Isenção trilionária é a cereja do bolo da entrega do pré-sal (por João Filho/via The Intercept Brasil)

Angra dos Reis - RJ, 03/06/2011. SCAVE - Local do evento da Cerimônia de batismo da Plataforma P - 56. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Por João Filho – 3/12/2017 – via The Intercept Brasil. Foto: Ichiro Guerra/Agência Brasil.

Na última quarta-feira, Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos. A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro. Mas este é apenas um dos capítulos finais de um roteiro entreguista que começou a ser desenhado antes mesmo do golpe parlamentar.

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https://theintercept.com/2017/12/03/isencao-trilionaria-e-a-cereja-do-bolo-da-entrega-do-pre-sal

Moro tropeça e admite que triplex não ‘veio’ de contratos da Petrobras (por Fernando Brito/via Tijolaço)

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Por Fernando Brito – 18/7/2017 – via Tijolaço.

Embora, em princípio, não servissem para qualquer consequência jurídica, porque o resultado de qualquer objeção da defesa de Lula a Sergio Moro é, simplesmente, ignorado, a recusa do juiz aos embargos de declaração opostos à sentença do juiz curitibano acabaram produzindo um resultado precioso para a contestação de sua sentença.

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http://www.tijolaco.com.br/blog/moro-tropeca-e-confessa-que-triplex-nao-veio-de-contratos-da-petrobras

Cotidiano de exceção (por Eliane Brum/via El País)

Cartaz da edição brasileira do livro 'Sobre a tirania' feito por Alceu Chierosin Nunes

Cartaz da edição brasileira do livro ‘Sobre a tirania’ feito por Alceu Chierosin Nunes. Imagem: Divulgação.

Por Eliane Brum – 29/5/2017 – via El País.

Resistir neste momento é também deixar de reagir por reflexo – e passar a reagir a partir da reflexão. Quando tudo parece caótico, quando tudo fica meio misturado e parecido, é preciso olhar para os fatos. Olhar para os fatos com toda a atenção. São eles que nos apontam onde estão as verdades e nos ajudam a enxergar onde está a manipulação, assim como a falsificação. O pensamento é ainda a melhor forma de resistência.

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http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/29/opinion/1496068623_644264.html

Só o Lula tinha que saber, Meirelles e Moro, não?

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Meirelles, rindo da ingenuidade dos brasileiros? Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil. 

Por Celso Vicenzi – 20/5/2017.

Se Lula tinha que saber o que acontecia na Petrobras, Meirelles, que foi presidente do Conselho da JBS durante os anos em que a empresa repassou meio bilhão de reais a políticos, não deveria saber também? Ainda mais que era o gestor direto da empresa, ao contrário de Lula? E Moro não deveria saber que Cunha recebia propina até na prisão?

Se Moro anexa ao processo de Lula foto do ex-presidente com o presidente da OAS no sítio em Atibaia, como prova de suas relações com o dono da empreiteira, o que dizer das fotos com Moro rindo na maior intimidade com Aécio e Temer, e frequentando eventos promovidos por Doria?

Na justiça do Brasil, infelizmente, há muitos procedimentos que só valem para os outros, para os inimigos. Derrubaram Dilma – com o aval do STF – por conta de pedaladas fiscais que também foram praticadas por 17 governadores e até pelo golpista Temer, sem que fosse usado do mesmo rigor (aliás, ninguém deveria perder o mandato por isso).

Mas setores da mídia e do judiciário são muito seletivos (para usar uma palavra branda). Para eles, como dizem os manezinhos, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Diretor e diretoria não são a mesma coisa, certo Arnaldo?

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Por Celso Vicenzi – 18/5/2017. Foto: Arquivo/Agência Brasil.

Lula no depoimento a Moro diz que fez apenas duas reuniões com a “direção” da Petrobras. O MP afirma que ele se reuniu 27 vezes com “diretores” da Petrobras. Ora, não é a mesma coisa.
Quem faz curso de jornalismo pelo método Moro, apressadamente, se contenta com aparências e ilações, mas é preciso prestar atenção: diretor e direção não são a mesma coisa.
 
O jornal Extra, por exemplo, chegou a pôr o erro em manchete (outros falaram em contradição): “Lula teve 27 encontros com a diretoria da Petrobras entre 2003 e 2010”. Errado. Segundo o próprio Ministério Público, há documentos que provam que Lula teria se reunido 27 vezes com diretores da Petrobras. Diretor é uma pessoa, não é um coletivo. Não é, portanto, uma diretoria.
 
Não vem ao caso, neste breve comentário, porque só quis demonstrar um equívoco da mídia e do MP, se Lula fez ou não fez o que quer que digam que tenha feito. Até porque reunir-se com diretor da Petrobras não é crime. É preciso haver algo mais concreto do que uma agenda com os nomes de quem participou. Negociaram propinas nessas reuniões? Bem, se tem essa comprovação, daí estamos diante de um crime.
 
Agendas de reuniões, ainda mais quando públicas, não provam nada. Salvo se estamos diante do método Moro de deduções, ilações e convicções.

Sérgio Moro toma outra entortada em seu esporte predileto, a caça-ao-Lula (por Nocaute)

18155246_1648987018451895_550946173_nPor Nocaute – 24/4/2017.

Um mês atrás o juiz Sérgio Moro, obcecado na caça que empreende ao ex-presidente Lula, oficiou a PriceWaterhouseCoopers, para saber se havia registros de ilícitos praticados por Lula na Petrobrás (a Prince auditou a estatal por alguns anos). Hoje Moro recebeu o ofício anexo, da Price, para reafirmar o que até os inhambus do Ahú já sabem: Lula é inocente.

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http://www.nocaute.blog.br/brasil/sergio-moro-toma-outra-entortada-em-seu-esporte-predileto-caca-ao-lula.html

 

O golpe é contra um projeto de país (por José Álvaro Cardoso)

O golpe é contra um projeto de país

Por José Álvaro de Lima Cardoso – Economista – 27/3/2017.

Para os que têm dúvidas de que a operação da Lava-Jato é um Cavalo de Troia, que veio para acabar com o que restou de soberania no Brasil, e destruir o setor de engenharia nacional, recomenda-se atentar para a matéria divulgada pela imprensa neste sábado, dia 25. Segundo os jornais, a empresa Odebrecht passará a ter suas operações monitoradas, por profissionais indicados pelo MPF, do Brasil, e DoJ, dos EUA, que é o equivalente do governo americano, ao Ministério da Justiça, no Brasil. A Odebrecht Defesa era responsável pela construção do submarino nuclear, e sua controlada, a Mecatron, responsável pela fabricação dos mísseis nacionais. Coincidência ou não, a empresa foi uma das primeiras atingidas pela Operação Lava-Jato, com a prisão de seu presidente, Marcelo Odebrecht, condenado a 23 anos de prisão.

No ano passado, ainda antes do impeachment, já tínhamos a informação que Sérgio Moro, e o procurador-geral da República Rodrigo Janot, atuavam em parceria com órgãos dos Estados Unidos contra empresas brasileiras. E que Sergio Moro, em 2016, autorizou o compartilhamento da delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, com investigadores de Londres em processo contra a Petrobrás. Sergio Moro autorizou também conversas feitas diretamente com cada delator da Lava-Jato e o Departamento de Justiça dos EUA, sem passar pelo Estado brasileiro, como prevê a lei. Ou seja, os responsáveis pela operação Lava-Jato permitem o acesso a órgãos do Estado norte-americano, a informações sigilosas, que são utilizadas para atacar e processar judicialmente a Petrobrás e outras empresas brasileiras. Como podemos nominar esse tipo de atitude, senão de entreguista? Como podemos chamar também a prisão do Vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, principal responsável pela conquista da independência na tecnologia do ciclo de combustível, que colocou o Brasil em posição de destaque na matéria, no mundo?

O governo que assumiu com o golpe é o mais subserviente e entreguista da história, nesse quesito, a ditadura militar não chega aos seus pés. Em pouco tempo do desgoverno golpista a lista de atrocidades é imensa. Está muito claro que os EUA não apoiaram o golpe no Brasil por simpatia a Temer, mas pelo interesse em petróleo, água, recursos naturais em geral, pela biodiversidade da Amazônia, assim como pelo interesse de abortar um incipiente é limitado processo de construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

Somente um processo sofisticado de manipulação da população, poderia possibilitar o apoio a uma operação entreguista como a Lava-Jato, e aceitar com naturalidade o repasse ao Império do Norte, petróleo, água, minerais e território para instalação de bases militares. Soube-se que membros do Ministério Público envolvidos com a Lava-Jato estão explodindo de orgulho por estarem trabalhando em conjunto com os policiais do Departamento de Justiça do Estados Unidos, considerado muito eficientes. Ou seja, aquilo que poderia ser motivo de vergonha nacional, que é nutrir de informações uma potência estrangeira, que fornecerão elementos para prejudicar e processar a maior empresa nacional, motor da economia brasileira, é motivo de orgulho e deslumbramento para esse pessoal. Com polpudos salários pagos pelo povo brasileiro, atuam com órgãos dos Estados Unidos, sem qualquer constrangimento, contra empresas brasileiras, e achando isso bonito ainda. Atacando inclusive, a indústria Eletronuclear, com a prisão do seu mentor e líder maior.
As empresas estrangeiras, mesmo envolvidas em casos de corrupção, foram, o tempo todo, poupadas das investigações e pressões da Lava-Jato. Em 2015, a imprensa mostrava que 22 empresas internacionais com sedes na Itália, Holanda, EUA, Grécia e Cingapura foram citadas nas delações premiadas da Lava-Jato como envolvidas no esquema de corrupção da Petrobrás. Porém nada aconteceu com elas, as ações foram todas voltadas para as empresas brasileiras, especialmente, além da Petrobrás, a Odebrecht. As empresas estrangeiras continuaram a operar normalmente, inclusive expandindo seus investimentos no Brasil no período recente. Os responsáveis pela Operação não queriam nem que fosse aprovada, no começo de 2016, a lei de Leniência no Congresso. Um mecanismo que possibilita que, quando constatado o caso de corrupção, os responsáveis na empresa sejam punidos, porém a empresa (tecnologia, empregos, ativos), seja preservada. É difícil aceitar que a atitude se devia apenas à ignorância do que ocorre em outros países, ou por absoluto desconhecimento de princípios básicos de economia. Queriam mesmo quebrar as empresas.

Os governos, a partir de 2003, ousaram praticar políticas minimamente soberanas, como a rejeição da Alca, e a organização do BRICS, que ameaça, inclusive a hegemonia do dólar, comprou aviões da Suécia, ao invés das empresas norte-americanas. Adquiriram helicópteros da Rússia e montou o projeto de submarino nuclear em parceria com a França. Encaminharam a votação, em 2010, da lei de Partilha, contra o desejo das multinacionais do Petróleo. Além disso, se aproximou dos parceiros sul-americanos, fortaleceu o Mercosul e continuou o projeto de produção de enriquecimento de urânio, estratégico para o Brasil. Isto desagradou muita gente e a Lava-Jato veio para ajudar a interromper esse processo.

Desde o início da operação os indícios de que os objetivos centrais da Lava-Jato era quebrar a Petrobrás, abrindo caminho para mudar a lei de Partilha eram muito fortes: a) denúncias do Wikileaks de que os estadunidenses estavam preocupados com o crescimento da Odebrecht; b) grande contrariedade das multinacionais com a Lei de Partilha; c) financiamento, por parte dos bilionários do petróleo, Irmãos Kock, dos movimentos de direita no Brasil que tentavam desestabilizar o governo; d) visita do Procurador Geral da República aos EUA, com equipe de procuradores, para coletar informações que serviriam de munição para abrir processos contra a Petrobrás.
Temos que entender o contexto no seu todo. A atual ofensiva contra a indústria da carne, por exemplo, que vem dos mesmos setores que querem destruir a Petrobras e que liquidaram com o setor de engenharia nacional, não está ocorrendo em função da exploração dos trabalhadores ou porque as políticas de meio ambiente são desrespeitadas. Até porque, a solução desses problemas não seria a destruição da ampla cadeia de beneficiamento de alimentos (que inclui operários, produtores integrados, transportadores, distribuidores, vendedores, veterinários), e dos milhões de empregos gerados pelo setor. É que o objetivo é destruir o que o Brasil ainda dispõe de indústria, liquidar a frágil malha de direitos sociais numa escalada nunca vista, e destruir o pouco que sobrou da soberania nacional. A bola está em jogo.

Trump decreta sigilo total para atividades de petrolíferas americanas fora dos EUA (por Fábio de Oliveira, no GGN/via Miguel do Rosário/via O Cafezinho)

Por Fábio de Oliveira, no GGN, via Miguel do Rosário – 15/2/2017 – via O Cafezinho.

Uma das coisas mais estúpidas que ocorreu nos últimos anos foi o acordo entre MPF/Sérgio Moro e os EUA. Através deste acordo – cuja validade é questionável, pois não seguiu as vias administrativas normais do Itamaraty e do Ministério da Justiça – as autoridades brasileiras se comprometeram a fornecer informações sensíveis e até sigilosas da Petrobras às autoridades norte-americanas. Nenhuma contra partida foi exigida.

As informações fornecidas por brasileiros estão causou danos patrimoniais imensos à Petrobras. A companhia sofre ações bilionárias que não teriam sido ajuizadas sem a ajuda do MPF e de Sérgio Moro. Os promotores e o juiz da Lava Jato irão indenizar os prejuízos que causaram à companhia?

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http://www.ocafezinho.com/2017/02/15/trump-decreta-sigilo-total-para-atividades-de-petroliferas-americanas-fora-dos-eua

Xadrez do conteúdo local e o desmonte de um projeto de nação (por Luis Nassif/via GGN)

Por Luis Nassif – 8/2/2017 – via GGN.

O Brasil entrou em uma era de trevas, na qual Parente e a Lava Jato ajudam a destruir setores inteiros da economia. Depois, celebram o retorno à Petrobras, de sobras da corrupção, que não chegam a um milésimo do que o país está perdendo com a destruição de riqueza.

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http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-conteudo-local-e-o-desmonte-de-um-projeto-de-nacao