“Elite brasileira acha que tem direito a saquear a coisa pública”, diz historiador (por Clarissa Neher/via Deutsche Welle Brasil e Pragmatismo Político)

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Por Clarissa Neher – 19/6/2017 – via Deutsche Welle Brasil e Pragmatismo Político.

“Brasil tem elite que se considera superior ao restante da população e que, por isso, acha que tem direito a saquear a coisa pública”, diz historiador.

Para o historiador João Cezar de Castro Rocha, a cordialidade é uma característica de sociedades hierárquicas e desiguais. Em entrevista à DW Brasil, o autor dos livros Literatura e cordialidade: O público e o privado na cultura brasileira e Cordialidade à brasileira: mito ou realidade? debate o conceito de homem cordial e sua ligação com a corrupção.

O problema da corrupção endêmica no Brasil só terá solução quando efetivamente constituirmos uma nação, quando em lugar de homem cordiais e elites que se consideram superior aos outros, nós formos de fato todos cidadãos“, destaca Castro Rocha.

Leia mais:

 https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/06/elite-direito-saquear-publica-historiador.html

Promovem um golpe e querem que o povo não reaja?

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Quem hoje se ofende com as agressões verbais esquece como elas começaram. 
Foto: jornalggn.com.br

Por Celso Vicenzi – 16/6/2017.

Primeiro, Fora Temer! Segundo, criar um clima de achincalhes, seja de esquerda ou de direita não é desejável, mas não dá para rodar os acontecimentos da história para trás. Portanto, aqui se faz, aqui se paga. Depois da violência do golpe vai ser difícil acalmar os ânimos. E é preciso ter noção do que é mais grave. A violência e a derrubada de direitos que estamos assistindo com o apoio desses comentaristas da Globo ou os protestos verbais por onde eles andam? O povo vai ter que aguentar, calado, toda a violência de que tem sido vítima desde o golpe?

Cada um vê o que quer e sabe de que lado deseja ficar. Há, por exemplo, quem fique ofendidíssimo e vai às redes protestar contra quem promove esses achincalhes (constrangedores, mas pacíficos) e, ao mesmo tempo, não diz nada e acha perfeitamente normal o que eles fazem, diariamente, nos veículos de comunicação, na defesa de um golpe que está ferrando e vai ferrar ainda mais com a população mais pobre.

Dão o golpe com o apoio da mídia e de seus principais jornalistas, destroem o país e acham que ninguém deve reagir ou falar nada por “educação”.

Ah, tá!

E esquecem como os golpistas xingavam aqueles que eram contra o golpe.

Dois pesos e duas medidas: 11 situações em que os jornais esqueceram a isenção (por Amanda Miranda/via ObjETHOS)

Por Amanda Miranda – 5/6/2017 – via ObjETHOS.

Para quem acompanha a crítica de mídia ou mesmo as pesquisas sobre comunicação e jornalismo, não é novidade nenhuma lembrar que imparcialidade, neutralidade e objetividade têm se firmado como mitos na prática jornalística. No geral, são valores acionados pelos veículos ao se apresentarem ao público, mas facilmente contestáveis ao estudarmos suas notícias nas mais variadas formas.

No recém-lançado projeto editorial da Folha de S. Paulo, por exemplo, um dos princípios indica que o jornal irá “manter atitude apartidária, desatrelada de governos, oposições, doutrinas, conglomerados econômicos e grupos de pressão”, o que sugere uma busca por um espaço neutro, afastado de quaisquer interesses.

Já os princípios editoriais do grupo Globo reconhecem a impossibilidade de atingirem por completo o valor que chamam de isenção, mas lembram que ela deve ser uma meta em suas notícias. “Sem isenção, a informação fica enviesada, viciada, perde qualidade. Diante, porém, da pergunta eterna – é possível ter 100% de isenção? – a resposta é um simples não. Assim como a verdade é inexaurível, é impossível que alguém possa se despir totalmente do seu subjetivismo. Isso não quer dizer, contudo, que seja impossível atingir um grau bastante elevado de isenção”.

Mas como é possível atingir essa isenção ou essa atitude apartidária em momentos de crise política e de intensa polarização? É possível manter a crítica a todos os grupos políticos no mesmo tom? Sendo esses veículos grandes empresas de comunicação, não devemos inferir que sua aproximação com os interesses do mercado e dos seus grupos de apoio são inevitáveis?

Para tentar compreender melhor essas questões, investigamos 54 capas dos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e O Globo nos últimos 18 meses – que compreendem períodos imediatamente anteriores ao impeachment de Dilma Rousseff e a transição de um governo interino para o governo Michel Temer. Dessas, selecionamos 36, reunidas em 11 tópicos que indicam o posicionamento dos jornais para além do que eles dizem explicitamente.

Leia mais:

https://objethos.wordpress.com/2017/06/05/dois-pesos-e-duas-medidas-11-situacoes-em-que-os-jornais-esqueceram-a-isencao

 

O machismo também mora nos detalhes (por Maíra Liguori/via Think Olga)

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Por Maíra Liguori – 9/4/2015 – via Think Olga.

Quando você pensa em machismo, o que vem à sua cabeça? Estupro, violência doméstica, restrição econômica, submissão e subserviência. Porém, existem alguns comportamentos machistas que permeiam nosso cotidiano e sequer nos damos conta. Gestos que parecem inofensivos, mas na verdade roubam nossa força, nosso espaço e limitam as possibilidades das mulheres. Mas estamos de olho! A Think Olga traz uma explicação sobre quatro tipos de machismo invisíveis para te ajudar a combatê-los no seu dia-a-dia: manterruptingbropriating, mansplaining e gaslighting. São comportamentos batizados em inglês sem tradução oficial. Mas também achamos imprescindível pensarmos em versões em português!

Leia mais:

http://thinkolga.com/2015/04/09/o-machismo-tambem-mora-nos-detalhes

Pesquisa identifica evasão escolar na raiz da violência extrema no Brasil (Thiago Guimarães/via BBC Brasil)

Grupo de 20 adolescentes recapturados após fuga de unidade de internação no DF em dezembro de 2015

Adolescentes recapturados após fuga de unidade de internação no Distrito Federal em 2015; estudo analisou formação de jovens violentos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Por Thiago Guimarães – 28/5/2017 – via BBC Brasil.

Dois grupos de jovens de idade semelhante, todos homens, pobres e criados na mesma região. Um grupo vira matador e o outro, trabalhador. Por quê?

O sociólogo Marcos Rolim procurou essa resposta ao investigar a violência extrema, aquela que mata ou fere mesmo quando não há provocação nem reação da vítima. Modalidade que, acredita ele, está em alta no Brasil.

Leia mais:

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40006165?ocid=socialflow_facebook

Diesel matou 38 mil em 2015, diz estudo (por Luciana Vicária/via Observatório do Clima)

Carros em congestionamentos liberam uma grande quantidade de poluentes. Estudo revela a diferença exorbitante entre as emissões reais dos veículos a diesel e as permitidas por lei. Foto: divulgação

Carros em congestionamentos liberam uma grande quantidade de poluentes. Estudo revela a diferença exorbitante entre as emissões reais dos veículos a diesel e as permitidas por lei. Foto: divulgação.

Por Luciana Vicária – 15/5/2017 – via Observatório do Clima.

Cientistas analisaram efeitos de subprodutos tóxicos da queima do combustível sobre mortes precoces em 11 países, inclusive o Brasil, cujo Congresso quer liberá-lo para carros de passeio.

Leia mais:

http://www.observatoriodoclima.eco.br/diesel-matou-38-mil-em-2015-diz-estudo