CNBB e mais de 70 bispos convocam população para a greve geral (por Outras Palavras)

A Igreja no Brasil acerta o passo com o Papa. Na foto, Francisco com o povo no Rio, em 2013.

Por Outras Palavras – 26/4/2017.

Além da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), pela voz de seu secretário-geral, dom Leonardo Steiner (aqui), 75 arcebispos e bispos de um universo de 308 na ativa neste momento no país lançaram convocações à população para a greve geral contra as reformas do governo Temer e a política de massacre dos pobres do país iniciada depois do golpe de Estado. É uma mobilização eclesial na direção dos pobres não vista desde o fim do regime militar no Brasil, sob o impacto da mudança de rumos que o Papa Francisco lidera na Igreja em todo o mundo.

Leia mais:

http://outraspalavras.net/maurolopes/2017/04/26/cnbb-e-mais-de-40-bispos-convocam-populacao-para-a-greve-geral/#more-1580

Em defesa da Petrobras

Circula pelas redes sociais – julho/2016.

– Não são só mais de 82 mil empregos* diretos e de 300 mil indiretos (dados de 2014 do Sinaval), que já estão sentindo o efeito AGORA, do setor naval, no qual a Petrobrás responde por 70% a 80% das encomendas;
– Não são só os 500 mil empregos*, segundo o Clube de Engenharia, que estão no “entorno” da Petrobrás;
– Não é só a maior empresa do país, contando estatais, mistas e privadas;
– Não é só a alavanca direta de 10% do PIB, com o setor de petróleo e gás contribuindo em 13% do mesmo (dados de 2014);
– Não é só uma empresa que investe R$ 300 milhões por dia no País;
– Não é só a última grande empresa responsável pela produção de ciência e tecnologia autenticamente nacionais;
– Não é só a descobridora de 14 bilhões (pós-sal) e 60 bilhões (pré-sal) de barris, contando apenas os comprovados, em apenas 8 anos de descoberta da camada pré-sal, podendo chegar tranquilamente a 200 bilhões de barris (é cogitado de 100 a 300 bilhões);
– Não são só mais de 7 mil postos de combustíveis (o que representa 40% de distribuição e venda de combustíveis no País), mais de 7 mil quilômetros de oleodutos, mais de 7 mil quilômetros de gasodutos, 21 terminais terrestres, 28 terminais aquaviários, 3 terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), 21 termelétricas e uma frota própria de 53 navios;
– Não é só um setor estratégico como o de energia;
– Não são só petróleo e gás, que movem guerras pelo mundo há décadas;
– Não é só a última empresa indutora de industrialização, enquanto vemos crescente desindustrialização dos demais setores (13,1% do PIB de 2013 correspondia a atividades industriais);
– Não é só uma capacitadora de fornecedores da indústria de base, na qual a Petrobrás responde por metades das encomendas;
– Não é só a maior estatal que temos;
– É tudo isso, e muito mais, junto.

Privatizar ou mesmo esvaziar a Petrobrás e atividades que a cercam, processo que já se encontra em andamento, é condenar o País à condição de “Fazendão”: desindustrializado, agrário e tecnologicamente paleolítico.
Esse é o grande golpe em curso.

*empregos também entendidos por “postos de trabalho”, ou seja, uma vez perdidos, dificilmente serão recuperados

Manifesto pela Democracia de Professores do Instituto de Letras da UFRGS (via Sul21)

TEMER2

Via Sul21 – 25/6/2016.

“(…) o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff constituiu rompimento inaceitável, que urge desfazermos, sob pena de permitirmos a perpetuação de um governo que, tanto pelo método de ascensão quanto pelo ideário manifesto por suas ações, já tornou evidente seu descompromisso com o bem-estar social, com a soberania nacional e com a democracia.”
Leia mais:
http://www.sul21.com.br/jornal/manifesto-pela-democracia-de-professores-do-instituto-de-letras-da-ufrgs

Agora na Justiça, o levante das mulheres (por Inês Castilho/via Outras Palavras)

160502-Mulheres2

Por Inês Castilho – 2/6/2016 – via Outras Palavras.

“Para DeFEMde, Rede Feminista de Juristas, não basta lutar por maior presença no Judiciário. É hora de um Direito que rompa dogmas tradicionais, reveja relações machistas e deixe de ser ferramenta para subjugar mulheres.”

Leia mais:

http://outraspalavras.net/blog/2016/06/02/defemde-formada-rede-feminista-de-juristas

Vídeo: O mundo contra o golpe

O Coletivo Brasil-Montreal divulga nesta terça-feira, 10 de maio, o vídeo “O mundo contra o golpe”, com a proposta de reunir vozes de diversas partes do mundo a favor da democracia no Brasil.

O vídeo foi produzido ao longo da última semana com a colaboração de pessoas e coletivos de brasileiros e brasileiras residentes no exterior. No total, aproximadamente 110 pessoas, residentes em 14 países, enviaram 75 mini-vídeos para ajudar na produção deste.

Com a realização e a divulgação deste vídeo, o Coletivo reafirma seu compromisso com a luta de todos os brasileiros e brasileiras em defesa do Estado Democrático de Direito no Brasil, independente do seu país de residência.

Agradecemos aos coletivos, brasileiros e brasileiras que, de muitos lugares do mundo, enviaram sua mensagem em defesa da democracia no Brasil! Assim como agradecemos a Laura Castro e Primavera das Mulheres por terem nos autorizado a usar sua bela música “Golpe no Tempo”. Gratidão!

Profissionais do Direito lançam Manifesto pela Democracia (via Brasil247)

Assinado por mais de 500 juízes, desembargadores, procuradores, promotores, defensores públicos e advogados, o “Manifesto pela Democracia”, contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi entregue nesta segunda (25) no Senado. O texto diz impeachment para imputar crime de responsabilidade “perfaz-se em juízo jurídico-político, que não dispensa a caracterização, pelos membros do Congresso Nacional, de quadro de certeza sobre a prática delituosa que se imputa à autoridade assim questionada”. O documento critica a votação da Câmara: “constitui-se em ato de flagrante ilegalidade, de ruptura da ordem democrática, de trauma constitucional que marcará a história do país de forma indelével e irreparável”. O texto alerta para a a repercussão internacional negativa do fato e pede que os senadores votem contra o impeachment.

Via Brasil247 – 25/4/2016.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/228206/Manifesto-democr%C3%A1tico-une-carreiras-jur%C3%ADdicas.htm

Podemos divulga duro manifesto contra o golpe no Brasil (por Miguel do Rosário/via Ocafezinho)

ScreenHunter_36 Apr. 19 16.53

Foto: mobilização antigolpe em Brasília. Crédito: Flickr Mídia Ninja.

Por 

O Podemos, a nova esquerda espanhola, foi direto ao ponto: “Consideramos imprescindível que se respeite a vontade do povo brasileiro, que reelegeu a Presidenta Dilma em 2014, ou que se modifique esse mandato pela única via democraticamente aceitável: vencer nas urnas.”

Obrigado, Podemos!

O manifesto dos psicanalistas contra o golpe (por Leonardo Miazzo/via Ocafezinho)

Abaixo-assinado na Petição Pública:

Manifesto dos psicanalistas a favor da democracia

Nós, psicanalistas, abaixo assinados, fazemos nossas as palavras subscritas por inúmeros professores universitários e as transcrevemos abaixo:

Nós, professores universitários abaixo assinados, vimos a público para reafirmar que o impeachment, instituto reservado para circunstâncias extremas, é um instrumento criado para proteger a democracia. Por isso, ele não pode jamais ser utilizado para ameaçá-la ou enfraquecê-la, sob pena de incomensurável retrocesso político e institucional.
Por julgar que o processo de impeachment iniciado na semana passada pelo presidente da Câmara dos Deputados serviria a propósitos ilegítimos, em outras ocasiões muitos de nós nos pronunciamos contrariamente à sua deflagração.
Com ele em curso, defendemos que o processo não pode ser ainda mais maculado por ações ou gestos oportunistas por parte de quaisquer atores políticos envolvidos. Papéis institucionais não podem, nem por um instante, ser confundidos com interesses políticos pessoais, nem com agendas partidárias de ocasião que desprezem o interesse da sociedade como um todo.
O processo de impeachment tampouco pode tramitar sem que o procedimento a ser seguido seja inteiramente conhecido pela sociedade brasileira, passo a passo. Um novo teste para a democracia consistirá, assim, em protegê-lo de lances obscuros ou de manobras duvidosas, cabendo ao Supremo Tribunal Federal aclarar e acompanhar, em respeito à Constituição, todas as etapas e minúcias envolvidas.
É inegável que vivemos uma profunda crise, mas acreditamos que a melhor forma de enfrentá-la é com o aprofundamento da democracia e da transparência, com respeito irrestrito à legalidade. Somente assim poderemos extrair algo de positivo deste episódio. Manobras, chicanas e chantagens ao longo do caminho só agravarão a dramática situação atual.
O que está em jogo agora são a democracia, o Estado de Direito e a República, nada menos. Acompanharemos tudo com olhos vigilantes e esperamos que, ao final do processo, a presidente da República possa terminar seu mandato.

Assinam 425 profissionais (*):

(*) Se você assinou esta petição, é psicanalista, e seu nome não aparece na lista abaixo, favor enviar email com nome completo e instituição paramanifestodospsicanalistas@gmail.com

Confira quem já assinou:

http://www.ocafezinho.com/2016/04/10/o-manifesto-dos-psicanalistas-contra-o-golpe

“Seria lamentável a primeira mulher eleita presidenta ser derrubada injustamente por homens corruptos” (via Viomundo)

http://linkis.com/www.viomundo.com.br/eC16w

5/4/2016.

Captura de Tela 2016-03-31 às 21.07.50

MANIFESTO FEMINISTA PELA SORORIDADE E DEMOCRACIA

Somos um grupo de mulheres sororárias, trazendo nossa declaração de apoio a você, presidente Dilma.

Sororidade é um substantivo feminino que não existe nos dicionários brasileiros.

Uma palavra que faz parte do campo semântico do feminismo, é derivada de soeur, do francês, cuja tradução é irmã.

Sororidade é, portanto, o irmanar-se entre mulheres. É vê-las, apesar das diferenças, unidas, no fato de sermos e vivermos mulher.

É a compreensão de que fazemos parte do coletivo, de um comum. De que não estamos sozinhas.

É uma palavra que, se vivida, produz sentimento potente que nasce no peito, que expande o peito. E faz com que não nos olhemos como adversárias, como não somos, mas como irmãs, que é a nossa essência.

E é por isso que estamos aqui, neste ato.

Como escreveu Maria Gabriela Saldanha: “a todo momento tentam nos matar em muitos níveis: sexual, emocional, politicamente. Dilma já teve câncer, já foi torturada com choques elétricos, abusada nos porões da ditadura militar, vem sendo chamada de puta nas varandas das elites, teve adesivo simulando estupro com o seu rosto estampado nos carros e ainda está de pé. Dilma ainda está de pé. Nós estamos de pé com ela, eu queria muito poder dizer isso pessoalmente”.

E nós viemos aqui para dizer isso pessoalmente.

Dilma, você é um pouco de cada uma de nós. Mulher. Mulheres. Mulheres nascidas ou vividas. Mulheres descobertas.

Nos consterna ver e ouvir os sistemáticos ataques violentos de ordem sexista contra a Presidenta da República, Dilma Rousseff, desde que assumiu este cargo.

Em um contexto de grave crise política, tais ataques tem se tornado ainda mais violentos.

Nenhuma discordância política ou protesto pode abrir margem e/ou justificar a banalização da violência de gênero – prática patriarcal e misógina que é, por essência, o antagonismo da dignidade humana.

A solidez de uma democracia é também medida pela igualdade de gênero.

No Brasil, mesmo em contexto democrático, continuamos lutando para que as mulheres sejam tratadas de forma igualitária e isonômica em todos os ambientes, em todas as dimensões do cotidiano.

E essa luta é árdua, nós sabemos. Mas para que ela continue e para que as conquistas avancem, nós necessitamos do Estado de Direito e da plenitude democrática das instituições.

É por isso que, neste contexto, nós, feministas, decidimos nos manifestar contra a possibilidade de um golpe de Estado no Brasil.

Um golpe que, diferente do último que o Brasil experimentou, não será protagonizado pelas Forças Armadas.

Um golpe que consiste na ruptura com as práticas democráticas e com a ordem constitucional.

Articulado por elites políticas e econômicas dispostas a ilegitimamente criar condições para a instabilidade unicamente para, em seguida, recompor uma estabilidade que lhes convém.

Querem forçar a saída, à revelia da lei, da Presidenta Dilma de seu cargo, conquistado legitimamente por duas vezes por meio de eleições democráticas, salvo comprovação de crime comum ou de responsabilidade. Somente pelo voto deve se dar a alternância de poder.

Nosso posicionamento contra o golpe não significa apoio incondicional ao Partido dos Trabalhadores ou à gestão da Presidenta.

Os rumos da política conduzidos pela atual administração muitas vezes negligenciaram os nossos direitos bem como os de outros grupos sociais historicamente vulnerabilizados: negros e negras, população indígena, pessoas LGBTs, dentre outros.

Contudo, entendemos que o retrocesso contido na possibilidade de ascensão do projeto conservador, constitui um grave risco e fragiliza as conquistas dos últimos anos, especialmente aquelas que beneficiam as camadas populares na qual recaem as obrigações e os deveres sociais: as mulheres negras e de baixa renda.

São conquistas como o Bolsa Família, do qual mulheres são 93% dos titulares do cartão. Como as cotas, o PROUNI e o FIES, que não só aumentaram o números de pobres e negros nas universidades, como o números de mulheres.

Como a Lei Maria da Penha, sancionada pelo ex-presidente Lula em 2007 e considerada um exemplo internacional de legislação de combate à Violência contra a Mulher pela ONU.

Como a PEC das domésticas, que assegurou direitos trabalhistas para as trabalhadoras domésticas, já que o trabalho doméstico é majoritariamente feminino, e negro, no Brasil.

Conquistas como o programa Minha Casa Minha Vida, que prioriza mulheres como titulares e tem 94% de mulheres entre os beneficiários das residências para baixa renda.

Alertamos que, em contextos de crise econômica mundial, a História nos mostra que não é novidade o avanço da extrema direita na arena política. O Brasil não é exceção.

O réu Eduardo Cunha e o deputado Bolsonaro, dentre outros seguidores da cartilha ultraconservadora, tem como plataforma política o ataque aos direitos coletivos e às liberdades individuais, mas, principalmente, o ataque à vida das mulheres.

Cunha, inclusive, já se articula para aprovar lei que dificulta o aborto até em casos de estupro, algo que já é permitido pelo Código Penal brasileiro desde 1984.

Finalmente, há que se pensar que no plano simbólico seria lamentável que a primeira mulher eleita presidenta no Brasil fosse derrubada injustamente por homens que são, comprovadamente, corruptos.

São 54,5 milhões de votos em um país de maioria de mulheres, negros e pobres. E é por elas e por eles que defendemos que essa escolha seja mantida.

Queremos que a jovem democracia brasileira sobreviva e possa amadurecer. Porque ela é condição fundamental para que possamos avançar nas políticas de igualdade de gênero no país.

#MulheresComDilma
#FeministaspelaDemocracia
# NãovaiterGolpe

Escrito por Stephanie Ribeiro, Manoela Miklos, Mara Coradelo, Antonia Pellegrino