Zizek: Amor e Sexo sob o gelo dos contratos (via Outras Palavras)

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Por Slavoj Žižek | Tradução: Ricardo Cavalcanti-Schiel | Imagens: René Magritte, Os Amantes (1928) e João Rabello (charge).

Ocecada em transformar a experiência erótica em algo previsível e controlado, onda moralista ameaça afogar o desejo e sufocar a liberdade sexual das mulheres.

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https://outraspalavras.net/destaques/zizek-amor-e-sexo-sob-o-gelo-dos-contratos

Masturbação: a ala secreta da sexualidade (por Ana Alexandra Carvalheira)

 

Por Ana Alexandra Carvalheira – 11/2/2017 – via www.visão.sapo.pt

Quando todos os tabus da sexualidade parecem já ter caído, questiono-me sobre a falta de clareza que ainda persiste no tema da masturbação. Trata-se de um comportamento sexual individual, em que a pessoa procura a obtenção de excitação e satisfação sexual por si própria. Falamos de prazer sexual a solo, qual é o mistério?

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http://visao.sapo.pt/opiniao/bolsa-de-especialistas/2017-02-11-Masturbacao-A-ala-secreta-da-sexualidade

Lourdes Barreto: 30 anos na luta por identidade das prostitutas e contra violências (por Paula Guimarães/via portal Catarinas)

Lourdes Barreto atua há mais de 30 anos no movimento das prostitutas/Foto: Paula Guimarães.

Por Paula Guimarães – 29/11/2016 – via Portal Catarinas.

Lourdes Barreto, 75 anos, assim como sua colega Gabriela Leite, não tem medo das palavras. Pelo contrário, sempre lutou pelo direito de afirmar-se como trabalhadora do sexo: “sou puta”. É por entender que o estigma da palavra “puta” só se fortalece no anonimato e silêncio que a prostituta aposentada milita há 35 anos por identidade, melhores condições de trabalho e contra violências sofridas pelas profissionais do sexo.

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http://catarinas.info/lourdes-barreto-30-anos-na-luta-por-identidade-das-prostitutas-e-contra-violencias

Prostitutas discutem formas de romper o estigma e acessar direitos (por Paula Guimarães/via portal Catarinas)

Debate integrou as comemorações de 30 anos do Movimento Brasileiro das Prostitutas/Foto: Assessoria FG.

Por Paula Guimarães – 8/8/2017 – via portal Catarinas.

Pela primeira vez em mais de vinte anos de realização do Seminário Internacional Fazendo Gênero, o putafeminismo protagonizou uma mesa redonda com a presença de ativistas prostitutas. “Um século e meio de abolicionismo: prostituição, criminalização e o controle da mulher” teve participação de Monique Prada, fundadora da Central Única das Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS), Melinda Mindy Chateauvert, historiadora do movimento das trabalhadoras sexuais, e Pye Jakobsson, presidenta do NSWP, organização internacional para profissionais do sexo. O evento que discutiu as ameaças em relação ao exercício da atividade no Brasil segue em mais quatro cidades como parte das comemorações de 30 anos do Movimento Brasileiro das Prostitutas.

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http://catarinas.info/prostitutas-discutem-formas-de-romper-o-estigma-e-acessar-direitos

Elas imprimiram o clitóris em 3D (é maior do que você pensava) – por Nathalia Ziemkiewicz/via Yahoo Vida e Estilo

Julieta Jacob e Caroline Arcari com o modelo de clitóris em 3D, cuja comercialização é pioneira no Brasil (Divulgação/Clitóri-se).

Por Nathalia Ziemkiewicz – 14/6/2017 – via Yahoo Vida e Estilo.

Essa coisinha fofa que parece ter pescoço-braços-peitos é um clitóris. Nunca mais o subestime: é bem maior que uma ervilha, mais potente que qualquer pênis, responsável por todos os orgasmos femininos. Ao longo da História, ele foi ignorado pela medicina e condenado por religiões. Ainda hoje, segue desconhecido entre as pernas de algumas e minimizado pela vaidade de alguns.

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https://br.vida-estilo.yahoo.com/elas-imprimiram-o-clitoris-em-3d-e-maior-que-voce-pensava-212247051.html

“Love”, para todos os gostos e desgostos

Até aonde pode ir a potência de Eros no cinema? Uma possível resposta está em cartaz no Paradigma Cine Arte, em Santo Antônio de Lisboa, que exibe o filme “Love”, de Gaspar Noé, uma produção franco-belga de 134 minutos. Em Cannes, este ano, foi indicado ao prêmio Queer Palm, que reconhece filmes com temáticas de diversidade sexual. E as opiniões se dividiram: de “poema sexual” a “conteúdo vazio e machista”, houve comentários para todos os gostos (e desgostos!).

Fui ver e concordo com o texto de José Geraldo Couto (http://outraspalavras.net/…/love-ponto-de-atrito-entre-amor…), conceituado crítico de cinema, tradutor de autores como Henry James, Saul Bellow, Norman Mailer, Truman Capote, Michael Cunningham, Martin Scorsese, Adolfo Bioy Casares e Enrique Vila-Matas, entre outros. Foi a única crítica digamos “positiva” que li em meio a dezenas espinafrando o filme. Para quem não se escandalizar com as cenas de sexo (algumas lindas!), acho que o filme cumpre a tarefa de propor um debate sobre o complicado tema da dificuldade em unir liberdade sexual e amor. Em Cannes, onde os espectadores fizeram enormes filas para assistir, a polêmica também se estabeleceu, não pelo tema do filme, mas pelas cenas de sexo em 3D.

Tem gente que abandona o cinema já na primeira cena de uma dupla masturbação do casal protagonista. Ao longo de duas horas, são muitas as cenas de sexo explícito – inclusive ejaculações. Mas, pra quem prestar atenção nas falas e nos diálogos, verá que o diretor Gaspar Noé vai além das cenas de sexo. A ojeriza que alguns espectadores têm com o filme talvez seja indício de alguma coisa mal resolvida sobre a própria sexualidade. Afinal, se é compreensível que o filme possa ser qualificado de mediano ou ruim – como outros que a gente vê por aí – pelo menos não deveria escandalizar tanto assim. É só um drama amoroso que contém cenas de sexo que não são apenas sugeridas, mas amplamente mostradas.

Milênios já se passaram e o ser humano continua sem saber lidar com a questão da sexualidade. O ato mais belo da potência de Eros, em pleno século 21, não raro, continua a ser visto apenas como pornografia – embora a fronteira com o chamado “erotismo”, este mais aceito, seja muito tênue, se é que existe esta separação. Tema difícil quando sabe-se que, no passado, a masturbação foi descrita como “perversão” e o homoerotismo como “doença”, por exemplo.

Enfim, o filme é do tipo ame ou odeie. Pra quem não sente “nojo” ou se perturba com cenas de sexo “ao natural”, com toda a sua potência, vale, no mínimo, conferir a ousadia rara num filme exibido em Cannes e em cinemas do circuito comercial tradicional, que inclui os shopping centers (no Beiramar ficou poucos dias em cartaz, sempre no último horário).

No Paradigma, o filme está em cartaz até o dia 4 de novembro, às 21h45.