Prostitutas discutem formas de romper o estigma e acessar direitos (por Paula Guimarães/via portal Catarinas)

Debate integrou as comemorações de 30 anos do Movimento Brasileiro das Prostitutas/Foto: Assessoria FG.

Por Paula Guimarães – 8/8/2017 – via portal Catarinas.

Pela primeira vez em mais de vinte anos de realização do Seminário Internacional Fazendo Gênero, o putafeminismo protagonizou uma mesa redonda com a presença de ativistas prostitutas. “Um século e meio de abolicionismo: prostituição, criminalização e o controle da mulher” teve participação de Monique Prada, fundadora da Central Única das Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS), Melinda Mindy Chateauvert, historiadora do movimento das trabalhadoras sexuais, e Pye Jakobsson, presidenta do NSWP, organização internacional para profissionais do sexo. O evento que discutiu as ameaças em relação ao exercício da atividade no Brasil segue em mais quatro cidades como parte das comemorações de 30 anos do Movimento Brasileiro das Prostitutas.

Leia mais:

http://catarinas.info/prostitutas-discutem-formas-de-romper-o-estigma-e-acessar-direitos

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Brasil é líder em mortes por conflitos fundiários, destaca relatório da Global Witness

Brasil é líder em mortes por conflitos fundiários, destaca relatório da Global Witness

Imagem: Pixabay.

Por Ministério Público Federal/Procuradoria-Geral da República – 7/8/2017.

Em 2016, o país registrou 49 assassinatos de defensores do direito à terra. Documento traz recomendações para enfrentamento ao problema.

Leia mais:

http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/brasil-e-lider-em-mortes-por-conflitos-fundiarios-destaca-relatorio-da-global-witness

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A ideologia racista como mito fundante da sociedade brasileira (por Juliana Borges/via blog da Boitempo)

Manifestante em vigília pela liberdade de Rafael Braga Vieira realizada na Avenida Paulista em São Paulo, abril de 2017. Hoje, dia 8 de agosto de 2017, seu habeas corpus foi negado e ele continua encarcerado. Foto: Jorge Ferreira / Mídia Ninja.

Por Juliana Borges – 8/8/2017 – via blog da Boitempo.

A “fundação” de nosso país acontece tendo a escravidão baseada na hierarquização racial como pilar. O racismo é uma das ideologias fundadoras da sociedade brasileira, assim como a violência. Um exemplo objetivo sobre isso é que diversos manuais e livros de história apontam que, no início da invasão portuguesa, estimava-se uma população de indígenas em torno de 2 milhões de pessoas nestas terras. Em 1819, a estimativa cai para cerca de 800.000 indígenas. O tráfico de africanos sequestrados teve início em 1549. Estima-se que, até a proibição do tráfico transatlântico, cerca de 5 milhões de africanos foram sequestrados e escravizados no Brasil. Algo tão fundamental no processo de formação do país, não some em um estalar de olhos pela simples destituição da monarquia, estabelecimento do republicanismo e por pretensões modernizantes.

Leia mais:

https://blogdaboitempo.com.br/2017/08/08/a-ideologia-racista-como-mito-fundante-da-sociedade-brasileira

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O programa secreto do capitalismo totalitário (por George Monbiot/via Outras Palavras)

170725-Koch

Por George Monbiot – 25/7/2017 – via Outras Palavras. Tradução: Antonio Martins.

Como Charles Koch e outros bilionários financiaram, nas sombras, um projeto político que implica devastar o serviço público e o bem comum, para estabelecer a “liberdade total” do 1% mais rico.

Leia mais:

http://outraspalavras.net/destaques/o-programa-secreto-do-capitalismo-totalitario

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Ode ao burguês, por Mário de Andrade

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiburi!
Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano!
“— Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
— Um colar… — Conto e quinhentos!!!
Más nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
[Mário de Andrade, Ode ao burguês]

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Bactérias e Filosofia no interior de Minas (por Maurício Ayer/via Outras Palavras)

Santo Casamenteiro, recém-chegado da França, onde conquistou uma medalha de prata.

Por Maurício Ayer (texto e fotos) – 2/8/2017 – via Outras Palavras.

Ou de como se descobre (entre queijos e mesa de bar) que a vida ultra-virtualizada das metrópoles nos aliena tanto da natureza quanto das chances de sentir e transformar o mundo.

Leia mais:

http://outraspalavras.net/mauricioayer/2017/08/02/bacterias-e-filosofia-interior-de-minas

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Poema de Rupi Kaur

você me diz para ficar quieta porque
minhas opiniões me deixam menos bonita
mas não fui feita com um incêndio na barriga
para que pudessem me apagar
não fui feita com leveza na língua
para que fosse fácil de engolir
fui feita pesada
metade lâmina metade seda
difícil de esquecer e não tão fácil
de entender

(Do livro “Outros jeitos de usar a boca”, de Rupi Kaur, editora Planeta).

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