Brasil registra recorde de mortes violentas em 2016 (por Deutsche Welle)

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Por Deutsche Welle – 30/10/2017.

País teve 61.619 casos documentados em todo o ano, maior número da história, com média de sete pessoas mortas a cada hora ou 29,9 homicídios por 100 mil habitantes. Violência policial também aumenta.

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http://www.dw.com/pt-br/brasil-registra-recorde-de-mortes-violentas-em-2016/a-41172942?utm_source=Colabora&utm_campaign=e3ff7f34b0-EMAIL_CAMPAIGN_2017_10_30&utm_medium=email&utm_term=0_7b4d6ea50c-e3ff7f34b0-417482585

Violência no Brasil é uma bomba de Hiroshima por ano (por Paulo Henrique Amorim/via Conversa Afiada)

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Essa foto de Luiz Morier, feita na estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio, não é de 2017. É de 1982, publicada na capa do Jornal do Brasil (quando era o melhor jornal do Brasil). Ainda bem que mudou, não é, amigo navegante?

Por Paulo Henrique Amorim – 31/10/2017 – via Conversa Afiada.

Sete pessoas morrem por hora no Brasil!

É um genocídio.

Os pobres que se lixem!

O número de mortes violentas, intencionais, por ano, equivale a uma bomba atômica em Hiroshima: 62 mil!

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https://www.conversaafiada.com.br/brasil/violencia-no-brasil-e-uma-bomba-de-hiroshima-por-ano

Metade de vítimas de estupro tem até 14 anos e foi violada por parente (por Isabela Cavalcante/via Metrópoles)

iStock

Por Isabela Cavalcante – 13/9/2017 – via Metrópoles. Foto IStock.

Quando a maioria das pessoas pensa em estupro, talvez a cena a seguir é a mais comum que vem à cabeça: uma garota de roupas curtas e apertadas vagando sozinha pelas ruas escuras da cidade. Ao cruzar um beco, é surpreendida por um homem encapuzado. Ele, um completo desconhecido, decide violar essa bela moça em um lugar público, acobertado e escondido no meio da noite.

Essa descrição não poderia estar mais distante da realidade. A 12ª edição do Dossiê Mulher, lançada em agosto de 2017, reporta as violências ocorridas no Rio de Janeiro. Apesar de estudar apenas um estado, ele revela tendências que ocorrem no país inteiro. Os dados de estupro são assustadores: 55% das mulheres estupradas têm menos de 14 anos, o que é caracterizado como estupro de vulnerável, e em quase 40% dos casos o agressor é alguém que a vítima conhece.

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https://www.metropoles.com/brasil/direitos-humanos-br/metade-de-vitimas-de-estupro-tem-ate-14-anos-e-foi-violada-por-parente

Agnes Heller: “A maldade mata, mas a razão leva a coisas mais terríveis” (por Guillermo Altares/via El País)

Agnes Heller, em sua casa, em Budapeste

Agnes Heller, em sua casa, em Budapeste. Foto Zsófia Pályi.

Por Guillermo Altares – 2/9/2017 – via El País.

Agnes Heller (Budapeste, 1929) resume a história da Europa, ou melhor, a tragédia da Europa. Esta filósofa, uma das pensadoras mais influentes da segunda metade do século XX, sobreviveu ao Holocausto, embora seu pai tenha sido assassinado em Auschwitz. Após a Segunda Guerra Mundial, esta discípula do filósofo marxista Georg Lukács se tornou uma dissidente na Hungria comunista, após a invasão soviética de 1956, e acabou se exilando, primeiro na Austrália, onde foi professora em Melbourne, depois na Universidade de Nova York. Continua dando conferências pelo mundo, mas sempre volta a um apartamento luminoso e arejado no sul de Budapeste, de onde tem uma bela vista do Danúbio.

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https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/02/eps/1504379180_260851.html?id_externo_rsoc=TW_CC

País registra 10 estupros coletivos por dia; notificações dobram em 5 anos (por Cláudia Collucci/via Folha de S. Paulo)

Por Cláudia Collucci – 20/7/2017 – via Folha de S. Paulo.

Em cinco anos, mais do que dobrou o número de registros de estupros coletivos no país feitos por hospitais que atenderam as vítimas.

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http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/08/1911346-pais-registra-10-estupros-coletivos-por-dia-notificacoes-dobram-em-5-anos.shtml?utm_source=meio&utm_medium=email

A cada 10 minutos uma mulher é vítima de violência em Santa Catarina (por Fábio Bispo/via Notícias do Dia)

Para a delegada Patrícia D´Ávila, é preciso uma transformação cultural para reduzir casos de violência - Flávio Tin/NDPara a delegada Patrícia D´Ávila, é preciso uma transformação cultural para reduzir casos de violência – Flávio Tin/ND.

Por Fábio Bispo – 18/8/2017 – via Notícias do Dia.

Dados da Secretaria de Segurança Pública revela que os crimes mais praticados contras as mulheres são ameaça, lesão corporal e estupro.

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https://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/a-cada-10-minutos-uma-mulher-e-vitima-de-violencia-em-santa-catarina

Jovem agredida por ex-namorado abandona Florianópolis por falta de segurança (por Sérgio Rubim/via Canga blog)

Por Celso Vicenzi

É mais comum do que se imagina, infelizmente. E é muito difícil saber antecipadamente, porque por trás de um homem que parece educado, gentil, às vezes se esconde um agressor, alguém brutal, extremamente machista. Egocêntricos e covardes, incapazes de aceitar um “não” sem apelar para a violência.
Parabenizo por denunciar publicamente. E que consiga vencer este trauma, punir este canalha e refazer a sua vida, com amor, paz e liberdade. Esta é uma luta de toda(o)s.

Via Canga blog – 21/8/2017.

Leia mais:

http://cangarubim.blogspot.com.br/2017/08/jovem-agredida-por-ex-namorado-abandona.html

O perigo de subestimar a história

“A liberdade guiando o povo”, de Eugène Delacroix (1830), Museu do Louvre, Paris.

Por Celso Vicenzi – 9/8/2017.

O povo escreve a história com as suas próprias pernas. As lideranças, quando surgem, são apenas a expressão visível da vontade popular. O tempo em que mudanças profundas ocorrem não é, necessariamente, o tempo que nos é dado viver. Retrocessos e avanços estão continuamente sendo produzidos em cada pedaço de chão do planeta. E antes de termos nascido e depois que viermos a morrer, fatos memoráveis aconteceram e acontecerão em muitas e imprevisíveis direções.

Sei pouco, mas o pouco que sei basta para compreender que quando as pessoas que comandam as instituições de um país e que deveriam garantir a estabilidade social, econômica e política, se dedicam a usá-las unicamente em benefício próprio e de grupos, para subjugar ainda mais quem pouco tem, estão assinando a sua própria sentença, pondo a própria cabeça a prêmio. Com sorte, morrerão antes. Mas pode ser que ainda em vida compartilhem situações ocorridas em países muito próximos e outros mais distantes, onde poderosos acabaram presos e até mesmo condenados à prisão perpétua (como aconteceu na América Latina), sem falar naqueles que levaram ex-dirigentes à pena de morte. Não estou dizendo que isso acontecerá no Brasil (que não tem pena de morte, a não ser para pretos e pobres, executados neste país todos os dias). Faço apenas o registro que já aconteceu, em vários países. Mas é próprio de quem tem o poder, achar que nunca corre riscos.

No entanto, quanto mais poderoso alguém se sente, a ponto de fazer escárnio da maioria da população, como agora assistimos cotidianamente com parlamentares, juízes, procuradores, empresários e tantos outros que tripudiam sobre a desgraça de quem quase nada ou pouco tem, mais encorajam a revolta de quem tem sede de justiça. E desta vez, porque queimaram as pontes e destruíram os pactos, a alternativa de reconstrução pode não ser pela via da conciliação, como outrora aconteceu, em tantos momentos da história do país, desde a Independência, anunciada por um nobre português (ora pois!), passando pela Proclamação da República, redemocratização, anistia a torturadores e tantos outros episódios em que o povo, ou não participou ou não foi ouvido.

Mas, embora encobertas pela história oficial, não faltam revoltas e movimentos de insurreição, como as guerras de Canudos, do Contestado, a Sabinada, a Balaiada, a Revolta da Chibata, Insurreição Pernambucana, Revolução Farroupilha e segue uma lista que não é pequena.

Apesar de todas essas e outras insurgências que desafiaram os poderes estabelecidos, é fato que temos uma história marcada por (falsos) consensos, geralmente à revelia do povo, negociada pelos donos do “andar de cima”. Entre a paz e a convulsão social, difícil prever desdobramentos.  Cada povo constrói a sua história. Mas nada garante que essa “paz” – tantas vezes sangrenta – seja eternamente duradoura. Melhor não abusar.

Por isso, quem hoje ri, pode chorar. Quem é herói, pode virar vilão. A história caminha por vias tortas e instáveis. Quem pensa que pisa chão firme, esquece que o fundo da terra é feito de lava incandescente, sempre prestes a explodir. Em pouco tempo, sociedades podem dar vazão a forças incontroláveis. Às vezes, cortando cabeças de reis e rainhas, nobres e plebeus, aqui e acolá. Ou levando países a guerras civis e outras experiências traumáticas, com manifestações de ódio. Onde havia paz e serenidade, pode sobrevir hostilidade e pânico. Do céu ao inferno, é mais perto do que muitos imaginam.

Abrir os livros de História é mergulhar, não raro, em períodos de grandes horrores. Já seria o suficiente para ninguém abusar da paciência de quem é continuamente violentado em seus direitos. Muito menos subestimar o destemor e a coragem, como já nos ensinou há 2.500 o general Sun Tzu (A Arte da Guerra) do inimigo a quem não é oferecida uma saída, porque nessa situação, “ele lutará até a morte” com uma bravura e uma potência que talvez nem soubesse de que é capaz.

E os donos do golpe simplesmente não oferecem nenhuma saída à  população que não seja a de abrir mão de direitos, caminhar rumo à miséria e viver oprimida. Num país rico e desigual, os golpistas empurram o povo para um lugar onde a resposta mais justa e previsível é o uso da violência contra quem o violenta. Apostar continuamente na apatia de quem assiste, com fome de justiça, ao banquete dos poderosos, é uma aposta arriscada demais para um país que dispõe de tantos recursos para distribuir melhor a renda e evitar o caos.

Lourdes Barreto: 30 anos na luta por identidade das prostitutas e contra violências (por Paula Guimarães/via portal Catarinas)

Lourdes Barreto atua há mais de 30 anos no movimento das prostitutas/Foto: Paula Guimarães.

Por Paula Guimarães – 29/11/2016 – via Portal Catarinas.

Lourdes Barreto, 75 anos, assim como sua colega Gabriela Leite, não tem medo das palavras. Pelo contrário, sempre lutou pelo direito de afirmar-se como trabalhadora do sexo: “sou puta”. É por entender que o estigma da palavra “puta” só se fortalece no anonimato e silêncio que a prostituta aposentada milita há 35 anos por identidade, melhores condições de trabalho e contra violências sofridas pelas profissionais do sexo.

Leia mais:

http://catarinas.info/lourdes-barreto-30-anos-na-luta-por-identidade-das-prostitutas-e-contra-violencias

Prostitutas discutem formas de romper o estigma e acessar direitos (por Paula Guimarães/via portal Catarinas)

Debate integrou as comemorações de 30 anos do Movimento Brasileiro das Prostitutas/Foto: Assessoria FG.

Por Paula Guimarães – 8/8/2017 – via portal Catarinas.

Pela primeira vez em mais de vinte anos de realização do Seminário Internacional Fazendo Gênero, o putafeminismo protagonizou uma mesa redonda com a presença de ativistas prostitutas. “Um século e meio de abolicionismo: prostituição, criminalização e o controle da mulher” teve participação de Monique Prada, fundadora da Central Única das Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS), Melinda Mindy Chateauvert, historiadora do movimento das trabalhadoras sexuais, e Pye Jakobsson, presidenta do NSWP, organização internacional para profissionais do sexo. O evento que discutiu as ameaças em relação ao exercício da atividade no Brasil segue em mais quatro cidades como parte das comemorações de 30 anos do Movimento Brasileiro das Prostitutas.

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http://catarinas.info/prostitutas-discutem-formas-de-romper-o-estigma-e-acessar-direitos