Isenção trilionária é a cereja do bolo da entrega do pré-sal (por João Filho/via The Intercept Brasil)

Angra dos Reis - RJ, 03/06/2011. SCAVE - Local do evento da Cerimônia de batismo da Plataforma P - 56. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Por João Filho – 3/12/2017 – via The Intercept Brasil. Foto: Ichiro Guerra/Agência Brasil.

Na última quarta-feira, Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos. A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro. Mas este é apenas um dos capítulos finais de um roteiro entreguista que começou a ser desenhado antes mesmo do golpe parlamentar.

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https://theintercept.com/2017/12/03/isencao-trilionaria-e-a-cereja-do-bolo-da-entrega-do-pre-sal

O Brasil em 2030

Imagem: Hiperfoto do francês Jean François Rauzier/Divulgação – via Correio Braziliense. 

Por Celso Vicenzi – 15/6/2017.

Estamos no ano de 2030, não se assuste, caro leitor, prezada leitora, pois o tempo corre e muita coisa aconteceu no Brasil depois daquele decisivo ano de 2016 – lá se vão já 24 anos. Tudo começou a mudar um pouco antes, por causa – imagine só! – de 20 centavos, lembram? Vieram aquelas manifestações gigantescas, em 2013, que ninguém sabia muito bem quem eram os alvos dos protestos, mas aos poucos, por inércia e ingenuidade do governo Dilma e ações orquestradas da mídia, foram sendo direcionados para o Palácio do Planalto. E veio o golpe, a Lava Jato, a Odebrecht, o Michel Temer, o STF, o TSE, o Joesley, o Gilmar Mendes e tantos fatos e personagens, numa avalanche como nunca houvera antes na história desse país. Muitos que pareciam ter sido soterrados, sobreviveram.

Para quem ainda não chegou a 2030, vou contar como as coisas estão no momento.

Eduardo Cunha não durou muito tempo na prisão e hoje desfruta de uma vida milionária graças ao dinheiro que amealhou com o seu silêncio. Finalmente se compreendeu aquela frase “o silêncio vale ouro”. No caso, uma mesada de R$ 2 milhões, pagos em malas de R$ 500 mil por semana. E pensar que tem gente que fica feliz com a megassena!

Aécio foi “o primeiro a ser comido”. Gostou tanto que passou a desfilar na parada gay de São Paulo, ao lado do ex-prefeito Doria, que mantém o hábito de aparecer fantasiado nas ruas da capital paulista. Começou vestindo-se de gari, mas atualmente prefere sair de odalisca, com muitos paetês e plumas esvoaçantes cada vez que tem um de seus costumeiros e agressivos chiliques.

Jucá, o mais famoso vidente do Planalto (“tem que estancar essa porra!”) aquele que previu tudo que deveria ser feito – e foi! – para dar o golpe e tentar barrar a Lava Jato (“bota o Michel num grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”), abriu um escritório de previsões apocalípticas e tem faturado boa grana com deputados, senadores, prefeitos e governadores  que desejam saber como intervir para evitar desgraças futuras.

Os ministros Luis Roberto Barroso e Carmem Lucia, representando outros próceres do STF, assumiram poltronas (cadeiras é muito simples para figuras tão ilustres) na ABO – Academia Brasileira de Obviedades, de onde descortinam a paisagem que varreu o país, mas pouco incomodou suas capas pretas, imperturbáveis diante das intempéries que se abateram sobre a Constituição e os destinos da nação.

Prenderam este ano (lembre-se, estamos em 2030) mais três helicópteros da família do senador José Perrela, com 500 quilos cada um de pasta de cocaína endereçadas para A.E.C.I.O. – sigla que a Polícia Federal ainda não conseguiu identificar. O STF, por sua vez, sempre atento ao rigor dos autos, absolveu Perrela de formação de quadrilha justificando que eram apenas três helicópteros, faltando, portanto, um quarto para que houvesse de fato uma “quadrilha” e a acusação pudesse ser julgada procedente.

Também foi aprovado neste ano de 2030 a extensão do Auxílio-Moradia para que magistrados, em todo o país, possam custear despesas com as suas casas de praia. No entanto, como forma de contribuir à solução da crise, os magistrados aceitaram que esse auxílio não excederá a duas residências por Estado do litoral.

O caos, a violência, a barbárie e a falência dos órgãos têm se agravado, mas nada que preocupe o ministro Marco Aurélio Mello, que continua firme em sua declaração – hoje já alçada à condição de um mantra – de que “as instituições estão funcionando normalmente e não há motivo para preocupação”.

Gilmar Mendes, depois de presidir o STF, o STJ, o TSE e todas as siglas possíveis das instâncias judiciais sem ser incomodado por suas atuações políticas, resolveu ascender a outro plano e atualmente é padroeiro cultuado com muita devoção entre os integrantes do PSDB, que o invocam em busca de milagres sempre que um de seus membros é pego em corrupção e necessita de uma suprema absolvição.

José Serra criou uma fundação para apoiar golpes em vários cantos do planeta, para onde tem levado o seu olhar blasé e a sua expertise largamente testada em solo brasileiro.

FHC, num sociologuês raso como um pires, continua a culpar o PT por tudo que aconteceu no Brasil desde a chegada de Cabral e transformou seu instituto num centro de investigação. Quer saber por que um semianalfabeto como Lula tem mais títulos e honrarias internacionais do que ele.

Michel Temer está cada vez mais atento aos movimentos de Joesley Batista, depois que tomou conhecimento que o dono da Friboi estava interessado em outras carnes e não embarca mais em nenhum jatinho furado, sobretudo com flores, para Marcela.

Lula, desde 2018, tornou-se inelegível, mas continua a liderar todas as pesquisas de intenção de votos. Sem votos, em alguns rincões do Nordeste tem mais devotos do que o Padre Cícero.

Alckmin ainda não conseguiu se eleger presidente e não compreende o que o gosto de picolé de chuchu tem a ver com tudo isso.

Moro foi morar nos Estados Unidos, onde é professor catedrático de Direito Alienígena e recebe frequentes visitas de integrantes da CIA e do FBI em busca de aperfeiçoamento. Não obstante ter galgado a fama, tem constantes pesadelos sobre pedalinhos num sítio e um triplex sem dono.

O Brasil, enfim, continua no fundo do poço, agora já sem água depois que a Lava Jato usou tudo para tentar limpar a corrupção. Ao final, concluiu-se que foi água demais para uns e nem mesmo respingos para outros, enlameados até o pescoço.

Maluf decidiu que será candidato novamente e desafia qualquer um a provar que tenha dinheiro depositado no exterior, fruto de alguma atividade ilegal.

Deus, que era brasileiro, achou melhor pedir asilo político no Afeganistão.

Fernando Haddad disseca o arco do atraso em depoimento histórico (por Luis Nassif/via GGN e revista Piauí)

Por Luis Nassif – 5/6/2017 – via GGN e revista Piauí.

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, publicou um depoimento histórico na revista Piauí, sobre sua experiência com o poder desde os tempos de Ministro da Educação.

No artigo, fala dos problemas de Dilma Rousseff, do papel deletério da mídia, aponta o promotor suspeito de receber propina, e que passou a persegui-lo, mostra que José Serra foi o principal mentor do golpe, entre outras revelações.

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http://jornalggn.com.br/noticia/fernando-haddad-disseca-o-arco-do-atraso-em-depoimento-historico#.WTTDM8h1mVQ.facebook

Canalhas! Canalhas! Canalhas! (por Moisés Mendes)

Por Moisés Mendes – 3/2/2017 – via blog do Moisés Mendes.

Esperei por muito tempo, sem grandes expectativas, pelo dia em que finalmente escreveria a palavra repetida neste título. Digito a palavra pela primeira vez para identificar os jornalistas que contribuíram para que a caçada a Lula se estendesse a dona Marisa Letícia e acabasse por provocar sua morte.

Não são canalhas uma única vez. São várias vezes canalhas. Canalhas! Canalhas! Canalhas! São mil vezes canalhas os que se aliaram ao golpe que derrubou Dilma Rousseff e passaram a cercar covardemente Lula, seus filhos, sua mulher, seus parentes, sempre com o pretexto lacerdista da moralização da política.

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http://www.blogdomoisesmendes.com.br/canalhas-canalhas-canalhas

Caso Temer-Geddel é apenas um folhetim em uma história que perdeu o fio da meada (por Lucas Figueiredo/via The Intercept)

Presidente Michel Temer durante sua posse no Senado Federal.(Brasília - DF, 31/08/2016)Foto: Beto Barata/PR

Brasília, 31 de agosto de 2016 — Presidente Michel Temer durante sua posse no Senado Federal. Foto: Beto Barata/PR.

Por Lucas Figueiredo – 25/11/2016 – via The Intercept.

“Perdeu o fio da meada do que acontece no Brasil? Achava que o país teria menos corrupção com a queda da presidente Dilma Rousseff? Não entendeu por que a crise econômica continua mesmo após o PT ter sido varrido do governo? Então vamos lá. Respire fundo e venha comigo. Vamos recapitular.”

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https://theintercept.com/2016/11/25/caso-temer-geddel-e-apenas-um-folhetim-em-uma-historia-que-perdeu-o-fio-da-meada

Os limites de um Brasil contemporâneo preso ao período colonial. Entrevista especial com Mino Carta (por João Vitor Santos/via IHU)

Mino Carta – Foto: Editora Confiança.

Por João Vitor Santos/via Instituto Humanits Unisinos – 29/9/2016.

“O bom humor, a acidez e a perspicácia na análise de conjuntura de Mino Carta são únicos e cabem mesmo somente no italiano com coração brasileiro. Isso o faz perceber momentos sombrios com certo pessimismo, mas de forma muito peculiar. “Olha, vejo um negrume, um futuro muito terrível, pelo menos no imediato e a médio prazo. A longo prazo, estarei morto”, dispara em meio a gargalhadas ao falar do Brasil de hoje, durante uma conversa de cerca de uma hora com a IHU On-Line. Ele foi convidado a dar uma entrevista sobre a perspectiva da judicialização da política, a partir do que incita aOperação Lava Jato e as associações que são feitas com a Operação Mãos Limpas, na Itália. Mas, inevitavelmente, extrapola. Antes de falar de judicialização, ele entende que se vive ainda na relação entre a Casa-Grande e a Senzala retratadas na obra de Gilberto Freyre. “Ele escreveu coisas que deveriam levar as pessoas a meditar”, indica.”

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http://www.ihu.unisinos.br/560589-os-limites-de-um-brasil-contemporaneo-preso-ao-periodo-colonial-entrevista-especial-com-mino-carta

Para Haddad: uma lista de coisas que são verdadeiramente ‘muito fortes’ (por Paulo Nogueira/via DCM)

Isto é forte

Isto é forte.

Por Paulo Nogueira – 11/8/2016 – via DCM.

“Golpe é uma palavra muito forte, disse Haddad.

Foi, sem dúvida, uma das maiores asneiras pronunciadas por Haddad em sua vitoriosa carreira.

Forte é removerem uma presidente eleita numa gambiarra descarada.

Forte é deixarem Eduardo Cunha conduzir um processo imundo quando já pesavam contra ele provas esmagadoras.

Forte é o jornalismo de guerra que massacrou Dilma desde que ela ganhou seu segundo mandato com 54 milhões de votos.”

Leia mais:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/para-haddad-uma-lista-de-coisas-que-sao-verdadeiramente-muito-fortes-por-paulo-nogueira

 

Especialistas criticam medidas de Serra no Itamaraty (por Luiza Bandeira/BBC Brasil – via Luis Nassif/GGN)

Por Luis Nassif – 20/5/2016 – via GGN

O senador José Serra assumiu o Ministério de Relações Exteriores no governo do presidente interino Michel Temer e está sendo criticado por “desfazer o que o Lula fez em política externa”.

O editor de uma das principais revistas do mundo dedicadas a relações internacionais, David Rpthkopft, da Foreign Policy disse em entrevista à BBC Brasil. “Se Serra acha que reformar a política externa é desfazer o que o Lula fez, ele não está agindo em nome dos interesses do Brasil”.

Para ele, Lula “fez mais para aumentar o peso do Brasil no cenário mundial do que qualquer presidente do Brasil”, e Celso Amorim foi “provavelmente o melhor chanceler do mundo”.

Leia a reportagem de Luiza Bandeira/BBC Brasil:

http://jornalggn.com.br/noticia/especialistas-criticam-medidas-de-serra-no-itamaraty