“Elite brasileira acha que tem direito a saquear a coisa pública”, diz historiador (por Clarissa Neher/via Deutsche Welle Brasil e Pragmatismo Político)

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Por Clarissa Neher – 19/6/2017 – via Deutsche Welle Brasil e Pragmatismo Político.

“Brasil tem elite que se considera superior ao restante da população e que, por isso, acha que tem direito a saquear a coisa pública”, diz historiador.

Para o historiador João Cezar de Castro Rocha, a cordialidade é uma característica de sociedades hierárquicas e desiguais. Em entrevista à DW Brasil, o autor dos livros Literatura e cordialidade: O público e o privado na cultura brasileira e Cordialidade à brasileira: mito ou realidade? debate o conceito de homem cordial e sua ligação com a corrupção.

O problema da corrupção endêmica no Brasil só terá solução quando efetivamente constituirmos uma nação, quando em lugar de homem cordiais e elites que se consideram superior aos outros, nós formos de fato todos cidadãos“, destaca Castro Rocha.

Leia mais:

 https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/06/elite-direito-saquear-publica-historiador.html

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26 vídeos, filmes e documentários para você repensar a sua relação com comida (por Ana Beatriz Rosa/via HuffPost Brasil)

Rawpixel Via Getty Images. Você sabe o que está comendo?

Por Ana Beatriz Rosa – 9/5/2017 – via HuffPost Brasil.

Existem vilões? E os ‘super foods’? Comida é remédio? Açúcar é droga? Preciso de dieta? Como alcançar o equílibrio?

Leia mais:

http://www.huffpostbrasil.com/2017/05/09/26-videos-filmes-e-documentarios-para-voce-repensar-a-sua-relac_a_22076172/?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

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Elas imprimiram o clitóris em 3D (é maior do que você pensava) – por Nathalia Ziemkiewicz/via Yahoo Vida e Estilo

Julieta Jacob e Caroline Arcari com o modelo de clitóris em 3D, cuja comercialização é pioneira no Brasil (Divulgação/Clitóri-se).

Por Nathalia Ziemkiewicz – 14/6/2017 – via Yahoo Vida e Estilo.

Essa coisinha fofa que parece ter pescoço-braços-peitos é um clitóris. Nunca mais o subestime: é bem maior que uma ervilha, mais potente que qualquer pênis, responsável por todos os orgasmos femininos. Ao longo da História, ele foi ignorado pela medicina e condenado por religiões. Ainda hoje, segue desconhecido entre as pernas de algumas e minimizado pela vaidade de alguns.

Leia mais:

https://br.vida-estilo.yahoo.com/elas-imprimiram-o-clitoris-em-3d-e-maior-que-voce-pensava-212247051.html

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Comparar orçamento público e orçamento doméstico é uma falácia (por Pedro Paulo Zahluth Bastos/via CartaCapital)

Família

Comparar o Estado a uma família feliz é mais um conto de fadas dos neoclássicos.

Por Pedro Paulo Zahluth Bastos – 19/6/2017 – via CartaCapital.

Até o FMI admite: as finanças do Estado não podem ser administradas como as contas de uma família, ao contrário do que pregam os economistas ortodoxos.

Leia mais:

https://www.cartacapital.com.br/economia/comparar-orcamento-publico-e-orcamento-domestico-e-uma-falacia

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Por que a indignação contra a corrupção no Brasil é seletiva? (por Salah H. Khaled Jr./via Justificando)

Por que a indignação contra a corrupção no Brasil é seletiva?

Presidente Michel Temer, envolvido em uma série de escândalos de corrupção. Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP.

Por Salah H. Khaled Jr. – 20/6/2017 via Justificando.

A indignação seletiva contra a corrupção é um fenômeno a ser estudado. O vapor levantado contra Dilma produziu níveis elevados de ultraje moral, enquanto os indícios contra Aécio e Temer não parecem produzir mais do que leves aborrecimentos, como se fossem práticas rotineiras e aceitáveis da vida política.

Leia mais:

http://justificando.cartacapital.com.br/2017/06/20/por-que-indignacao-contra-corrupcao-no-brasil-e-seletiva

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A união que disfarça a opressão

Por Celso Vicenzi – 21/6/2017.

Na hora em que as coisas não dão certo para a elite, chovem editoriais na imprensa do tipo “é hora de todos nos unirmos para sair da crise”. Não dizem, claro, quem criou a crise e, muito menos, o que têm a oferecer aos que menos tem. Vamos nos unir quem? A classe média? Que só bate panela contra corrupção em governos que ajudam os pobres? Que não quer a ascensão dos mais pobres? Unir em torno do quê? O de disfarçadamente continuar a levar vantagem em tudo? O de negar que o Brasil oferece privilégios a uma minoria que deles não quer abrir mãos? O discurso negado mas praticado do “tudo pela minha família” e danem-se os outros? Tenho pouquíssimas esperanças com a conscientização da classe média. Melhor investir na troca de saberes com a classe mais pobre, para que não seja ludibriada pela mídia e por quem quer que seja para votar em candidatos conservadores da elite que nunca farão nada para tirá-la da miséria. Se unir aos conservadores ou à direita mais fascista nunca será solução para os mais pobres.

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Os erros do PT e o golpe

Mídia e Judiciário não deram chances de defesa. Charge: Aroeira.

Por Celso Vicenzi – 20/6/2017.

Há um argumento frequente nas redes sociais e nas conversas por aí, que embora falho, tem conquistado muitos adeptos. Diz-se, em linhas gerais, que o PT sabia quem era Temer e conhecia bem o PMDB e que, por isso, deve admitir que também errou, ou seja, aceitou correr riscos com essa aliança e, por conseguinte, justifica-se o golpe. Erros não faltam ao PT e a tantos outros partidos que ascenderam ao poder em algum momento da história. Mas nenhum deles pode ser pretexto para se aceitar um golpe.

Para governar é preciso obter maioria no Congresso e para isso recorre-se a coalizões políticas, aqui e em outros países. Errar na escolha das coalizões, no programa de governo ou no exercício do cargo, repito, não justifica um golpe.

Quem faz um mau governo é derrotado na eleição seguinte. É assim numa democracia. O PT pagaria o preço de suas opções políticas e econômicas.

Outra coisa, no entanto, é sofrer um golpe que uniu, entre outros, boa parte do  empresariado, da mídia, do Congresso financiado por corruptores como a Odebrecht, JBS e tantos outros, que obteve a conivência de boa parte do Judiciário, da Polícia Federal e, muito provavelmente, com apoio logístico da nação que considera a América Latina estratégica para seus interesses geopolíticos. Inclua-se, ainda, a traição torpe como poucas vezes se viu, em qualquer país, de um vice-presidente e do maior partido que dava sustentação política ao governo. Contra tudo isso, havia pouco a se fazer (é verdade que nem esse pouco o PT fez, confiando no Judiciário e na Divina Providência).

A crítica ao PT é necessária e deve ser feita, mas não pode ser usada para justificar o golpe. Numa democracia, maus governos ou escolhas políticas devem ser questionadas numa próxima eleição. Golpe é golpe. E os erros do PT não podem justificar o que se fez no país, de maneira ilegítima e arbitrária (apesar da roupagem jurídico-legal com que travestiram o golpe).

Portanto, é preciso separar bem as duas coisas. Críticas ao PT (que se afastou dos movimentos sociais, que optou por uma política econômica equivocada, que não democratizou a comunicação etc), aos dirigentes que se corromperam etc etc, são todas muito bem-vindas e necessárias, porque ajudam a aprimorar a política, a democracia, a sociedade. Mas aceitar que erros políticos de um partido ou de um governante deem pretexto a um golpe – com tudo que já se sabe agora sobre as suas motivações -, desculpem-me, é violentar duplamente a vítima. É estuprar a democracia.

E cá entre nós, toda a corrupção dos golpistas que tomaram de assalto o Palácio do Planalto para tentar livrar a pele e barrar a Lava Jato (recordemos Jucá: “A solução é botar o Michel, num grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo, aí parava tudo”), o ódio da classe média à ascensão dos mais pobres, os donos do PIB ávidos por destruir a Constituição e a proteção aos direitos sociais e dos trabalhadores para aumentar seus ganhos, os lucros com a privatização, o interesse de potências estrangeiras no pré-sal, nas riquezas nacionais –, tudo isso teve muito mais peso na motivação do golpe do que eventuais casos de corrupção do PT ou erros políticos e econômicos do governo da presidenta Dilma.

E mostrou-se ainda mais transparente depois que o golpe perdeu o rumo, a ponte para o futuro revelou-se uma frágil pinguela, defensores da ética mostraram-se igualmente corruptos, os golpistas desentenderam-se, a mídia e a justiça retiraram suas máscaras e heróis transmudaram-se em vilões da noite para o dia.

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Autora de tese de doutorado sobre Mr. Catra critica pensamento “elitista e preconceituoso”

Mylene Mizrahi (de blusa rosa, no centro), em baile funk na Fundação Progresso, no Rio, durante a elaboração de sua tese de doutorado | Arquivo pessoal

Mylene Mizrahi (de blusa rosa, no centro), em baile funk na Fundação Progresso, no Rio, durante a elaboração de sua tese de doutorado – Foto: Arquivo pessoal.

Via Gazeta do Povo – 17/6/2017.

Após ser citada em matéria da Gazeta do Povo , Mylene Mizrahi diz “que o costume de querer ditar o que é ou não é cultura perdura entre as elites”.

Leia mais:

http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/autora-de-tese-de-doutorado-sobre-mr-catra-critica-pensamento-elitista-e-preconceituoso-9jxaz85j3uucblcipuyve3r5j

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