Sermão sobre as injustiças e os ataques aos trabalhadores, acobertados pela mídia

Mensagem dos Bispos e da CNBB sobre a atual crise no país.

Bispos e da CNBB sobre a atual Crise

Mensagem dos Bispos e da CNBB sobre a atual Crise

Publicado por O silêncio do Justo em Segunda, 5 de junho de 2017

CNBB e mais de 70 bispos convocam população para a greve geral (por Outras Palavras)

A Igreja no Brasil acerta o passo com o Papa. Na foto, Francisco com o povo no Rio, em 2013.

Por Outras Palavras – 26/4/2017.

Além da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), pela voz de seu secretário-geral, dom Leonardo Steiner (aqui), 75 arcebispos e bispos de um universo de 308 na ativa neste momento no país lançaram convocações à população para a greve geral contra as reformas do governo Temer e a política de massacre dos pobres do país iniciada depois do golpe de Estado. É uma mobilização eclesial na direção dos pobres não vista desde o fim do regime militar no Brasil, sob o impacto da mudança de rumos que o Papa Francisco lidera na Igreja em todo o mundo.

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http://outraspalavras.net/maurolopes/2017/04/26/cnbb-e-mais-de-40-bispos-convocam-populacao-para-a-greve-geral/#more-1580

Monja ameaçada de morte: disse que Maria fazia sexo com o marido! (por Mauro Lopes/via Caminho pra Casa)

A monja dominicana Lucía Caram.

Por Mauro Lopes – 4/2/2017 – via Caminho pra Casa.

É significativo que ao lado de virgindade e castidade, a imagem mais recorrente dos conservadores para Maria é a da mulher “pura”. À pureza contrapõe-se a impureza, ao limpo o sujo. Ser virgem e casta, portanto, é manter-se pura. Abandonar a virgindade é abandonar a pureza, entregar-se à “sujeira”. Sexo, portanto, é o caminho da impureza e da sujeira. Pode parecer pueril, e o é,  mas em pleno século XXI os conservadores ainda pretendem manter incólume tal lógica.

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http://outraspalavras.net/maurolopes/2017/02/04/monja-ameacada-de-morte-disse-que-maria-fazia-sexo-com-o-marido

Achille Mbembe: “A era do humanismo está terminando”

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http://www.ihu.unisinos.br/564255-achille-mbembe-a-era-do-humanismo-esta-terminando

 

Prisões do novo ano: a verdade do aquém (por Clarisse Gurgel/via blog da Boitempo)

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Por Clarisse Gurgel – 13/1/2017 – via blog da Boitempo.

Para as tantas mães e esposas que aguardam notícias de seus parentes presos, o Estado nada oferece de amparo. Apenas aquela que encarna o mais novo modelo de ONG, o empreendimento substitutivo da política pública, a Igreja Evangélica, é que fornece refrigerantes, água e pães aos aflitos. Algo que nos faz repensar as tarefas do partido revolucionário.

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https://blogdaboitempo.com.br/2017/01/13/prisoes-do-novo-ano-a-verdade-do-aquem

Natal dos covardes

A data já passou, mas tem Natal todos os anos. Por isso, deixo registrado essa mensagem, para uma reflexão.

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Cidade de Goiás (GO) – Encenação da via sacra de Jesus Cristo, durante a procissão do fogaréu na cidade de Goiás. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

Natal dos covardes 
Por Marcelo Freixo.

O que diriam os pregadores da intolerância, os obreiros do justiçamento, os apóstolos do olho por olho dente por dente sobre um homem que manifestou seu amor por um ladrão condenado e lhe prometeu o paraíso? Brandiriam o velho sermonário: bandido bom é bandido morto?

Hoje, quase todos os brasileiros, inclusive os cônscios moralistas da violência que amarram adolescentes em postes para linchá-los, se reunirão com suas famílias para celebrar mais uma vez o nascimento desse homem.

Sujeito, aliás, que respondeu à provocação: está com pena? Então, leva para casa! Pois, é. Jesus Cristo prometeu levar o ladrão para casa. “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”, diz o evangelho de Lucas.

Jesus optou pelos oprimidos e renegados, pelos miseráveis, leprosos, prostitutas, bandidos. Solidarizou-se com o refugo da sociedade em que viveu, contestou a ordem que os excluiu.

O Cristo bíblico foi um dos primeiros e mais inspiradores defensores dos direitos humanos e morreu por isso. Foi perseguido, supliciado e executado pelo Império Romano para servir de exemplo.

Assim como servem de exemplo os jovens que são espancados e crucificados em postes, na ilusão de que a violência se resolve com violência. Conhecemos a mensagem cristã, mas preferimos a prática romana. Somos os algozes.

Questiono-me sobre o que seria dele em nossa Jerusalém de justiceiros. Não sei se sobreviveria. É perigoso defender a tolerância, o amor ao próximo e o perdão quando o ódio é tão banal. Como escreveu Guimarães Rosa: “quando vier, que venha armado”.

Não é difícil imaginar por onde ele andaria. Sem dúvida, não estaria com os fariseus que conclamam a violência e fazem negócios, inclusive políticos, em seu nome.

Caminharia pelos presídios, centros de amnésia da nossa desumanidade, onde entulhamos aqueles que descartamos e queremos esquecer, os leprosos do século 21. Impediria que homossexuais fossem apedrejados, mulheres violentadas e jovens negros linchados em praça pública. Estaria com os favelados, sertanejos, sem tetos e sem terras.

Por ironia, no próximo Natal, aqueles que defendem a redução da maioridade penal, pregam o endurecimento do sistema prisional, sonham com a pena de morte e fingem não ver os crimes praticados pelo Estado contra os pobres receberão um condenado em suas casas.

Diante da mesa farta, espero que as ideias e a história desse homem sirvam, pelo menos, como uma provocação à reflexão. Paulo Freire dizia que amar é um ato de coragem. Deixemos então o ódio para os covardes.

Feliz Natal!

Papa compara muitos padres e bispos a Judas por sua “vida dupla”

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O Papa na Praça São Pedro, chegando para Audiência Geral em 13 de novembro

Por Mauro Lopes – 6/12/2016 – via Caminho pra Casa e Outras Palavras.

O Papa Francisco voltou a investir hoje (6) contra o clericalismo e acusou muitos padres de bispos de terem vida dupla, comparando-os a Judas, o discípulo que traiu Jesus:

A mais perfeita ovelha perdida no Evangelho é Judas: um homem que sempre, sempre tinha algo de amargo no coração, algo a criticar nos outros, sempre separado. Não sabia da doçura da gratuidade de viver com todos os outros. E sempre, esta ovelha não estava satisfeita – Judas não era um homem satisfeito! – fugia. Fugia porque era ladrão, ia para aquele outro lado, ele. Outros são luxuriosos, outros… Mas sempre escapam porque têm aquela escuridão no coração que o separa do rebanho. E aquela vida dupla, aquela vida dupla de tantos cristãos, e também, com dor, podemos dizer, sacerdotes, bispos…

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http://outraspalavras.net/maurolopes/2016/12/06/papa-compara-muitos-padres-e-bispos-a-judas-por-sua-vida-dupla