Diretor e diretoria não são a mesma coisa, certo Arnaldo?

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Por Celso Vicenzi – 18/5/2017. Foto: Arquivo/Agência Brasil.

Lula no depoimento a Moro diz que fez apenas duas reuniões com a “direção” da Petrobras. O MP afirma que ele se reuniu 27 vezes com “diretores” da Petrobras. Ora, não é a mesma coisa.
Quem faz curso de jornalismo pelo método Moro, apressadamente, se contenta com aparências e ilações, mas é preciso prestar atenção: diretor e direção não são a mesma coisa.
 
O jornal Extra, por exemplo, chegou a pôr o erro em manchete (outros falaram em contradição): “Lula teve 27 encontros com a diretoria da Petrobras entre 2003 e 2010”. Errado. Segundo o próprio Ministério Público, há documentos que provam que Lula teria se reunido 27 vezes com diretores da Petrobras. Diretor é uma pessoa, não é um coletivo. Não é, portanto, uma diretoria.
 
Não vem ao caso, neste breve comentário, porque só quis demonstrar um equívoco da mídia e do MP, se Lula fez ou não fez o que quer que digam que tenha feito. Até porque reunir-se com diretor da Petrobras não é crime. É preciso haver algo mais concreto do que uma agenda com os nomes de quem participou. Negociaram propinas nessas reuniões? Bem, se tem essa comprovação, daí estamos diante de um crime.
 
Agendas de reuniões, ainda mais quando públicas, não provam nada. Salvo se estamos diante do método Moro de deduções, ilações e convicções.

O que a mídia brasileira não diz, a estrangeira revela

Maio de 2017. Circula no FB.

A cobertura da Greve Geral no Brasil (Al Jazeera)

Canal internacional detona poder manipulador da Globo e critica cobertura feita pelos canais de TV brasileiros sobre a greve geral no Brasil: "A mídia no Brasil é um oligopólio dominado por poucos grupos. Há interesses econômicos muito fortes influenciando a narrativa. Há muito pouco espaço para a classe trabalhadora. É sempre a elite falando para o povo com sua própria ideologia e visão de mundo".Para mais vídeos legendados, curta a página Televisão do Mundo.

Publicado por Televisão do Mundo em Segunda, 15 de maio de 2017

Bauman e o momento político brasileiro (por Marcio Valley/via GGN)

Por Marcio Valley – 16/5/2017 – via GGN.

Quem é o autor e como se produz e reproduz o discurso ideológico hegemônico? A resposta é óbvia: siga o dinheiro, estúpido! A ideologia dominante deve produzir um mundo no qual a manutenção da ordem e a vontade de progresso sejam o padrão dominante de comportamento.

A manutenção da ordem deve ser entendida como a submissão ao ordenamento legal ainda que ao custo da fome e da própria vida. Rebeliões por insatisfação com a renda ou com as condições materiais de existência, mesmo as realizadas por populações incontroversamente miseráveis, deve ser vista pelo restante da população como coisa de baderneiros, terroristas e vândalos. Decisões públicas amargas, capazes de conduzir a miséria a níveis inimagináveis, devem ser percebidas pela maioria da população como dolorosas, porém inevitáveis.

Leia mais:

http://jornalggn.com.br/blog/marcio-valley/bauman-e-o-momento-politico-brasileiro-por-marcio-valley

E segue o jornalismo de ocasião…

Num dos telejornais matutinos locais, o comentarista, ao abordar as “pedaladas fiscais” do governador Raimundo Colombo, minimizou o problema e previu que tudo deve terminar, provavelmente, com a aprovação das contas com ressalvas, por parte do Tribunal de Contas do Estado.

Em nenhum momento o jornalista contextualizou a questão com o mesmo “crime” que tirou uma presidenta da República do poder. “Pedaladas” que, aliás, outros 17 governadores também fizeram e terminarão impunes. Depois que o golpe ficou explícito, ninguém mais quer falar disso. E assim segue o jornalismo de ocasião, sem contextualizar os fatos, tratando problemas iguais de forma diferente.

Lula: a visão de uma anarquista (por Dora Incontri/via blog Dora Incontri)

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Por  Dora Incontri – 11/5/2017 – via blog Dora Incontri.

Nunca votei no Lula. Também não votei em Dilma. Nem em Fernando Henrique, nem em Collor. Não votei, porque sou anarquista. O que é ser anarquista? É ter consciência de que os sistemas de governo – todos, incluindo a democracia e incluindo os sistemas pretensamente socialistas que tivemos na história recente – estão sempre a serviço de alguma classe, de alguns privilegiados. O Estado é mantido pela violência militar e policial, que pode ser usada a qualquer momento contra o próprio povo ou contra outros povos. E sempre a serviço de interesses de grupos. No caso da democracia atual, ela está a serviço dos bancos, das corporações, dos lobbies, das elites locais e das elites internacionais. Em momentos menos ruins, sobram alguns direitos a mais para o povo. Em algumas tradições de construção estatal, com mais tempo sob influência de ideias sociais e igualitárias, como alguns países da Europa, houve maior oportunidade para o povo adquirir mais educação e um tanto mais de direitos – mas que agora estão sendo retirados em toda parte.

Leia mais:

https://doraincontri.com/2017/05/11/lula-a-visao-de-uma-anarquista

A falsa narrativa de que Lula culpou dona Marisa (por Milly Lacombe/via blog da Milly

Por Milly Lacombe – 14/5/2017 – via blog da Milly.

Não conheço Lula, nunca o vi na vida e nunca votei nele, mas se tem uma coisa que me tira de eixo, além das derrotas do Corinthians, são injustiças e preconceitos. E, na mesma escala, o uso indevido da imagem de alguém que não está mais aqui.

Se Lula é culpado de alguma coisa não posso dizer. Não posso dizer nem se minha mãe é culpada de alguma coisa, mas o que posso dizer é que se um dia minha mãe for suspeita de crimes eu gostaria que ela tivesse direito a um julgamento justo, que fosse justamente divulgado pela imprensa, e que, se condenada, fosse condenada a partir de provas e não de desejos e de crenças.

Leia mais:

https://blogdamilly.com/2017/05/14/a-falsa-narrativa-de-que-lula-culpou-dona-marisa

 

 

Para caçar Lula, Judiciário destruiu o que havia de Constituição e Estado de Direito (por Roberto Tardelli/via Justificando)

Para caçar Lula, Judiciário destruiu o que havia de Constituição e Estado de Direito

Por Roberto Tardelli – 10/5/2017 – via Justificando. Foto: Lula Marques/AGPT.

Muitos de nós acreditávamos que houvesse efetivamente uma Constituição. Antes dela, houve outras, nenhuma delas nascida para ficar, mas para cumprir uma espécie de mandato-tampão, de duração indeterminada, mas, desejadamente a mais curta possível. Nos cursos de graduação em Direito, era uma matéria de segunda classe, que começava como Teoria Geral do Estado e terminava como Direito Constitucional, um ou dois semestres, no máximo. Suas correlatas Direito Civil, Direito Penal, Processo penal e a princesa dos currículos, Processo Civil, eram muito mais atraentes e significativas. Havia umas coisas exóticas para tapar buraco, mas nunca se viu um Direito Constitucional IV, por exemplo. Os professores eram bons oradores, mas, pouquíssimos abordavam a Constituição como ente jurídico. Era um elfo. Ninguém precisava ser jurista para lecionar Direito Constitucional, bastando que fosse um liberal clássico, até porque no regime militar não havia essa preocupação.

Leia mais:

http://justificando.cartacapital.com.br/2017/05/10/para-cacar-lula-judiciario-destruiu-o-que-havia-de-constituicao-e-estado