“Uma aula é tanto emoção quanto inteligência”, afirma Deleuze (por Revista Pazes)

Por Revista Pazes – 21/1/2016.

Gilles Deleuze nasceu na França e viveu de 1925 a 1995. Notável filósofo e professor de Filosofia em diversas Faculdades, publicou estudos sobre pensadores como Nietzsche, Kant e Spinoza, sendo apontado como um dos responsáveis pelo crescente interesse pela obra de Nietzsche.

Recatado, pouco dado a entrevistas e a qualquer sorte de exposição pública, é sempre um achado encontrar, na rede, alguma de suas falas.

No link abaixo, o vídeo em que ele diz sobre o seu encantamento pelo ato de ensinar.

http://www.revistapazes.com/deleuze

Educação e saberes sistêmicos

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Muitos educadores já se perguntaram sobre o papel das relações pessoais e familiares nos ambientes educacionais, principalmente pelo seu impacto nos processos de ensino-aprendizagem e de interação social. Porém, muitas vezes essa percepção é difusa e compartimentada. O grupo Educação e Saberes Sistêmicos, conduzido pelos facilitadores Letícia Torres da Silva e Vinicius Bertoncini Vicenzi busca, através do olhar sistêmico e de exercícios vivenciais, oferecer recursos que possibilitem uma visão ampliada dessas questões. Informe-se e venha fazer parte!

Edgar Morin: “É preciso ensinar a compreensão humana” (por Revista Prosa Verso e Arte/via Programa Milênio/Fronteiras do Pensamento)

Por Revista Prosa Verso e Arte/via Programa Milênio/Fronteiras do Pensamento.

Com mais de 90 anos, o francês Edgar Morin, nascido e criado Edgar Nahoum no início do século 20, é um dos mais respeitados pensadores do nosso tempo. Com uma gigantesca produção literária, pedagógica e filosófica. Em tempos de radicalismos, Morin é herdeiro do melhor do humanismo francês. Em entrevista ao programa Milênio, Edgar Morin fala sobre o extremismo e o significado da educação na contemporaneidade.

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http://www.revistaprosaversoearte.com/e-preciso-ensinar-compreensao-humana-edgar-morin

‘Jamais fizemos da educação o serviço fundamental da República’ (por Anísio Teixeira/via Revista

Por Revista Prosa, Verso e Arte – agosto/2017.

Excerto da fala do professor Anísio Teixeira na Assembléia Constituinte do Estado da Bahia (1947), sessão em que foi debatido o capítulo sobre Educação e Cultura, na qualidade de Secretário de Educação do Estado, onde o educador expõe e analisa aspectos fundamentais da educação no País.

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http://www.revistaprosaversoearte.com/jamais-fizemos-da-educacao-o-servico-fundamental-da-republica-anisio-teixeira

Nossa Casa – Saberes Sistêmicos, Conversa e Cultura inaugura espaço dia 23 de junho no Pantanal

Florianópolis passa a ter, a partir do dia 23 de junho, um novo endereço para quem procura abordagens terapêuticas multidisciplinares, que incluem grupos regulares (abertos e fechados), com Constelações Familiares, Pathwork, Encontros de Meditação e Respiração Consciente, Palestras, Cinema, Workshops, Café com Filosofia, Encontros com Educadores e atividades culturais – entre outras.

Essas são algumas das atividades da Nossa Casa – Saberes Sistêmicos, Conversa & Cultura, localizada na Rua Frederico Veras, 140, no Pantanal, em Florianópolis. Sua programação de inauguração inicia-se no dia 23 de junho e vai até 4 de julho, com destaque para o Workshop “Caminhos para a Abundância”, com a terapeuta Djanira Cavalcante. “Muitas das atividades serão gratuitas, o que permitirá ao público conhecer um pouco mais da proposta de trabalho da Nossa Casa, os profissionais que estarão à disposição, regularmente, e a programação com convidados especiais”, explicou Evanilde Torres, terapeuta e coordenadora do novo espaço.

Na programação da primeira semana, entre outras atividades, haverá uma palestra sobre “Amor em Tempos de Crise”, com Evanilde Torres; Meditação e Respiração Consciente, com Gilvan Pedra; a Palestra “Saberes Sistêmicos na Educação”, com Letícia Torres da Silva e Vinicius Vicenzi; e sessão de cinema com o filme “Invictus”, seguido do debate “Mandela, uma inspiração”, com Evanilde Torres e Gilvan Pedra. “Queremos ser um espaço de transformação pessoal e coletiva”, resumiu o filósofo e educador Vinicius Vicenzi, um dos idealizadores do projeto. Ele acrescentou que a Casa vai estar aberta a parcerias com outros profissionais, para abordagens terapêuticas, lançamentos de livros, oficinas e outras atividades.

Confira, a seguir, a programação inicial da Nossa Casa:

Sexta-feira, 23/6 – 11 horas, Open House: “Saberes Sistêmicos” – conversa e cultura com Evanilde Torres, Gilvan Pedra, Letícia Torres da Silva e Vinicius Vicenzi. Às 17 horas, “Celebração da Lareira”, com Evanilde Torres e Vinicius Vicenzi.

Sábado, 24/6 – 9 às 18 horas – Workshop: “Caminhos para a Abundância”, com Djanira Cavalcante.

Domingo, 25/6 – 9 às 12h30 – Workshop: “Caminhos para a Abundância”, com Djanira Cavalcante.

Terça-feira, 27/6 – 19 às 22 horas – Palestra “Saberes Sistêmicos na Educação” (gratuita), com Letícia Torres da Silva e Vinicius Vicenzi.

Quarta-feira, 28/6 – Das 19 às 19h45 – “Meditação e Respiração Consciente”, com Gilvan Pedra (atividade gratuita). Das 20 às 21h30 – Café com Filosofia, com Vinicius Vicenzi (atividade gratuita).

Sexta-feira, 30/6 – 19 às 22 horas – Cinema na Nossa Casa: “Mandela, uma inspiração”. Filme: Invictus. Ao final, sessão comentada, com Evanilde Torres e Gilvan Pedra (atividade gratuita).

Sábado, 1/7 – 16 horas – Palestra: “O Amor em Tempos de Crise”, com Evanilde Torres. Às 17h30: Show musical com “Dueto Passarando” e degustação de “caldinho para esquentar o coração” (R$ 50,00).

Terça-feira – 4/7 – Palestra aberta “Pathwork: o caminho da transformação” com Evanilde Torres e Monique Hanauer.

Pesquisa identifica evasão escolar na raiz da violência extrema no Brasil (Thiago Guimarães/via BBC Brasil)

Grupo de 20 adolescentes recapturados após fuga de unidade de internação no DF em dezembro de 2015

Adolescentes recapturados após fuga de unidade de internação no Distrito Federal em 2015; estudo analisou formação de jovens violentos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Por Thiago Guimarães – 28/5/2017 – via BBC Brasil.

Dois grupos de jovens de idade semelhante, todos homens, pobres e criados na mesma região. Um grupo vira matador e o outro, trabalhador. Por quê?

O sociólogo Marcos Rolim procurou essa resposta ao investigar a violência extrema, aquela que mata ou fere mesmo quando não há provocação nem reação da vítima. Modalidade que, acredita ele, está em alta no Brasil.

Leia mais:

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40006165?ocid=socialflow_facebook

Classe privilegiada acha natural a discriminação e a desumanização (por Luis Felipe Miguel)

Por Luis Felipe Miguel – 24/5/2017 – via Facebook.

A Folha publica sempre três artigos de opinião de jornalistas, na página 2, indicados pelo local de onde falam: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro. Aos cariocas cabe falar de temas “leves”, em geral em tom meio nostálgico – ou então da violência em sua própria cidade. Nem é preciso apontar como essa regra revela o apego dos paulistanos aos estereótipos relativos ao Rio. Mesmo quando destilam seu ódio à esquerda, como fazem sempre dois ocupantes regulares do espaço, Carlos Heitor Cony e Ruy Castro, deve ser assim, de forma “leve” e nostálgica.

Hoje escreveu Ruy Castro. Sua coluna termina com uma interessante transição do “fora PT” para o “são todos iguais”, típica de muita gente dessa direita envergonhada. Mas eu quero falar é do começo do texto. Reproduzo:

“Não sei como é hoje, mas, no passado, os pais se metiam para valer no futuro profissional dos filhos. Não importava que o garoto levasse jeito para o boxe, a taxidermia ou mesmo o corte e costura – a possibilidade de abraçar alguma dessas especialidades era mínima. Num país sem opções, o normal era que ele se voltasse para uma das três grandes carreiras: medicina, engenharia e direito. Talvez ainda seja assim”.

Ruy Castro deve ter chegado à idade de decidir sua vida profissional em meados dos anos 1960. Naquela época, o número de estudantes no ensino superior brasileiro ficava por volta de uns 300 mil, num país que já tinha mais de 80 milhões de habitantes (um estudante universitário para cada 250 ou 260 brasileiros; hoje, a relação é cerca de um para 30 e o acesso à universidade continua longe de ser universal). Cerca de 40% dos brasileiros eram analfabetos. O “normal” certamente não era ser médico, engenheiro ou advogado. O “normal”, para a esmagadora maioria das pessoas, era ser lavrador, pedreiro, balconista, empregada doméstica, vendedor ambulante.

O que leva Ruy Castro a ignorar todo esse contingente de pessoas é uma enfermidade bizarra, mas endêmica entre os grupos privilegiados: a incapacidade de ver os diferentes. A empregada que preparou seu café da manhã, o porteiro que lhe espera na entrada no prédio, a garçonete que lhe atende no boteco, o balconista da farmácia, nenhum desses aparece a ele como uma pessoa, com suas ambições, suas vontades, seus problemas, seus sonhos, alguns realizados, muitos frustrados. Por isso, ele pode generalizar a partir do que foi a sua experiência e a dos seus amigos ou do que é, hoje, a experiência de seus netos, dos amigos de seus netos e dos netos de seus amigos. Os outros não existem. É uma forma de desumanização, tão perfeita que nem é percebida.

Para mim, o melhor exemplo dessa postura, pelo grau de cegueira voluntária que expressa, ainda é a infame entrevista que o jovem Aécio Neves deu ao jornal da cidadezinha estadunidense na qual fazia intercâmbio, em 1977. Contando como era a vida no Brasil, ele explicou que “todo mundo tem uma empregada ou duas; uma para cozinhar, outra para limpar”. Por isso, “a vida das mulheres é fácil no Brasil”; elas “podem passar a maior parte de seu tempo na praia ou fazendo compras”. Fica claro, portanto, que para o jovem Aécio a “empregada” não faz parte da categoria “mulheres”.

Na mesma entrevista, o jovem Aécio contou que nunca na vida tinha arrumado a própria cama. Também por isso uma temporada na cadeia pode se revelar instrutiva.