Safatle: “Nos resta a desobediência sistemática a todas as ações governamentais” (via blog da Boitempo)

Por Vladimir Safatle – 19/5/2017 – via blog da Boitempo.

“Uma das bases da democracia é não submeter a soberania popular nem a decisões equivocadas feitas no passado,nem a instituições aberrantes. O povo não é prisioneiro dos erros do passado, mas sua vontade é sempre atual e soberana. Ele pode desfazer as leis que ele mesmo fez e destituir instituições que se mostram corrompidas”.

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https://blogdaboitempo.com.br/2017/05/19/safatle-nos-resta-a-desobediencia-sistematica-a-todas-as-acoes-governamentais

Moro, Lula e a justiça em país civilizado

Simples assim: em país civilizado, juiz não é investigador, não tem que procurar provas de condenação ou inocência, deve permanecer equidistante para julgar. E muito menos, ainda, achar que é celebridade.

Em frente ao parlamento alemão, Valeska Teixeira Martins e Geoffrey Robertson conversaram sobre o processo judicial de Lula.

https://www.facebook.com/Lulastruth/videos/1435100243202402/?autoplay_reason=gatekeeper&video_container_type=0&video_creator_product_type=2&app_id=2392950137&live_video_guests=0

A justiça desmoraliza-se

Por Celso Vicenzi – 20/5/2017.

Que justiça é essa que caça dono de triplex com documento sem assinatura e deixa livre, leve e solto um corruptor confesso que financiou políticos e sabe-se lá mais quem em todo o país? E que oferece enormes regalias a delatores dispostos a delatarem o que soa como música para seus ouvidos? Ninguém conseguirá desmoralizar mais a justiça do que os operadores do Direito.

Só o Lula tinha que saber, Meirelles e Moro, não?

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Meirelles, rindo da ingenuidade dos brasileiros? Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil. 

Por Celso Vicenzi – 20/5/2017.

Se Lula tinha que saber o que acontecia na Petrobras, Meirelles, que foi presidente do Conselho da JBS durante os anos em que a empresa repassou meio bilhão de reais a políticos, não deveria saber também? Ainda mais que era o gestor direto da empresa, ao contrário de Lula? E Moro não deveria saber que Cunha recebia propina até na prisão?

Se Moro anexa ao processo de Lula foto do ex-presidente com o presidente da OAS no sítio em Atibaia, como prova de suas relações com o dono da empreiteira, o que dizer das fotos com Moro rindo na maior intimidade com Aécio e Temer, e frequentando eventos promovidos por Doria?

Na justiça do Brasil, infelizmente, há muitos procedimentos que só valem para os outros, para os inimigos. Derrubaram Dilma – com o aval do STF – por conta de pedaladas fiscais que também foram praticadas por 17 governadores e até pelo golpista Temer, sem que fosse usado do mesmo rigor (aliás, ninguém deveria perder o mandato por isso).

Mas setores da mídia e do judiciário são muito seletivos (para usar uma palavra branda). Para eles, como dizem os manezinhos, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Diretor e diretoria não são a mesma coisa, certo Arnaldo?

Resultado de imagem para foto de Lula no depoimento a moro agencia brasil

Por Celso Vicenzi – 18/5/2017. Foto: Arquivo/Agência Brasil.

Lula no depoimento a Moro diz que fez apenas duas reuniões com a “direção” da Petrobras. O MP afirma que ele se reuniu 27 vezes com “diretores” da Petrobras. Ora, não é a mesma coisa.
Quem faz curso de jornalismo pelo método Moro, apressadamente, se contenta com aparências e ilações, mas é preciso prestar atenção: diretor e direção não são a mesma coisa.
 
O jornal Extra, por exemplo, chegou a pôr o erro em manchete (outros falaram em contradição): “Lula teve 27 encontros com a diretoria da Petrobras entre 2003 e 2010”. Errado. Segundo o próprio Ministério Público, há documentos que provam que Lula teria se reunido 27 vezes com diretores da Petrobras. Diretor é uma pessoa, não é um coletivo. Não é, portanto, uma diretoria.
 
Não vem ao caso, neste breve comentário, porque só quis demonstrar um equívoco da mídia e do MP, se Lula fez ou não fez o que quer que digam que tenha feito. Até porque reunir-se com diretor da Petrobras não é crime. É preciso haver algo mais concreto do que uma agenda com os nomes de quem participou. Negociaram propinas nessas reuniões? Bem, se tem essa comprovação, daí estamos diante de um crime.
 
Agendas de reuniões, ainda mais quando públicas, não provam nada. Salvo se estamos diante do método Moro de deduções, ilações e convicções.

Celso Amorim: A suspensão do Instituto Lula lembra o que aconteceu na Alemanha nazista

Por Celso Amorim, em Nocaute, via Viomundo. – 16/5/2017.

Se nós olharmos o que aconteceu em outras situações ditatoriais, se olharmos o que aconteceu na Alemanha nazista, aquelas pequenas ações que eram tomadas, muitas delas eram até dentro da lei. Dentro da lei que havia no momento ou da interpretação que se dava à lei.

Leia mais:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/celso-amorim-a-suspensao-do-instituto-lula-lembra-o-que-aconteceu-na-alemanha-nazista.html

Bauman e o momento político brasileiro (por Marcio Valley/via GGN)

Por Marcio Valley – 16/5/2017 – via GGN.

Quem é o autor e como se produz e reproduz o discurso ideológico hegemônico? A resposta é óbvia: siga o dinheiro, estúpido! A ideologia dominante deve produzir um mundo no qual a manutenção da ordem e a vontade de progresso sejam o padrão dominante de comportamento.

A manutenção da ordem deve ser entendida como a submissão ao ordenamento legal ainda que ao custo da fome e da própria vida. Rebeliões por insatisfação com a renda ou com as condições materiais de existência, mesmo as realizadas por populações incontroversamente miseráveis, deve ser vista pelo restante da população como coisa de baderneiros, terroristas e vândalos. Decisões públicas amargas, capazes de conduzir a miséria a níveis inimagináveis, devem ser percebidas pela maioria da população como dolorosas, porém inevitáveis.

Leia mais:

http://jornalggn.com.br/blog/marcio-valley/bauman-e-o-momento-politico-brasileiro-por-marcio-valley

Lula: a visão de uma anarquista (por Dora Incontri/via blog Dora Incontri)

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Por  Dora Incontri – 11/5/2017 – via blog Dora Incontri.

Nunca votei no Lula. Também não votei em Dilma. Nem em Fernando Henrique, nem em Collor. Não votei, porque sou anarquista. O que é ser anarquista? É ter consciência de que os sistemas de governo – todos, incluindo a democracia e incluindo os sistemas pretensamente socialistas que tivemos na história recente – estão sempre a serviço de alguma classe, de alguns privilegiados. O Estado é mantido pela violência militar e policial, que pode ser usada a qualquer momento contra o próprio povo ou contra outros povos. E sempre a serviço de interesses de grupos. No caso da democracia atual, ela está a serviço dos bancos, das corporações, dos lobbies, das elites locais e das elites internacionais. Em momentos menos ruins, sobram alguns direitos a mais para o povo. Em algumas tradições de construção estatal, com mais tempo sob influência de ideias sociais e igualitárias, como alguns países da Europa, houve maior oportunidade para o povo adquirir mais educação e um tanto mais de direitos – mas que agora estão sendo retirados em toda parte.

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https://doraincontri.com/2017/05/11/lula-a-visao-de-uma-anarquista