A violência contra as mulheres no mundo em quatro mapas (por Elisa Castillo/via El País)

Por Elisa Castillo – 24/11/2017 – via El País.

A Hungria é o único país da UE que não pune o assédio sexual. A Rússia descriminalizou a violência de gênero. Tunísia, Jordânia e Líbano proibiram o perdão aos estupradores que se casavam com suas vítimas.

Leia mais:

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/22/internacional/1511362733_867518.html

Novo olhar para entender o feminino e o masculino (por Cândida Del Tedesco e Fernanda Cirenza/via revista Brasileiros)

A antropóloga Heloisa Buarque de Almeida - Foto: Luiza Sigulem

Por Cândida Del Tedesco e Fernanda Cirenza/via revista Brasileiros – 21/6/2016. (Foto: Luiza Sigulem).

“Em especial para a Brasileiros, a antropóloga Heloisa Buarque de Almeida diz que não há nada de natural nos gêneros feminino e masculino. Tudo é aprendido. O momento é de multiplicidade identitária e inaugura uma maneira diferente de compreender o comportamento humano.”

Leia mais:

http://brasileiros.com.br/2016/06/186798

Pesquisa aponta que 49% dos homens acham que bloco de Carnaval não é lugar para mulher ‘direita’ (Via Agência Brasil e Brasil de Fato)

http://www.brasildefato.com.br/node/34098

Pesquisa feita pelo Instituto Data Popular, como contribuição à campanha Carnaval Sem Assédio, do site Catraca Livre, mostra que a maior parte da visão masculina ainda é machista em relação à participação de mulheres nos festejos de rua.

A pesquisa foi feita entre os dias 4 e 12 de janeiro, com 3,5 mil brasileiros com idade igual ou superior a 16 anos, em 146 municípios.

“O que existe por parte dos homens é uma naturalização do machismo”, disse hoje (6) à Agência Brasil o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. De acordo com a sondagem, 61% dos homens abordados afirmaram que uma mulher solteira que vai pular carnaval não pode reclamar de ser cantada; 49% disseram que bloco de carnaval não é lugar para mulher “direita”; e 56% consideram que mulheres que usam aplicativos de relacionamento não querem nada sério.

Segundo Meirelles, o homem ainda tem uma visão de que a mulher é propriedade dele e que ela é feliz dessa forma, “como se a mulher tivesse que ser grata pela grosseria dele”. A pesquisa confirma a percepção distorcida do sexo masculino que a mulher, ao participar de bloco de rua, quer ser assediada. “Isso tem a ver com o processo histórico-cultural no Brasil”, disse.

Renato Meirelles lembrou que qualquer tipo de abordagem sem o consentimento da mulher é assédio. E o assédio, além de ser moralmente errado, dependendo do tipo é crime, e moralmente não funciona, lembrou.

A sondagem revela também que na percepção de 70% dos homens, as mulheres se sentem felizes quando ouvem um assobio, 59% acham que as mulheres ficam felizes quando ouvem uma cantada na rua e 49% acreditam que as mulheres gostam quando são chamadas de gostosa.

O lado feminino do assédio será objeto de outra pesquisa que o Instituto Data Popular divulgará mais adiante.