazem, diariamente, nos veículos de comunicação, na defesa de um golpe que está ferrando e vai ferrar ainda mais com a população mais pobre.

Dão o golpe com o apoio da mídia e de seus principais jornalistas, destroem o país e acham que ninguém deve reagir ou falar nada por “educação”.

Ah, tá!

E esquecem como os golpistas xingavam aqueles que eram contra o golpe.

Informação, manipulação e ideologia

Resultado de imagem para imagens de manipulação da mídia

Foto: blogs.odiario.com

Por Celso Vicenzi – 14/6/2017.

Vivemos uma era em que tudo circula muito rapidamente nas redes sociais e é possível que, em algumas situações sejamos enganados sobre a veracidade de uma notícia ou de parte dela.

Claro, quanto mais críticos e bem informados, menores os riscos. Quando acontece e o internauta é idôneo, pede desculpas, corrige e retifica o mais rapidamente possível.

É diferente a situação de quem apura uma informação e tem a obrigação de ser o mais fiel possível aos acontecimentos e às fontes, daquela de quem lê uma notícia, um artigo etc e eventualmente divulga. Ninguém em sã consciência pode afirmar que os internautas vão dispor de tempo e meios para conferir se cada informação foi bem apurada ou não. Você confia mais em algumas fontes, em outras menos, mas ninguém está imune a erros.

Em muitos casos, as informações podem até ser verdadeiras, mas não estão contextualizadas suficientemente ou só contam uma parte.

Num país em que os grandes veículos de comunicação não têm se pautado, em grande parte, pela correta apuração técnica, pela necessária contextualização dos fatos, mas pelo protecionismo que oferecem a alguns e ataques desproporcionais disparados contra outros (situação que piorou muito nos últimos anos), divulgar o que outras correntes de opinião produzem é fundamental à democracia.

Os blogs e portais mais à esquerda também podem incidir nesses erros – embora tenham um peso muito menor e, portanto, de menor gravidade. O problema é que tem gente que só vê ou comenta os eventuais erros e equívocos de blogs e portais que se contrapõem ao jornalismo que se faz na grande mídia e, principalmente, não se ocupa da questão principal, que é o projeto de país que se desenha por trás de cada notícia ou opinião. Se é um modelo inclusivo, que pretende dar voz e vez à maioria da população, ou se aponta para a preservação de interesses de uma minoria privilegiada, num país que já é um dos 10 mais desiguais do planeta. É preciso ter sempre presente o que é o centro de todo o debate ou se entra em superficialidades, subterfúgios e sofismas.