Boaventura: a esquerda sem imaginação (por Boaventura de Sousa Santos/via Outras Palavras)

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Por Boaventura de Sousa Santos – 24/8/2017 – via Outras Palavras. Imagem: Edward Hooper, Pessoas ao sol (1963).

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Por não ousar novas formas de Democracia, Estado e Economia; e por não enfrentar articuladamente as três faces da dominação, ela tem sido incapaz de deter a ofensiva brutal do sistema.

http://outraspalavras.net/capa/boaventura-a-esquerda-sem-imaginacao

Lava Jato e a marca da infâmia (por Luís Nassif/via GGN)

Por Luis Nassif – 14/8/2017 – via GGN.

A cada dia perpetra-se um estupro contra a Constituição, contra a civilização, contra os direitos sociais e individuais e até contra aspectos mais prosaicos de manifestação, o pudor público. Perdeu-se não apenas o respeito às leis como o próprio pudor e, com ele, o respeito mínimo pelo país.

Até onde irá essa selvageria? Quando começou essa ópera dantesca? Foram anos e anos de exercício diuturno do ódio por parte de uma imprensa tipicamente venezuelana.

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http://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-e-a-marca-da-infamia-por-luis-nassif

Podres de ricos investem no desastre social (por Flavio Ilha, entrevista com Antonio David Cattani/via Extra Classe)

Podres de ricos investem no desastre social

Por  Flavio Ilha, entrevista com Antonio David Cattani – 14/8/2017 – via Extra Classe.

Economista, professor e um dos mais respeitados pesquisadores sobre a concentração de riqueza no mundo, Antonio David Cattani está lançando um novo livro. Em Ricos, podres de rico (Tomo Editorial, 64 páginas), disseca de forma didática e acessível – “sem economês”, salienta – como o aumento da riqueza nas mãos de poucas empresas ou pessoas é um risco à democracia, além de uma ameaça ao próprio capitalismo. “A crise de 1929 foi provocada pelo mesmo fenômeno que estamos observando agora. Em um, dois anos, vamos ultrapassar aquele patamar de concentração. É a crônica de um desastre anunciado”, diz nesta entrevista ao Extra Classe.

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http://www.extraclasse.org.br/edicoes/2017/08/podres-de-ricos-investem-no-desastre-social

‘Jamais fizemos da educação o serviço fundamental da República’ (por Anísio Teixeira/via Revista

Por Revista Prosa, Verso e Arte – agosto/2017.

Excerto da fala do professor Anísio Teixeira na Assembléia Constituinte do Estado da Bahia (1947), sessão em que foi debatido o capítulo sobre Educação e Cultura, na qualidade de Secretário de Educação do Estado, onde o educador expõe e analisa aspectos fundamentais da educação no País.

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http://www.revistaprosaversoearte.com/jamais-fizemos-da-educacao-o-servico-fundamental-da-republica-anisio-teixeira

A tragédia de Temer é uma farsa que se resolve com um pé na bunda

Presidente Michel Temer em uma das imagens disponibilizadas pelo Partido dos Trabalhadores no Flickr

Por Celso Vicenzi – 4/6/2017. Foto: Lula Marques/Agência PT.

“Se quiserem que eu saia da presidência, têm que me matar.” A frase de Temer é um blefe (a menos que o remorso o corroa, o que duvido) e uma tentativa de dar grandeza – que Getúlio teve – a um golpista que será lembrado como um dos piores traidores da pátria. Não era um “inimigo” tomando de assalto o poder, era o vice de uma presidenta a quem deveria lealdade, não fosse o que é: um vaidoso, machista, corrupto, covarde, medíocre, falso, traidor e canalha. Mil vezes canalha!

Se houvesse grandeza, haveria pelo menos remorso, o que é pouco provável. A sua ambição de entrar para a história será cumprida, mas não do jeito que imaginou. Sua história não será a de um homem com a coragem de dar a vida pela causa de um povo. Sua ambição mesquinha, sua covardia traiçoeira teve o efeito oposto, o de destruir o sonho de milhões de brasileiros e brasileiras que lutaram e lutam por um Brasil soberano e solidário, capaz de resgatar uma dívida de escravidão e mortes de indígenas e negros, de pobres e de todos que se rebelaram contra o jugo opressor ao longo de séculos.

Não, Temer, você não é personagem de uma grandiosa tragédia, dessas que os livros eternizam na memória de gerações. Você é a caricatura vil, feia, disforme, do desejo de golpistas e apoiadores de um golpe que expõe com tanta clareza a face violenta de uma sociedade que aprisiona milhões de brasileiros a um destino indigno, de fome e miséria, enquanto rouba, legisla e sentencia em favor de uma casta minoritária de “doutores” e “senhores” da Casa-Grande, que se autoenganam com seus títulos “meritocráticos”.

O único suicídio de acordo com o figurino da tragicomédia que você ousou exibir no palco da história, é o suicídio político de um paspalho, num cenário de toscos patos amarelos. Não, você não dará a vida para entrar para a história, porque no seu caso um simples pé na bunda resolve. E é o que você merece!

É cedo para golpistas comemorarem

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Manifestação em São Paulo a favor do impeachment de Dilma (março 2016). Foto Rovena Rosa/Agência Brasil.

Por Celso Vicenzi – 2/6/2017.

Tem gente que ainda não entendeu que o golpe não foi só para derrubar Dilma, prender Lula e destruir o PT, mas para reorganizar a estrutura político-econômica do país, retirando direitos dos trabalhadores, criminalizando os movimentos sociais, fazendo retroagir direitos conquistados por grupos mais vulneráveis, abdicando de questões estratégicas para a  soberania e tornando o Brasil cada vez mais dependente aos interesses dos Estados Unidos e do capital internacional.

Por isso ainda apoiam – alguns ingenuamente, outros com boa dose de vilania – todas as ações que os golpistas engendram e executam, a toque de caixa, para não dar tempo à população para refletir e dimensionar sobre as consequências. Mal sabem os entusiastas do golpe que o feitiço vai virar contra o feiticeiro e atingir a vida de cada um dos brasileiros e brasileiras.

Nem mesmo a maioria dos empresários, hoje com indisfarçáveis sorrisos e esperançosos de uma “grande virada”, está imune ao que, parece, virá. E nisso haveria uma grande ironia.

Os pequenos e médios empresários, com certeza e, quem sabe, uma razoável parcela dos donos de boa parte do PIB nacional, ainda não calcularam o custo dessa aventura golpista na economia do país. O que era para ser um breve momento de turbulência pode se perpetuar por um tempo difícil de calcular.

Num primeiro momento quase todos exultaram porque seus negócios seriam amplamente beneficiados. “Sem Dilma, Lula e o PT, voltaremos a fazer do nosso jeito” – pensaram.

No entanto, talvez não tenham tanto a comemorar. Afinal, se grandes conglomerados econômicos internacionais estão prestes a ir às compras, na maior liquidação que pretendem fazer no país desde FHC, a começar pela Petrobras, há o risco de que, na cadeia de fornecedores de grandes empresas de vários setores, troquem de lugar com empresas estrangeiras. Ou, se o país afundar ainda mais, produzir para quem? O setor naval brasileiro, principal fornecedor da Petrobras, já sentiu isso imediatamente.

E, independente dessa variável, se as condições políticas não se estabilizarem – e pela força dificilmente isso acontecerá – é certo que o país corre o risco de ter que apagar incêndios não só nas florestas. Manifestações políticas não vão parar enquanto não se restabelecerem os direitos essenciais conquistados, num país que já vive as agruras de ser um dos 10 mais desiguais do planeta. Um clima assim, que pode degenerar para algo pior, vai empurrar o consumidor para a defensiva e, com isso, empresas também poderão passar por grandes dificuldades ou quebrar.

O custo dessa aventura política pode ser maior do que o calculado. É cedo para os golpistas e apoiadores do golpe comemorarem.

A delação dos donos da JBS e o verdadeiro custo do golpe no Brasil (por José Álvaro Cardoso)

Por José Álvaro Cardoso – 23/5/2017.

Na recente delação feita pelos donos da JBS, um deles afirmou que a empresa desembolsou, entre 2010 e 2017, mais de 1 bilhão de reais em propinas. Segundo versão da turma que coordena a Lava Jato a quantidade de propina pagas alcança algo em torno de dois bilhões de dólares. É muito dinheiro. Porém, é fundamental levar em conta que todo este dinheiro é o da “cachaça”, o valor representa um nada em relação ao que os golpistas estão levando e pretendem ganhar com o golpe. Por exemplo, em abril o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu que o banco Itaú não precisará pagar impostos relativos à fusão Itaú/Unibanco realizada em 2008. O valor do benefício concedido ao Itaú, no meio de uma crise fiscal dramática, é de R$ 25 bilhões, o processo de maior valor que tramitava no Carf. Vinculado à Receita Federal, o Conselho julga os recursos recebidos pela Receita contra a cobrança de multas e tributos. Com base na legislação, os técnicos do Ministério da Fazenda pretendiam cobrar Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por ganhos de capital, decorrentes do processo de fusão.

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