A turma do “je suis Dallagnol” não se emenda (por Eugênio Aragão/via Luis Nassif/GGN)

Comentário de Vinicius B. Vicenzi:

Ótimo texto do procurador Aragão, um dos únicos a não se calar na instituição. O Brasil é o curioso país em que se tem “abuso de defesa”. Revertemos as teses do Estado de Direito. Hobbes deve estar a gargalhar em seu túmulo: aqui se pensa que o aparato estatal é fraco na persecução e o indivíduo, superpoderoso na sua defesa. O Leviatã inverteu-se. Sei lá, nessa terra sui generis chamada Pindorama, quiçá o Leviatã foi engolido antropofagicamente pelos indivíduos ou, talvez, abduzido pelos espíritos da floresta. Não sei, só sei que definitivamente o populismo do MPF está a produzir uma “nova” Teoria do Direito, perigosa, porque ao afirmar hipocritamente a fraqueza do Estado passa a se fazer valer da sua força. Pobre de nós frente a esse Leviatã tupiniquim a mostrar as suas garras em 2016!

Por Eugênio Aragão – 18/12/2016 – via Luis Nassif/GGN

Há algumas semanas atrás, sugeri que a ministra Carmen Lúcia, na qualidade de presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, não faria bem em se solidarizar com juiz federal de primeiro grau que ordenara um jabaculê no Senado. Afinal, a iniciativa era mui controversa e não cabia à ministra, que preside um órgão de controle externo do poder judiciário, bater boca com o presidente do Senado, que cumpria seu papel político ao demonstrar sua indignação com a invasão do espaço legislativo, ainda que chamara, o juiz de piso, de “juizeco”. Afinal, um “je suis juizeco” não pegava bem para a ministra.

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http://jornalggn.com.br/noticia/a-turma-do-je-suis-dallagnol-nao-se-emenda-por-eugenio-aragao

Brasil gasta R$ 16,4 milhões ao ano com aposentadorias de juízes condenados pelo CNJ (por Nivaldo Souza/via UOL)

Por Nivaldo Souza – 5/12/2016 – via UOL.

Uso do cargo para beneficiar loja maçônica, vendas de sentenças, relações pessoais com traficantes e assédio sexual a servidoras de tribunais. É grande a lista de crimes cometidos por juízes e desembargadores em todo o país que levou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a determinar a aposentadoria compulsória de 48 magistrados desde 2008. A punição por aposentadoria compulsória custa aos cofres públicos anualmente R$ 16,4 milhões em pensões vitalícias e valores brutos, conforme levantamento inédito feito pelo UOL.

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http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/12/05/brasil-gasta-r-164-mi-ao-ano-com-aposentadorias-de-juizes-condenados-pelo-cnj.htm