Isenção trilionária é a cereja do bolo da entrega do pré-sal (por João Filho/via The Intercept Brasil)

Angra dos Reis - RJ, 03/06/2011. SCAVE - Local do evento da Cerimônia de batismo da Plataforma P - 56. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Por João Filho – 3/12/2017 – via The Intercept Brasil. Foto: Ichiro Guerra/Agência Brasil.

Na última quarta-feira, Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos. A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro. Mas este é apenas um dos capítulos finais de um roteiro entreguista que começou a ser desenhado antes mesmo do golpe parlamentar.

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https://theintercept.com/2017/12/03/isencao-trilionaria-e-a-cereja-do-bolo-da-entrega-do-pre-sal

A destruição do Brasil, o jornalismo e o crime de lesa-pátria (por Francisco José Castilhos Karam/via ObjETHOS)

Por Francisco José Castilhos Karam – 28/8/2017 – via ObjETHOS/Ufsc.

A destruição do Brasil por Michel Temer e seu governo, com o apoio das empresas jornalísticas, do Judiciário, do Parlamento e das empresas privadas brasileiras, entre elas bancos, empresas rurais, igrejas evangélicas e outras picaretagens, baseadas no poderio econômico-político dos conglomerados e que tem o maior volume de capital e patrimônio – mas também o menor, e muito menor, volume de população – representa miséria e declínio social para grande parte do povo brasileiro até o limite do aniquilamento.

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https://objethos.wordpress.com/2017/08/28/a-destruicao-do-brasil-o-jornalismo-e-o-crime-de-lesa-patria

Os erros do PT e o golpe

Mídia e Judiciário não deram chances de defesa. Charge: Aroeira.

Por Celso Vicenzi – 20/6/2017.

Há um argumento frequente nas redes sociais e nas conversas por aí, que embora falho, tem conquistado muitos adeptos. Diz-se, em linhas gerais, que o PT sabia quem era Temer e conhecia bem o PMDB e que, por isso, deve admitir que também errou, ou seja, aceitou correr riscos com essa aliança e, por conseguinte, justifica-se o golpe. Erros não faltam ao PT e a tantos outros partidos que ascenderam ao poder em algum momento da história. Mas nenhum deles pode ser pretexto para se aceitar um golpe.

Para governar é preciso obter maioria no Congresso e para isso recorre-se a coalizões políticas, aqui e em outros países. Errar na escolha das coalizões, no programa de governo ou no exercício do cargo, repito, não justifica um golpe.

Quem faz um mau governo é derrotado na eleição seguinte. É assim numa democracia. O PT pagaria o preço de suas opções políticas e econômicas.

Outra coisa, no entanto, é sofrer um golpe que uniu, entre outros, boa parte do  empresariado, da mídia, do Congresso financiado por corruptores como a Odebrecht, JBS e tantos outros, que obteve a conivência de boa parte do Judiciário, da Polícia Federal e, muito provavelmente, com apoio logístico da nação que considera a América Latina estratégica para seus interesses geopolíticos. Inclua-se, ainda, a traição torpe como poucas vezes se viu, em qualquer país, de um vice-presidente e do maior partido que dava sustentação política ao governo. Contra tudo isso, havia pouco a se fazer (é verdade que nem esse pouco o PT fez, confiando no Judiciário e na Divina Providência).

A crítica ao PT é necessária e deve ser feita, mas não pode ser usada para justificar o golpe. Numa democracia, maus governos ou escolhas políticas devem ser questionadas numa próxima eleição. Golpe é golpe. E os erros do PT não podem justificar o que se fez no país, de maneira ilegítima e arbitrária (apesar da roupagem jurídico-legal com que travestiram o golpe).

Portanto, é preciso separar bem as duas coisas. Críticas ao PT (que se afastou dos movimentos sociais, que optou por uma política econômica equivocada, que não democratizou a comunicação etc), aos dirigentes que se corromperam etc etc, são todas muito bem-vindas e necessárias, porque ajudam a aprimorar a política, a democracia, a sociedade. Mas aceitar que erros políticos de um partido ou de um governante deem pretexto a um golpe – com tudo que já se sabe agora sobre as suas motivações -, desculpem-me, é violentar duplamente a vítima. É estuprar a democracia.

E cá entre nós, toda a corrupção dos golpistas que tomaram de assalto o Palácio do Planalto para tentar livrar a pele e barrar a Lava Jato (recordemos Jucá: “A solução é botar o Michel, num grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo, aí parava tudo”), o ódio da classe média à ascensão dos mais pobres, os donos do PIB ávidos por destruir a Constituição e a proteção aos direitos sociais e dos trabalhadores para aumentar seus ganhos, os lucros com a privatização, o interesse de potências estrangeiras no pré-sal, nas riquezas nacionais –, tudo isso teve muito mais peso na motivação do golpe do que eventuais casos de corrupção do PT ou erros políticos e econômicos do governo da presidenta Dilma.

E mostrou-se ainda mais transparente depois que o golpe perdeu o rumo, a ponte para o futuro revelou-se uma frágil pinguela, defensores da ética mostraram-se igualmente corruptos, os golpistas desentenderam-se, a mídia e a justiça retiraram suas máscaras e heróis transmudaram-se em vilões da noite para o dia.

O Brasil em 2030

Imagem: Hiperfoto do francês Jean François Rauzier/Divulgação – via Correio Braziliense. 

Por Celso Vicenzi – 15/6/2017.

Estamos no ano de 2030, não se assuste, caro leitor, prezada leitora, pois o tempo corre e muita coisa aconteceu no Brasil depois daquele decisivo ano de 2016 – lá se vão já 24 anos. Tudo começou a mudar um pouco antes, por causa – imagine só! – de 20 centavos, lembram? Vieram aquelas manifestações gigantescas, em 2013, que ninguém sabia muito bem quem eram os alvos dos protestos, mas aos poucos, por inércia e ingenuidade do governo Dilma e ações orquestradas da mídia, foram sendo direcionados para o Palácio do Planalto. E veio o golpe, a Lava Jato, a Odebrecht, o Michel Temer, o STF, o TSE, o Joesley, o Gilmar Mendes e tantos fatos e personagens, numa avalanche como nunca houvera antes na história desse país. Muitos que pareciam ter sido soterrados, sobreviveram.

Para quem ainda não chegou a 2030, vou contar como as coisas estão no momento.

Eduardo Cunha não durou muito tempo na prisão e hoje desfruta de uma vida milionária graças ao dinheiro que amealhou com o seu silêncio. Finalmente se compreendeu aquela frase “o silêncio vale ouro”. No caso, uma mesada de R$ 2 milhões, pagos em malas de R$ 500 mil por semana. E pensar que tem gente que fica feliz com a megassena!

Aécio foi “o primeiro a ser comido”. Gostou tanto que passou a desfilar na parada gay de São Paulo, ao lado do ex-prefeito Doria, que mantém o hábito de aparecer fantasiado nas ruas da capital paulista. Começou vestindo-se de gari, mas atualmente prefere sair de odalisca, com muitos paetês e plumas esvoaçantes cada vez que tem um de seus costumeiros e agressivos chiliques.

Jucá, o mais famoso vidente do Planalto (“tem que estancar essa porra!”) aquele que previu tudo que deveria ser feito – e foi! – para dar o golpe e tentar barrar a Lava Jato (“bota o Michel num grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”), abriu um escritório de previsões apocalípticas e tem faturado boa grana com deputados, senadores, prefeitos e governadores  que desejam saber como intervir para evitar desgraças futuras.

Os ministros Luis Roberto Barroso e Carmem Lucia, representando outros próceres do STF, assumiram poltronas (cadeiras é muito simples para figuras tão ilustres) na ABO – Academia Brasileira de Obviedades, de onde descortinam a paisagem que varreu o país, mas pouco incomodou suas capas pretas, imperturbáveis diante das intempéries que se abateram sobre a Constituição e os destinos da nação.

Prenderam este ano (lembre-se, estamos em 2030) mais três helicópteros da família do senador José Perrela, com 500 quilos cada um de pasta de cocaína endereçadas para A.E.C.I.O. – sigla que a Polícia Federal ainda não conseguiu identificar. O STF, por sua vez, sempre atento ao rigor dos autos, absolveu Perrela de formação de quadrilha justificando que eram apenas três helicópteros, faltando, portanto, um quarto para que houvesse de fato uma “quadrilha” e a acusação pudesse ser julgada procedente.

Também foi aprovado neste ano de 2030 a extensão do Auxílio-Moradia para que magistrados, em todo o país, possam custear despesas com as suas casas de praia. No entanto, como forma de contribuir à solução da crise, os magistrados aceitaram que esse auxílio não excederá a duas residências por Estado do litoral.

O caos, a violência, a barbárie e a falência dos órgãos têm se agravado, mas nada que preocupe o ministro Marco Aurélio Mello, que continua firme em sua declaração – hoje já alçada à condição de um mantra – de que “as instituições estão funcionando normalmente e não há motivo para preocupação”.

Gilmar Mendes, depois de presidir o STF, o STJ, o TSE e todas as siglas possíveis das instâncias judiciais sem ser incomodado por suas atuações políticas, resolveu ascender a outro plano e atualmente é padroeiro cultuado com muita devoção entre os integrantes do PSDB, que o invocam em busca de milagres sempre que um de seus membros é pego em corrupção e necessita de uma suprema absolvição.

José Serra criou uma fundação para apoiar golpes em vários cantos do planeta, para onde tem levado o seu olhar blasé e a sua expertise largamente testada em solo brasileiro.

FHC, num sociologuês raso como um pires, continua a culpar o PT por tudo que aconteceu no Brasil desde a chegada de Cabral e transformou seu instituto num centro de investigação. Quer saber por que um semianalfabeto como Lula tem mais títulos e honrarias internacionais do que ele.

Michel Temer está cada vez mais atento aos movimentos de Joesley Batista, depois que tomou conhecimento que o dono da Friboi estava interessado em outras carnes e não embarca mais em nenhum jatinho furado, sobretudo com flores, para Marcela.

Lula, desde 2018, tornou-se inelegível, mas continua a liderar todas as pesquisas de intenção de votos. Sem votos, em alguns rincões do Nordeste tem mais devotos do que o Padre Cícero.

Alckmin ainda não conseguiu se eleger presidente e não compreende o que o gosto de picolé de chuchu tem a ver com tudo isso.

Moro foi morar nos Estados Unidos, onde é professor catedrático de Direito Alienígena e recebe frequentes visitas de integrantes da CIA e do FBI em busca de aperfeiçoamento. Não obstante ter galgado a fama, tem constantes pesadelos sobre pedalinhos num sítio e um triplex sem dono.

O Brasil, enfim, continua no fundo do poço, agora já sem água depois que a Lava Jato usou tudo para tentar limpar a corrupção. Ao final, concluiu-se que foi água demais para uns e nem mesmo respingos para outros, enlameados até o pescoço.

Maluf decidiu que será candidato novamente e desafia qualquer um a provar que tenha dinheiro depositado no exterior, fruto de alguma atividade ilegal.

Deus, que era brasileiro, achou melhor pedir asilo político no Afeganistão.

Xadrez da incógnita militar e do pós-Temer (por Luis Nassif/via GGN)

Por Luis Nassif – 8/6/2017 – via GGN.

Vive-se um quadro de ampla desordem institucional, um tiroteio sem fim entre o Executivo, Congresso, Ministério Público, Supremo, Tribunal Superior Eleitoral, acirrado pela reforma trabalhista e da Previdência. Externamente, uma indignação popular que se alastra, que já resultou em uma greve geral, resultará em outra.

A grande incógnita é como o único poder silencioso – o militar – se manifestará.

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http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-incognita-militar-e-do-pos-temer

Fernando Haddad disseca o arco do atraso em depoimento histórico (por Luis Nassif/via GGN e revista Piauí)

Por Luis Nassif – 5/6/2017 – via GGN e revista Piauí.

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, publicou um depoimento histórico na revista Piauí, sobre sua experiência com o poder desde os tempos de Ministro da Educação.

No artigo, fala dos problemas de Dilma Rousseff, do papel deletério da mídia, aponta o promotor suspeito de receber propina, e que passou a persegui-lo, mostra que José Serra foi o principal mentor do golpe, entre outras revelações.

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http://jornalggn.com.br/noticia/fernando-haddad-disseca-o-arco-do-atraso-em-depoimento-historico#.WTTDM8h1mVQ.facebook