A delação dos donos da JBS e o verdadeiro custo do golpe no Brasil (por José Álvaro Cardoso)

Por José Álvaro Cardoso – 23/5/2017.

Na recente delação feita pelos donos da JBS, um deles afirmou que a empresa desembolsou, entre 2010 e 2017, mais de 1 bilhão de reais em propinas. Segundo versão da turma que coordena a Lava Jato a quantidade de propina pagas alcança algo em torno de dois bilhões de dólares. É muito dinheiro. Porém, é fundamental levar em conta que todo este dinheiro é o da “cachaça”, o valor representa um nada em relação ao que os golpistas estão levando e pretendem ganhar com o golpe. Por exemplo, em abril o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu que o banco Itaú não precisará pagar impostos relativos à fusão Itaú/Unibanco realizada em 2008. O valor do benefício concedido ao Itaú, no meio de uma crise fiscal dramática, é de R$ 25 bilhões, o processo de maior valor que tramitava no Carf. Vinculado à Receita Federal, o Conselho julga os recursos recebidos pela Receita contra a cobrança de multas e tributos. Com base na legislação, os técnicos do Ministério da Fazenda pretendiam cobrar Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por ganhos de capital, decorrentes do processo de fusão.

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O golpe, um ano depois

Circula no FB – maio/2017

O DIA DA VERGONHA

Um ano atrás, um golpe maquinado para tirar do poder a primeira mulher eleita para governar o Brasil teve início. Ela acabou deposta. O principal mentor do golpe está preso. O principal beneficiário, acuado por graves denúncias. E, desde então, o país só anda pra trás. E a democracia não foi restaurada.

#ForaTemer #Democracia #Impeachment #DiadaVergonha

O DIA DA VERGONHAUm ano atrás, um golpe maquinado para tirar do poder a primeira mulher eleita para governar o Brasil teve início. Ela acabou deposta. O principal mentor do golpe está preso. O principal beneficiário, acuado por graves denúncias. E, desde então, o país só anda pra trás. E a democracia não foi restaurada.#ForaTemer #Democracia #Impeachment #DiadaVergonha

Publicado por Humberto Costa em Segunda, 17 de abril de 2017

Cai, não cai… mas, afinal, o que deve cair? (por Mauro Iasi/via blog da Boitempo)

Por Mauro Iasi – 23/5/2017 – via blog da Boitempo.

A presente crise não clama por mais democracia representativa, mas indica seu mais evidente limite, o que exige urgentemente uma nova forma política. Há uma alternativa que se abre na medida em que a crise política se converte em crise do Estado.

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https://blogdaboitempo.com.br/2017/05/23/cai-nao-cai-mas-afina-o-que-deve-cair

Aguarda-se o mea culpa sincero de quem apoiou o golpe que destrói o país

Por Celso Vicenzi – 18/5/2017.

É patética a tentativa de coxinhas e paneleiros que nunca se incomodaram com acusações de corrupção contra quem quer que seja que não fosse do PT, ocuparem neste momento as redes sociais para fazer um pseudo discurso ético afirmando que “corruptos de todos os partidos devem ser presos”. Nunca bateram panela contra nenhum caso de corrupção de outro partido.
 
Quem inflou patos amarelos por todo o país é co-responsável pelo enorme retrocesso político, econômico, social e civilizatório que o Brasil vive, em todas as áreas. Os entusiastas defensores do golpe colocaram no poder corruptos que estão distribuindo privilégios aos mais ricos, destruindo os direitos dos trabalhadores e condenando a maioria da população novamente à miséria. Sempre é tempo de arrependimento, sim. Bater panelas, novamente, seria um ótimo recomeço. Coerente e sem disfarces.
Aguarda-se  o mea culpa sincero de quem apoiou o golpe que destrói o país.

O povo precisa tomar as ruas, antes que decidam no tapetão

Por Celso Vicenzi – 17/5/2017.

Se Temer cair, o correto seria convocar eleições diretas o mais rápido possível, única forma de voltarmos a uma democracia, derrubada com um golpe.
 
Mas tenho muitas desconfianças sobre essa bomba que atingiu Temer e Aécio, principalmente. Os interesses de quem deu o golpe não são os de correr riscos e entregar a alguém da esquerda, novamente, a presidência do país. Acho que buscam uma saída para estabilizar o golpe e consolidar a destruição dos direitos trabalhistas (que interessa à elite nacional) e a entrega das riquezas do país ao capital internacional, em parceria com a classe rica local.
 
Cresce a chance de os “donos do golpe” darem “um golpe dentro do golpe”, sem eleições em 2018. Pode vir aí desde propostas como Parlamentarismo até a ascensão de uma ditadura em nome da moralização do país.
 
Se não houver uma forte reação popular, tomando as ruas em todo o país, o jogo vai ser decidido no tapetão. E o Judiciário vai aparecer como o “salvador da pátria”, o “poder limpinho”, coisa que não é. Ficou ainda mais intrigante a reunião dos principais empresários do país com a ministra Carmen Lucia, recentemente. Talvez a pauta tenha ido um pouco além das questões trabalhistas, de interesse direto e imediato do patronato.
 
Enfim, nada acontece por acaso. Difícil prever os desdobramentos. Nos próximos dias, talvez fique mais claro.
 
O certo é que o povo precisa tomar as ruas, em massa, em todas as principais cidades, se ainda quiser decidir o seu futuro e garantir a democracia no país.

E segue o jornalismo de ocasião…

Num dos telejornais matutinos locais, o comentarista, ao abordar as “pedaladas fiscais” do governador Raimundo Colombo, minimizou o problema e previu que tudo deve terminar, provavelmente, com a aprovação das contas com ressalvas, por parte do Tribunal de Contas do Estado.

Em nenhum momento o jornalista contextualizou a questão com o mesmo “crime” que tirou uma presidenta da República do poder. “Pedaladas” que, aliás, outros 17 governadores também fizeram e terminarão impunes. Depois que o golpe ficou explícito, ninguém mais quer falar disso. E assim segue o jornalismo de ocasião, sem contextualizar os fatos, tratando problemas iguais de forma diferente.

Para caçar Lula, Judiciário destruiu o que havia de Constituição e Estado de Direito (por Roberto Tardelli/via Justificando)

Para caçar Lula, Judiciário destruiu o que havia de Constituição e Estado de Direito

Por Roberto Tardelli – 10/5/2017 – via Justificando. Foto: Lula Marques/AGPT.

Muitos de nós acreditávamos que houvesse efetivamente uma Constituição. Antes dela, houve outras, nenhuma delas nascida para ficar, mas para cumprir uma espécie de mandato-tampão, de duração indeterminada, mas, desejadamente a mais curta possível. Nos cursos de graduação em Direito, era uma matéria de segunda classe, que começava como Teoria Geral do Estado e terminava como Direito Constitucional, um ou dois semestres, no máximo. Suas correlatas Direito Civil, Direito Penal, Processo penal e a princesa dos currículos, Processo Civil, eram muito mais atraentes e significativas. Havia umas coisas exóticas para tapar buraco, mas nunca se viu um Direito Constitucional IV, por exemplo. Os professores eram bons oradores, mas, pouquíssimos abordavam a Constituição como ente jurídico. Era um elfo. Ninguém precisava ser jurista para lecionar Direito Constitucional, bastando que fosse um liberal clássico, até porque no regime militar não havia essa preocupação.

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http://justificando.cartacapital.com.br/2017/05/10/para-cacar-lula-judiciario-destruiu-o-que-havia-de-constituicao-e-estado

O futuro da democracia no Brasil (por Luis Felipe Miguel/via Boitempo)

Por Luis Felipe Miguel – 5/5/2017 – via Boitempo.

Sem mobilização social permanente para além das instituições políticas, por meio de greves, ocupações, manifestações, “perturbações da ordem pública” e outros atos de desobediência civil, permaneceremos prisioneiros do dilema que sempre assombrou a política brasileira: o regime democrático só sobrevive quando abre mão do enfrentamento das desigualdades.

Leia mais:

https://blogdaboitempo.com.br/2017/05/05/o-futuro-da-democracia-no-brasil

CNBB e mais de 70 bispos convocam população para a greve geral (por Outras Palavras)

A Igreja no Brasil acerta o passo com o Papa. Na foto, Francisco com o povo no Rio, em 2013.

Por Outras Palavras – 26/4/2017.

Além da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), pela voz de seu secretário-geral, dom Leonardo Steiner (aqui), 75 arcebispos e bispos de um universo de 308 na ativa neste momento no país lançaram convocações à população para a greve geral contra as reformas do governo Temer e a política de massacre dos pobres do país iniciada depois do golpe de Estado. É uma mobilização eclesial na direção dos pobres não vista desde o fim do regime militar no Brasil, sob o impacto da mudança de rumos que o Papa Francisco lidera na Igreja em todo o mundo.

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http://outraspalavras.net/maurolopes/2017/04/26/cnbb-e-mais-de-40-bispos-convocam-populacao-para-a-greve-geral/#more-1580