O jornalismo fake da Globo

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Foto: www12.senado.gov.br

Padrão Globo de Jornalismo é isso! Matéria longa no Globo Rural, hoje, sobre a transposição do rio São Francisco, com todas as coisas boas e outras nem tanto, mas com saldo muito positivo – não puderam omitir. Chegam a citar que desde Dom Pedro II havia a promessa da transposição, mas não dizem o nome de quem cumpriu a tarefa. Jornalismo fake é também assim: apaga da história personagem que a Globo só se interessa em expor no papel de vilão.

Comentários sobre jornalismo e produção de conteúdo

Máquina De Escrever, Teclado, Tipo

Por Celso Vicenzi – 25/10/2016. Imagem: Pixabay.com

Comentário publicado no FB:

Tem gente que não sabe reconhecer um comentário irônico ou fazer interpretação de texto. O comentário – ok, vou explicar! – tentando ser irônico e bem-humorado (falha minha!) é sobre a substituição cada vez mais explícita da reportagem jornalística por uma coisa que a mídia resolveu chamar de “produção de conteúdo” e que costuma deixar muito a desejar pra quem já leu, viu e ouviu um bocado de coisa boa na vida. Há exceções? Aplausos!

Mas os donos da mídia sabem muito bem por que trocaram bons jornalistas – cada vez mais raros nas redações – por profissionais que fazem o que é vagamente definido como “produção de conteúdo”, com pautas que se perdem em superficialidades, que não dão conta de interrogar e buscar respostas à complexidade dos fenômenos políticos, sociais, econômicos, comportamentais etc e que, não bastasse tudo isso, ainda são mal escritas ou mal elaboradas em reportagens de rádio e televisão. É o que se vê na maioria dos casos nos principais veículos de comunicação, que vão afundando numa crise e perdendo qualidade e credibilidade – pior ainda se você caro leitor, cara leitora, não conseguiu perceber o que está acontecendo.

Não vou nem entrar na discussão ética e da dominação, cada vez maior, do comercial em relação ao editorial, e do quanto se perdeu em diversidade e fontes capazes de se contrapor ao chamado “pensamento único” que, de modo geral, com raros momentos de exceção, tomou conta dos espaços de produção de “conteúdo jornalístico” – diferente de “produção de conteúdo”.

É só uma constatação da melancólica e indigna situação a que chegou uma imprensa que vendeu a alma ao diabo e perdeu a dimensão do seu papel na sociedade. Não sou ingênuo a ponto de não compreender o que a imprensa representou, em todas as épocas, para os donos do capital e para a luta ideológica, mas chegamos a uma era em que o cinismo se impôs com tanta força que é quase impossível sustentar o mínimo de credibilidade àquilo que se lê, se ouve e se vê.

Menos mal que surgem, cada vez mais, boas experiências na mídia digital, pautadas justamente pelas ferramentas do velho e bom jornalismo. Narrativas, em qualquer plataforma, que tenham clareza, densidade, exatidão, precisão, coerência, ritmo e objetividade, entre outras virtudes.

Guardian: Você toca a tela do telefone 2.617 vezes por dia. Cuidado, estão sequestrando seu cérebro

Por Guardian – 8/10/2017 – via Viomundo.

O diário britânico Guardian publicou reportagem sobre designers, programadores e executivos do Vale do Silício, na Califórnia, que desistiram ou restringiram seu uso das redes sociais temendo o “sequestro” mental a que os usuários dos smartphones estão sujeitos — aquela coisa de acordar com o celular ao lado da cama e dar likes e checar fotos no Instagram antes mesmo de tomar o café da manhã. Segundo o texto, as pessoas tocam a tela dos seus telefones, em média, 2.617 vezes por dia.

Leia mais:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/guardian-voce-toca-a-tela-de-seu-telefone-2-617-vezes-por-dia-cuidado-estao-sequestrando-seu-cerebro.html

Nove em cada 10 mortos pela polícia no Rio são negros ou pardos (por Paula Bianchi/via UOL)

Em abril, uma grupo de familiares de pessoas mortas pela polícia organizou um protesto em frente ao Ministério Público

Em abril, uma grupo de familiares de pessoas mortas pela polícia organizou um protesto em frente ao Ministério Público.

Por Paula Bianchi – 26/7/2017 – UOL.

Entre janeiro de 2016 e março de 2017, ao menos 1.227 pessoas foram mortas pela polícia no Estado do Rio de Janeiro. Dados obtidos pelo UOL através da Lei de Acesso à Informação mostram que a cada dez mortos, nove são negros ou pardos.

Leia mais:

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/07/26/rj-9-em-cada-10-mortos-pela-policia-no-rio-sao-negros-ou-pardos.htm

Humanidade já gerou 8,3 bilhões de toneladas de plástico (por Miguel Ángel Criado/via El País)

Em muitas regiões do planeta a reciclagem de plásticos ainda é manual, garrafa a garrafa, tampinha a tampinha

Em muitas regiões do planeta a reciclagem de plásticos ainda é manual, garrafa a garrafa, tampinha a tampinha. Foto: Jenna Jambeck/Universidad de Georgia.

Por Miguel Ángel Criado – 20/7/2017 – via El País.

Desde que começou a produção em massa de plásticos, nos anos cinquenta, os humanos geraram 8,3 bilhões de toneladas métricas do material. Dessa quantidade enorme, apenas 9% são reciclados. A grande maioria acaba sem tratamento nos aterros sanitários ou no meio ambiente.Segundo um novo estudo sobre a produção desse material sintético, seu uso e destino final, se continuarmos nesse ritmo, em 2050 haverá mais de 12 bilhões de toneladas de resíduos plásticos.

Leia mais:

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/19/ciencia/1500451864_107312.html

Mais da metade das mulheres mortas pelas polícias entre 2005 e 2015 eram negras (por Brasil de Fato)

Assim como Cláudia Ferreira, morta pela polícia, em 2014, cerca de 52% de mulheres negras foram mortas pela polícia, apontam pesquisas - Créditos: Coletivo ñ

Assim como Cláudia Ferreira, morta pela polícia, em 2014, cerca de 52% de mulheres negras foram mortas pela polícia, apontam pesquisas.

Por Brasil de Fato – 7/7/2017.

A Agência Patrícia Galvão – vinculada ao Instituto de mesmo nome dedicado ao combate à violência contra a mulher –  compilou dados de pesquisas divulgadas até junho deste ano, que trazem números alarmantes e preocupantes a respeito da violência de gênero no Brasil, muitas vezes praticadas pelos agentes do Estado e que vitimam sobretudo mulheres negras, que representam 24,5% da população brasileira.

Leia mais:

https://www.brasildefato.com.br/2017/07/07/mais-da-metade-das-mulheres-mortas-pelas-policias-entre-2005-e-2015-eram-negras

O que a mídia brasileira não diz, a estrangeira revela

Maio de 2017. Circula no FB.

A cobertura da Greve Geral no Brasil (Al Jazeera)

Canal internacional detona poder manipulador da Globo e critica cobertura feita pelos canais de TV brasileiros sobre a greve geral no Brasil: "A mídia no Brasil é um oligopólio dominado por poucos grupos. Há interesses econômicos muito fortes influenciando a narrativa. Há muito pouco espaço para a classe trabalhadora. É sempre a elite falando para o povo com sua própria ideologia e visão de mundo".Para mais vídeos legendados, curta a página Televisão do Mundo.

Publicado por Televisão do Mundo em Segunda, 15 de maio de 2017

O ruído (por Eliane Brum/via oversodostrabalhadores.com.br)

Por Eliane  Brum – 18/6/2016 – via http://oversodostrabalhadores.com.br

“Aqui o chamaremos de T.

Na primeira vez que o vi, foram seus olhos que me capturaram. Eram olhos de quem descobrira algo que lhe custava muito acreditar. Então ficava com aquele olhar de quem havia acabado de enxergar, mas ainda não tinha processado. Um olhar para sempre surpreendido, e ao mesmo tempo descrente, esperando a qualquer momento que alguém lhe garantisse que era tudo um engano, restituísse a sua fé e o seu mundo voltasse a girar no sentido certo. “Eles sabiam, o tempo todo eles sabiam que estavam nos matando. E continuaram a nos matar”, dizia. E não olhava para mim, mas para esse lugar entre o dentro e o fora, onde parecia estar preso.”

Leia mais:

http://oversodostrabalhadores.com.br/authors/view/Eliane-Brum