Isenção trilionária é a cereja do bolo da entrega do pré-sal (por João Filho/via The Intercept Brasil)

Angra dos Reis - RJ, 03/06/2011. SCAVE - Local do evento da Cerimônia de batismo da Plataforma P - 56. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Por João Filho – 3/12/2017 – via The Intercept Brasil. Foto: Ichiro Guerra/Agência Brasil.

Na última quarta-feira, Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos. A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro. Mas este é apenas um dos capítulos finais de um roteiro entreguista que começou a ser desenhado antes mesmo do golpe parlamentar.

Leia mais:

https://theintercept.com/2017/12/03/isencao-trilionaria-e-a-cereja-do-bolo-da-entrega-do-pre-sal

Em defesa da Petrobras

Circula pelas redes sociais – julho/2016.

– Não são só mais de 82 mil empregos* diretos e de 300 mil indiretos (dados de 2014 do Sinaval), que já estão sentindo o efeito AGORA, do setor naval, no qual a Petrobrás responde por 70% a 80% das encomendas;
– Não são só os 500 mil empregos*, segundo o Clube de Engenharia, que estão no “entorno” da Petrobrás;
– Não é só a maior empresa do país, contando estatais, mistas e privadas;
– Não é só a alavanca direta de 10% do PIB, com o setor de petróleo e gás contribuindo em 13% do mesmo (dados de 2014);
– Não é só uma empresa que investe R$ 300 milhões por dia no País;
– Não é só a última grande empresa responsável pela produção de ciência e tecnologia autenticamente nacionais;
– Não é só a descobridora de 14 bilhões (pós-sal) e 60 bilhões (pré-sal) de barris, contando apenas os comprovados, em apenas 8 anos de descoberta da camada pré-sal, podendo chegar tranquilamente a 200 bilhões de barris (é cogitado de 100 a 300 bilhões);
– Não são só mais de 7 mil postos de combustíveis (o que representa 40% de distribuição e venda de combustíveis no País), mais de 7 mil quilômetros de oleodutos, mais de 7 mil quilômetros de gasodutos, 21 terminais terrestres, 28 terminais aquaviários, 3 terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), 21 termelétricas e uma frota própria de 53 navios;
– Não é só um setor estratégico como o de energia;
– Não são só petróleo e gás, que movem guerras pelo mundo há décadas;
– Não é só a última empresa indutora de industrialização, enquanto vemos crescente desindustrialização dos demais setores (13,1% do PIB de 2013 correspondia a atividades industriais);
– Não é só uma capacitadora de fornecedores da indústria de base, na qual a Petrobrás responde por metades das encomendas;
– Não é só a maior estatal que temos;
– É tudo isso, e muito mais, junto.

Privatizar ou mesmo esvaziar a Petrobrás e atividades que a cercam, processo que já se encontra em andamento, é condenar o País à condição de “Fazendão”: desindustrializado, agrário e tecnologicamente paleolítico.
Esse é o grande golpe em curso.

*empregos também entendidos por “postos de trabalho”, ou seja, uma vez perdidos, dificilmente serão recuperados

Lavenère: Medidas de Temer aprofudam golpe contra Constituição (por Joana Rozowykwiat/via Portal Vermelho e Brasil247)

Marcos Oliveira/Agência Senado: <p>Brasília - O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère fala na Comissão Especial do Impeachment (Marcos Oliveira/Agência Senado)</p>

Por Joana Rozowykwiat/via Portal Vermelho e Brasil247 – 7/7/2016.

“Para o autor do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, o advogado Marcelo Lavenère, o presidente interino, Michel Temer, ‘desmonta o pacto social de 1988’; ‘Refiro-me ao petróleo, à previdência, ao SUS, à educação, às companhias aéreas, de modo que, nos vários setores da economia, estamos tendo uma desnacionalização, uma substituição dos organismos e empresas nacionais para atender à ganância e ao apetite incomensurável de empresas e organismos estrangeiros’, apontou.”

Leia mais:

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/242590/Laven%C3%A8re-medidas-de-Temer-aprofundam-golpe-contra-Constitui%C3%A7%C3%A3o.htm

No Boston Globe, Rapoza anuncia a “venda do século”: Para as multinacionais, lei que exclui Petrobras do pré-sal “é mais sexy que uma festa de Carnaval” (por Viomundo)

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Por Viomundo – 7/6/2016.

Para Big Oil, as grandes petrolíferas internacionais, “esta lei é mais sexy que uma festa de Carnaval”.

Leia mais:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/no-boston-globe-rapoza-anuncia-a-venda-do-seculo-para-o-big-oil-lei-que-exclui-petrobras-do-pre-sal-e-mais-sexy-que-uma-festa-de-carnaval.html

“Primeiramente fora Temer”, diz Ciro Gomes em entrevista (por Luis Nassif/via GGN)

Por Luis Nassif – 6/6/2016 – via jornal GGN.

“Primeiramente, fora Temer”, foram as palavras iniciais do provável candidato à presidência pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), Ciro Gomes, em entrevista à jornalista Mariana Godoy. “Tem muita gente boa, mas os que tomaram conta da estrutura, da burocracia, do comando do PMDB são de uma quadrilha de salteadores”.

Leia mais:

http://jornalggn.com.br/noticia/%E2%80%9Cprimeiramente-fora-temer%E2%80%9D-diz-ciro-gomes-em-entrevista

Impeachment, crise e golpe: o Brasil no palco da tormenta mundial (por Osvaldo Coggiola/via glob da Boitempo)

Osvaldo Coggiola, colaborador

Osvaldo Coggiola é professor titular de história contemporânea da Universidade de São Paulo. Nascido na Argentina, é autor, entre outros livros, de Introdução à teoria econômica marxista. Colabora com o Blog da Boitempo esporadicamente.

Por Osvaldo Coggiola – 31/5/2016 – via blog da Boitempo.

O impeachment de Dilma pode ser qualificado politicamente como um golpe de Estado. Quem limita o uso desse conceito aos golpes militares, ou às mudanças de regime político obtidas mediante o uso explícito da força, possui um conceito estreito e formal, não só do conceito de golpe, mas também do próprio Estado e de seus regimes políticos.

Leia mais:

https://blogdaboitempo.com.br/2016/05/31/impeachment-crise-e-golpe-o-brasil-no-palco-da-tormenta-mundial

Sobre conclusões precipitadas de jornalistas e internautas

Post de um amigo nas redes sociais comenta o novo aumento da gasolina este mês. E conclui que “a população começa a pagar o custo da bandalheira da Petrobrás”. Pergunta, em tom de provocação, se “os meus amigos petistas têm algo diferente a dizer para desmentir isso? Quem sabe a culpa é da imprensa golpista?” Não sou petista, mas sou jornalista, e gosto de ir atrás de informação idônea.

Primeiro: Ainda bem que a gasolina não subia nos tempos de FHC e outros mais… E pelo jeito nem existia corrupção naquela época, não é?

Segundo: A fonte idônea da Global Petrol Prices, onde você pode acompanhar os preços diariamente, diz que “as diferenças entre os preços da gasolina nos diferentes países devem-se a vários tipos de impostos e subsídios. Todos os países compram o petróleo nos mercados internacionais pelos mesmos preços mas impõem diferentes impostos. É por isso que o preço da gasolina a retalho resulta diferente.”

No dia 19/10/2015 o Brasil ocupava o lugar de número 59 entre as mais baratas. Depois do Brasil há mais 129 países com gasolina mais cara, entre eles, Itália, Holanda, Noruega, Inglaterra, Portugal, Finlândia, Suécia, Bélgica, Uruguai, França, Áustria, Polônia, Japão, Peru, China, Índia, Paraguai, África do Sul e Austrália entre tantos outros. A se usar a lógica do JN e da Veja – e de seus fiéis leitores e telespectadores -, a culpa da gasolina cara nesses países deve ser por causa de corrupção, né não?

Como é fácil simplificar!

Confira o ranking.

http://pt.globalpetrolprices.com/gasoline_prices